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9 de março de 2012

Assinado: eu.

por ..bee.. às 13:36 2 gritos de felicidade
O coração é uma caixinha de surpresas. Eu abuso do meu, eu sei. Guardo as coisas com as quais eu não sei lidar bem lá no fundo e vou entulhando outras em cima, até que um dia.. BUM! Uma música, uma lugar ou até mesmo um cheiro, fazem com que a minha bagunça caia no meu colo e cá estou eu.. Tendo que lidar com aquilo novamente e ainda assim, de uma maneira diferente.

Começou com uma música. "Assinado eu", da Tiê. Eu nem gosto muito dela, mas uma amiga estava ouvindo uma outra música e eu estava em um clima musiquinhas para dormir e acabei colocando o YouTube Mix que tem dela pra rolar.. E aí, essa música me pegou, literalmente. A princípio ela era tudo o que qualquer pessoa gostaria de dizer a um ex-peguete. Então, depois de ouvir com cuidado percebi: "E te peço, me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada, Pois fiquei atordoada, Faltou o ar..". Era eu. Era para mim. Era o fim da minha história com o Rato, era tudo o que aconteceu conosco vindo à tona novamente. Fiquei com esse trecho da música na cabeça por cinco dias. Dormia e acordava cantarolando isso.. Até que eu entrei no Facebook e a Madrinha (pessoa linda que apareceu na minha vida) tinha postado. Comentei que estava com isso na cabeça e ela disse: "Escreve!". E então eu estou aqui, lidando com o meu estranhamento a uma questão que para mim já estava resolvida. 


Pensei em não escrever, em ignorar para evitar remexer no passado. Mas é uma história que faz parte de mim, da minha bagagem. E, pensando bem, está sim resolvida. O que eu sinto em relação a ele é saudades, mas aquela saudade boa, sabe? Que você pensa na pessoa e no que vocês viveram e sorri porque foi uma história bonita, que deu margem para a história que eu estou vivendo hoje. Mas que ao mesmo tempo, eu me sinto culpada de alguma maneira por não ter sido a namorada dele. Existia tanto amor dentro de mim, que em momento algum eu quis arriscar isso. Parece estranho, mas foi bem isso mesmo. Eu queria ter sido a namorada dele, mas pela distância, eu não quis arriscar "prendê-lo" ou me prender.. E então eu o deixei solto, voando por aí, com a certeza que existia uma linha invisível que nos ligaria.. Até alguém não ter visto essa linha e te-la cortado. Mas nós aprendemos com os nossos erros e crescemos. Ou pelo menos, tentamos. E nós dois seguimos em frente, ele com um filhote a caminho e eu com milhões de outros sonhos construídos com um outro alguém. Queria ser amiga dele, mas também sei que as coisas não serão como antes, então.. Melhor deixar pra lá. Aprendi a acreditar que a vida se encarrega dos reencontros quando estivermos preparados.. Melhor não forçar as situações. No agora, eu estou feliz, de verdade. E espero que ele esteja também.. Sem culpa.


27 de janeiro de 2011

Bad Timings: diálogos...

por ..bee.. às 23:08 1 gritos de felicidade
_ Você sempre foi a garota certa pra mim!
_ Eu nunca fui a garota certa para você, e você sabe disso. Eu fui um capricho seu, para satisfazer a sua síndrome de príncipe encantado, e você foi um capricho meu também, sejamos sinceros. Menininha do interior com garotão popular.
_ Mas e ele? Ele é só um capricho seu também? Ele também é garotão popular, como você disse.
_ Não. Com ele é amor. Como ele é sincero, é real.
_ E comigo não era?
_ Amor não. Era paixão boa, real, mas não era sincero. Eu não podia ser sincera com você e você não podia ser sincero comigo. Tínhamos muito a perder. Eu estava mal acostumada, você foi minha primeira paixão pós-término de um namoro de 3 anos complexo, diga-se de passagem. Eu não sabia ser solteira, não sabia dar liberdade. E você estava mal acostumado com o seu amor-livre de sempre. E eu me encantei com o seu jeito.
_ E o que ele tem que eu não tenho se você diz que somos tão parecidos?
_ Eu! Você teve a Bee menininha, que ainda estava se descobrindo. Você foi o pontapé inicial para a Bee se tornar mulher, do jeito que é hoje. Você foi o primeiro a me dizer que eu podia ser o que eu quisesse ser.
_ Eu gostava da Bee menininha.
_ Eu sei. Por isso disse que eu fui um capricho seu. Se eu ficasse, eu nunca cresceria. Eu sempre teria você por perto pra me proteger quando algo desse errado, ou até mesmo pra lutar por mim. Eu não teria aprendido a me defender, a enfrentar as coisas por mim ou a simplesmente expor minha opinião sem medo. Toda vez que eu olhasse nos seus olhos eu saberia que você estava vendo a menininha, e não a mulher.
_ E ele vê a mulher?
_ Ele conheceu a mulher e ele respeita a mulher. Nos momentos que eu precisei ele estava lá, do meu lado, mas sem me dizer o que fazer, sem me proteger. Ele sabe que eu sou capaz de resolver sozinha.
_ Mas eu também sabia.
_ E eu nunca soube disso. Com você eu agia que nem criança mimada, queria tudo ao meu tempo. Com ele eu aprendi que eu tenho que respeitar o tempo alheio.
_ Você me fez te querer do meu lado. Me acostumei com isso e gostei. Te mostrei um lado meu além do que eu mostro para as outras pessoas.
_ Sim, e eu agradeço por isso. Me encantei com esse seu lado, mas era um lado que só aparecia quando estávamos a sós. Na maior parte das vezes eu tinha que aguentar a sua persona pública, sabendo que você era muito melhor do que se mostrava. Eu tinha que te dividir com tudo e todos.
_ Mas você faz isso por ele agora.
_ Eu sou diferente agora.
_ Ele também tem uma persona pública.
_ Tem. Mas a persona pública surgiu depois. Mal ou bem nós estamos juntos nessa. É como se ele lesse minha mente quando eu começo a desacreditar em "nós". Ele simplesmente me dá a mão e diz: "Eu to aqui. Estamos juntos nessa!". Com você eu sempre tive a impressão de que eu estava sozinha.
_ Você não estava. Eu só não soube te mostrar isso. Talvez o problema tenha sido esse: timing.
_ É... Bad timing.


...

31 de dezembro de 2010

Faça um pedido, garotinha: 2011 espera por você!

por ..bee.. às 01:33 1 gritos de felicidade
É piegas e clichê, mas eu quero começar esse post agradecendo a este ano que chega ao fim. 2010 para mim foi um ano completo! Um ano para descobrir mais de mim mesma, um ano para eu ser mais eu mesma.

Foi um ano para eu me enxergar mais como gente grande, apesar de continuar sendo a mesma garotinha mimada na maioria das vezes. De ter mais independência, mais confiança, de saber mais o que eu quero (e de mudar de ideia no minuto seguinte).

Foi um ano intenso, bem do jeitinho que eu gosto. Conquistas, perdas, lutas, sofrimento.. Temperado com amor, paciência (na maioria das vezes), força de vontade.. E recheado de gritos no travesseiro para não enlouquecer!

Quis ser alguém que eu não era e fiz #alocka pela noite, acordando no dia seguinte com aquele gosto amargo do arrependimento. Tentei seguir a filosofia de outros e acabei perdendo um bom amigo e tendo a certeza de que errar é humano, mas é sempre melhor errar pelas próprias pernas do que pelas dos outros.

Tomei porres homéricos, cheguei ao fundo do poço, passei dias de cama, fiquei doente, me irritei.. Levei meu corpo ao seu limite, e sobrevivi. Resisti às adversidades e cresci.

Cantei, dancei, chorei tanto de alegria quanto de tristeza. Me senti viva e gritei até minha garganta doer. Me achei dona do mundo, fui dona da verdade algumas vezes e também estive errada. Encontrei felicidade onde eu menos esperava, e tristeza também. Fui ao céu em um segundo apenas pra cair diretamente para o purgatório no segundo seguinte.

Conquistei um novo amor e para ele eu guardei o melhor de mim. Ganhei novos amigos que mesmo morando longe estão sempre presentes em minha vida. Reafirmei meus laços de amizade com velhos amigos, reencontrei outros em lugares inesperados.

Vivi. Momentos bons, momentos ruins, mas todos intensamente. Não quero dizer que 2010 vai ser um ano difícil de superar, mas com certeza, foi um ano inesquecível! E de 2011, por enquanto eu só quero uma coisa: vida!!!! O resto é lucro!

Feliz 2011!!!

12 de dezembro de 2010

ausência...

por ..bee.. às 22:31 3 gritos de felicidade
Hoje eu quero escrever sobre qualquer coisa que não seja o meu maldito trabalho sobre arte e curadoria...

Me bateu a bad vibe ontem, conversando com um amigo que tem um relacionamento a distância. Aliás, parece que ultimamente todo mundo tem um. Cada caso é um caso: é igual quando você descobre que tem uma doença e começa a pesquisar na internet sobre isso; exceto que eu não comecei a pesquisar sobre relacionamentos a distância, mas ainda assim as histórias começaram a vir.

São milhões de opiniões e eu tendo sempre ter em mente que cada caso é um caso, que depende muito das pessoas que estão envolvidas, do quanto se está disposto a fazer acontecer. Se em um relacionamento físico, mesmo com toda vontade e amor do mundo às vezes é complicado, imagina em um relacionamento a distância?

De tudo, o que mais me incomoda é a ausência. Não a ausência física, essa por mais que incomode é controlável.. Mas a ausência emocional, digamos assim, é insuportável. A ausência dos papos, do cuidado, da atenção. É essa ausência que dá asas a imaginação e faz com que você acredite que está nessa sozinha. Que fique se perguntando se ele também não sente falta, e se sente, por que não faz nada para mudar a situação? Essa é a ausência que mais dói, porque de uma maneira ou de outra, é ela que está afastando vocês. E isso preocupa.

=X

26 de outubro de 2010

Fazendo #alocka!

por ..bee.. às 15:49 1 gritos de felicidade
Se o Diabo me fez ciumenta, Deus me fez sensata. Ainda bem! Talvez seja a idade chegando e a minha proximidade com o meu ascendente Leão... O fato é que até eu tenho me surpreendido com a frequência dos meus surtos, mas mais ainda com a rapidez em controlá-los. Deve ser a tal da maturidade começando a chegar: às vezes acho que eu realmente estou crescendo... (e entro numa Síndrome de Peter Pan horrora!! Mas isso é assunto para outro post.)

Estava na #badvibe hoje, conversando com o Rato, quando ele me disse que a Dançarina (ex dele) deixou scrap para ele. ROUND 1: sangue ferve! Mas como mocinha educada que eu sou, ignoro. E é então que ele imenda: Putz! Fiquei malzão agora.. Ela está triste... ROUND 2: COMO É QUE É? VOCÊ ESTÁ MAL PELA DANÇARINA? VOU TE DAR MOTIVOS DE VERDADE PARA VOCÊ FICAR MAL, SEEEU... Respiro fundo de novo e gentilmente aviso que vou sair do MSN. Abro o twitter e descarrego a minha raiva, angústia e tristeza. Sim, já estava na bad vibe e isso acabou com o meu dia. O Diabo do ciúmes estava sentado no meu ombro, fazendo toda a preocupação do Rato com a Dançarina martelar na minha cabeça. tim tim tim. Incessantemente. Fiz #alocka! Chorei, xinguei muito no meu twitter... E fui ver Grey's Anatomy. Não sei bem o que tem nessa série que em meio a todo o caos de um hospital eu consigo me acalmar. *sarcastic mode on* Sabe?

Foi então que eu recolhi toda a sensatez que Deus me deu e raciocinei. Deixei de lado o meu lado passional e meu sangue quente geminiano e apelei para o meu ascendete. Enxerguei os dois lados da moeda e voltei para conversar, sensatamente. Contei para o Rato do meu surto e de como eu já estava mais calma.

Que passado é PASSADO, todos nós sabemos, mas nem sempre temos o sangue frio de lembrar disso. Costumava cantar para o Ex (já que estamos falando de passado..): "Não se prenda aos meus amores de antes, pois todos tornaram-se pontes para me levar a você."... E eu realmente acredito nisso. Acontece que o Diabo do ciúmes me faz pensar: "e se sou eu que estou no caminho?". Porque o Rato e a Dançarina tinham uma história antes de mim. E às vezes eu tenho a impressão de que a história não teve um ponto final, mas foi interrompida porque eu entrei no meio. E é então que eu me sinto culpada, porque eu conheço a Dançarina, porque eu sabia que eles tinham uma história. Mas ao mesmo tempo, eu fechei os olhos e resolvi ignorar essa história. Escolhi não querer saber mais sobre isso porque se ela me contasse tudo, eu ia tentar me afastar... E eu já estava em uma posição em que me afastar já era impossível.

Bom saber que apesar de tudo, a minha boa e velha dualidade geminina continua intacta! E é aqui que eu recobro a sensatez, como se com a volta desse traço da minha personalidade a tivesse despertado. "Peraí! Ele está com você. Quando ele pôde escolher entre você e ela, ele escolheu você... Ele é seu desde então!". E como num passe de mágicas, o Diabo do ciúmes que estava sentado no meu ombro desaparece. Me lembro então das palavras de um amigo: homens como o Rato só ficam presos porque escolheram assim ficar. E então eu sei que tudo não passou de um surto. Eu só estava fazendo #alocka! para quebrar a rotina. Pronto! Já posso dormir em paz...

6 de outubro de 2010

Doce Setembro

por ..bee.. às 22:43 1 gritos de felicidade
Hoje eu estava assistindo "Doce Novembro" pela milésima vez e me dei conta do poder incrível dos filmes! Na verdade, de todas as formas de arte. Ou pelo menos daqueles que dependem da sensibilidade alheia. Acontece que a nossa percepção em relação aos filmes especificamente muda de acordo com a nossa vivência e nossas experiências. Acho que tudo em nossa vida devia ser assim... Acredito que as pessoas sábias e experientes já entenderam isso e vivem assim. Quem sabe?

Como eu disse, já tinha assistido "Doce Novembro" umas dez mil vezes! Mas nunca tive a percepção que eu tive dessa vez, nunca o interpretei dessa maneira; apesar de ter encontrado interpretações diferentes em cada uma das outras vezes. Chorei horrores todas as vezes, confesso. Quando estava no começo de namoro com o Ex, costumávamos discutir sobre a decisão da Sara: eu era a favor, ele contra. Eu a entendia! Mais do que isso, eu me identificava com ela. Imaginava que se eu tivesse câncer, não ia querer o homem que eu amo ao meu lado, me vendo definhar. Ia querer que ele lembrasse de mim nos nossos momentos bons e felizes. E então, quando eu terminei o namoro, desejava um final feliz para os dois, um "para sempre juntos", assim como eu também queria o mesmo final feliz para a minha história. E tive também meus momentos de solidão nos quais comprei a ideia de viver com um desconhecido ou um peguete por um mês e um mês apenas, e mudar a vida dele e deixar a minha ser mudada. O que eu nunca tinha percebido sobre o filme é que, além de ser uma história de amor, é uma história contemporânea, sobre o mundo em que vivemos... O filme é um relato sobre o tempo e o que fazemos com o tempo que nos é dado.

Em tempos onde time is money (tempo é dinheiro) é lei, tempo é a única coisa que a Sara pede para o Nelson. Tempo é a única coisa que nos custa imensamente dar (sem trocadilhos com o valor monetário, juro!). No entanto, tempo é a única coisa que vale à pena, que transcede, que é maior. Eles tiveram um mês juntos. "Novembro é tudo o que eu sei, novembro é tudo o que eu sempre quis.", Nelson declara. E o que faz esse tempo ser tão importante é a intensidade com a qual ele foi vivido. É o que faz com que um mês seja eterno, atemporal, inesquecível. Sim, eu sei que é uma história fictícia, mas na ficção esses personagens são reais, e esses personagens tiveram isso. Eles viveram em um mês o que muita gente sonha uma vida inteira em viver.

No fim das contas, "Doce Novembro" é sobre isso: fazer o tempo ser atemporal. A Sara teve um mês inteiro. Novembro. Eu tive uma semana. Uma semana de um doce setembro. Uma semana atemporal, eterna e inesquecível. Onde o tempo era o que menos importava, e por isso mesmo, tínhamos todo o tempo do mundo!

2 de outubro de 2010

Todas as trilhas caminham pra gente se achar

por ..bee.. às 23:20 0 gritos de felicidade
Tenho pensado bastante na vida e nas escolhas que fazemos. Aquelas escolhas que nos levam a momentos derradeiros, onde sabemos que dali para frente tudo vai ser diferente porque você já não é mais o mesmo. Tenho o péssimo hábito de guardar datas e eu acho que isso é coisa de historiadora mesmo. Sei que muitas vezes começos não são determináveis, mas ainda assim eu me esforço bastante antes de me dar por vencida.

Bom, minha viagem para Ouro Preto mencionada aqui foi ótima! Mais perfeita do que eu sonhava, mais real do que eu imaginava. E por mais louco que seja, eu não consigo deixar de pensar nos mil acasos que me levaram a ela.. E os outros mil tantos que me levaram a ele, ao meu Rato. "Eu queria ver você escrever a nossa história", ele disse. Por enquanto acho que eu só posso determinar o começo, porque eu ainda espero ter muitos e muitos capítulos a escrever. Por aqui pelo menos, ainda virão muitas histórias, muitas lembranças...

Mas será que o começo é mesmo algo tão importante? O marco zero? Hum... Como começamos? Sim, em uma noite em que eu queria alguém para conversar no msn porque estava mal. Culpa do Hippie. Então, começou com a ajudinha do Hippie. Ou teria sido do Psicólogo? Começou com um jogo, uma provocação. Terminou. Foi interrompida por um golpe do destino. Eu o tinha nas mãos, mas tive medo. Perdi. E de uma maneira louca, nunca deixou de ser ele. Passamos por poucas e boas e ainda assim eu estava ao lado dele, disposta a tudo. Talvez eu esteja destinada a continuar o legado da minha mãe: amando acima de tudo. Talvez essa seja a minha escolha: ficar ao lado dele, mesmo de longe. Mas acho que eu já não tenho mais escolha.

Tinha dúvidas, medos, inseguranças... Mas mesmo sem perceber, tinha um amor maior ainda, mais forte que tudo isso. E todas as dúvidas se foram nos cinco minutos que demorou entre o Rato ter me visto e ter me beijado. Cinco minutos e o tempo parou naquele momento. E o chão sumiu, e tudo começou a girar, e as pessoas ao meu redor não existiam mais. Cena de filme. E a nossa história é real.

Todos os riscos foram corridos em uma semana. Todo o tempo posto à prova. Todos os sonhos reafirmados. Toda a certeza do mundo de que há ainda muito para vivermos juntos. "Parece que foi feiro para mim", ele disse. Sim, feitos um para o outro, mas dessa vez, com uma forcinha do destino.

Eu me joguei mesmo.

30 de agosto de 2010

Cicatrizes

por ..bee.. às 14:32 1 gritos de felicidade
Sabe quando você acaba um relacionamento e a dor é tanta que chega a ser física? Ou termina do nada? Ou é você quem terminou? Ou o tempo simplesmente mudou a estação? Não importa muito, porque seja lá como for, términos de relacionamentos sempre doem. E então você jura que nunca mais vai se apaixonar, ou que da próxima vez vai ser diferente, ou que você está melhor sem ele... Qualquer coisa que sirva de consolo e te ajude a dormir tranquila a noite. Mas e se a próxima coisa for exatamente igual? E se a última ferida ainda não tiver cicatrizado? O pior é quando as cicatrizes mexem com a sua autoestima, porque essas não tem cirurgia plástica no mundo que as apaguem... (e nem terapia!)

Bom, ano passado, no meio de todo o meu rolo com o Hippie, aconteceu aquela encontro de estudantes de artes em Salvador. E esse ano vai acontecer de novo, só que em Ouro Preto dessa vez. É agora no final de setembro. Mas acontece que a burra aqui inventou de se apaixonar, de novo. E verdade seja dita, as minhas feridas de como terminou a minha história com o Hippie ainda não cicatrizaram. E eu tenho medo que essa história se repita. (mini flashback de Salvador pra quem não lembra!) se eu me magoar outra vez, não amo mais ninguém...

O Hippie o e o Rato são duas pessoas completamente diferentes, mas que não podiam ser mais iguais! Os dois são hedonistas, os dois são "amor livre", os dois são "não se apaixone por mim". A princípio eu posso até ter me envolvido com o Rato pelo tanto que ele me lembrava o Hippie, mas agora é diferente, é por ele mesmo. É por como eu me sinto quando eu estou com ele. Acontece que a história do Hippie não teve um final feliz, e toda essa semelhança entre eles me faz temer que a do Rato também não tenha. Tenho medo que as minhas cicatrizes falem mais alto. Tenho medo que a minha bagagem atrapalhe. Tenho medo de deixar o orgulho falar mais alto. Tenho medo de ser apenas uma ilusão. Tenho medo porque há muito tempo eu não sei o que é sentir ciúmes. Tenho medo de não saber discernir real de imaginário.

Com o Hippie, a situação era mais fácil, teoricamente. Só existia o "eu gosto de você". Mas ao mesmo tempo, existia uma procura, um retorno, apesar de nunca ter existido certeza alguma. Com o Rato existe o "eu te amo".. Mas existe também o "não se apaixone"... Existe o "você é diferente", mas existe também o "eu não tenho certeza de nada"... Existem todas as dúvidas do mundo em um segundo, mas no segundo seguinte existe o carinho, o cuidado e até mesmo o envolvimento. E a minha ferida não cicatrizada grita que o final vai ser o mesmo, que eu vou me magoar. Mas não adianta, eu faço pirraça e insisto que é "por minha conta e risco", mesmo com todos os meus medos. Mesmo com toda a minha bagagem. Mesmo com todas as minhas cicatrizes.

Acredito que todos nós temos cicatrizes e que em momento masoquistas, coçamos. Arrancamos a casquinha, só pra sentir arder de novo, para sentir doer e lembrarmos de ter mais cuidado da próxima vez. Mas também não conseguimos viver em uma redoma de vidro por muito tempo: logo logo o corpo está pedindo pela adrenalina, e quando percebemos, já estamos parados na beira do precipício, querendo pular. E pulamos! Mesmo tendo prometido não pular mais. Pulamos e ignoramos as cicatrizes, o cérebro, a dor. Mesmo com todos os medos. E por todos os medos. No fim das contas, é o medo que nos faz perceber o quanto a queda pode ser boa.


11 de julho de 2010

Proximidade

por ..bee.. às 00:34 1 gritos de felicidade
Quando eu fiz este post, em setembro do ano passado (diretamente do túnel do tempo!), tinha a intenção de escrever uma continuidade para ele: o que nos faz passar de "em estado de apaixonada" para apaixonada de fato? Acabaram acontecendo outras coisas que desviaram o meu foco e o tal post ficou esquecido. No entanto, hoje, enquanto escrevia uma carta para o Rato, acabei "esbarrando" em tal assunto de novo.

Então, respondendo à pergunta, eu acredito que a proximidade é o que nos faz apaixonar. Além daquilo tudo que já foi dito, acho que a proximidade é a piece de la resistance, é o que faz o cérebro (que até então estava segurando a onda) se jogar. Porque a proximidade normalmente acontece quando o cérebro não está preparado, quando começamos a curtir esse "estado de apaixonada". Quando a presença do outro na sua vida passa a ser algo natural, e no entanto, inquestionável.

Na verdade, a proximidade é a grande vilã da história. Ela tanto pode ajudar quanto piorar. Um exemplo? Lembra aquele seu ex-amor que você jurava que tinha esquecido e que dele não queria nem ouvir falar o nome? Advinha o que acontece quando de repente ele está por perto de novo? Com um novo visual (tão bonitinho!), os mesmo olhos castanhos pidões, a mesma atitude de rei do mundo... A proximidade nos faz pensar, ficar em dúvida.. Principalmente se aquele outro gatinho que você estava de olho, que andava tão próximo, de repente está mais distante... Mais frio, mais sem tempo para você...

Há tempos tenho notado certa reaproximação do Hippie na minha vida. Até então pensava que era apenas coincidência: estudamos juntos, é impossível não nos encontrarmos. Porém eu o percebo mais receptivo comigo. E sinceramente, não acho que isso seja apenas coisa da minha cabeça. Acontece que essa proximidade do Hippie mexe comigo de uma maneira que não deveria mexer... Junte a isso um certo afastamento do Rato... Resultado? Sim, eu quase fiz besteira.

Me pergunto se essa proximidade do Hippie mexe comigo pela carga do não resolvido que existe entre nós ou se é por algo a mais. Não sei. Quero acreditar do fundo do meu coração que é pelo não resolvido, mas conversando com uma amiga, ela me fez perceber que talvez não seja. Tenho medo que essa proximidade me faça cair no mesmo abismo e novamente ser "sugada" nesse turbilhão de emoções que ele é. Mas mais ainda, tenho medo de ter essas recaídas sempre que o meu "novo alguém" não estiver próximo.

Hmm... Sei lá! Só sei que teve uma época em que o Rato estava presente na minha vida, apesar da distância, e eu realmente sinto falta dele.

8 de junho de 2010

surto romântico

por ..bee.. às 11:48 2 gritos de felicidade
Ele costumava passar por aqui, mas agora nem sei. Acho que ele esqueceu de mim aqui. Talvez seja o final de período. Talvez seja a nova namorada. Talvez sejam os problemas. Talvez ele não tenha esquecido, só... não tenha comentado. Talvez...

Conversamos ontem, contei pra ele do Espantalho. E ele disse que tem que me deixar seguir em frente. Não quero seguir em frente, porque é ele quem eu amo. Por mais que seja errado, por mais que seja impossível (mas pra quem tem pensamento forte o impossível é só uma questão de opinião)... Já tive que tentar esquecê-lo uma vez e não deu certo. Talvez essa seja a nossa "coisa": tem sempre que ter um empecílio pra sabermos que é real.

Falta muita coisa para termos a certeza de que é real, ele diz. Eu digo que não. O fundamental existe. Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.

Acredito que quando se ama alguém, você quer ver a outra pessoa feliz, independente de ser com você ou não. Atraso de vida ou não, vc é quem eu amo! Mas tb quem eu não posso ter pq vc nunca vai ser só meu... Eh claro que eu não vou fugir de vc. Mas tenho q te da a chance de seguir em frente... Ja q nunca eh muito tempo. E foi aí que eu percebi: ele realmente me ama.

E se eu o amo também, por que tenho que ficar achando meios de não ficarmos juntos? Por que deixar a razão falar mais alto justo agora?

Então, Rato, eu te pergunto: podemos esquecer o ontem e começar um novo amanhã, juntos?

7 de junho de 2010

"Maldita Sorte" às avessas

por ..bee.. às 11:06 0 gritos de felicidade
Momento cinema: já viram o filme "Maldita Sorte"? O filme é relativamente velho (2007), e eu o assisti em uma madrugada dessas sem nada para fazer na HBO. A princípio, não levei fé no roteiro não, mas como ele conta com colírios (Dane Cook e Jessica Alba) resolvi arriscar. O filme conta a história de Charlie, um cara que foi amaldiçoado por uma colega de escola quando ele tinha 10 anos, e com isso, toda mulher que fica com ele, se casa logo depois. Com isso, toda mulher que quer casar, acaba procurando ele e transando com ele. (aliás, tem umas cenas hilárias de várias posições sexuais diferentes) Porém, ele acaba conhecendo a Cam, uma garota por quem ele realmente se apaixona, e então ele faz de tudo para não transar com ela para não perdê-la. Só vendo o filme mesmo. Não é nenhuma obra prima do cinema, mas serve para dar umas boas gargalhadas.

Comecei esse post falando desse filme porque ultimamente eu estou me sentindo o Charlie. Os três últimos garotos que eu fiquei por mais tempo, começaram a namorar logo depois que nós "terminamos" (um deles nem chegou a terminar...). Além de mim, o que eles tinham em comum? A verdadeira repulsa e aversão a ideia de namorar.

Tento o máximo possível respeitar o espaço alheio, no entanto, para que isso acontece, tem que existir sinceridade, de ambas as partes. Quando alguém fala que não quer namorar, eu entendo que não devo forçar esse limite, que devo me envolver sem esperanças de que aquele relacionamente vai "evoluir". Ou como eu costumo dizer pro Ator: por minha conta e risco.

Às vezes me questiono se o meu erro não é esse: respeitar e não forçar a barra. Querer as coisas, mas por medo de invadir o espaço alheio, simplesmente não externalizar isso. Deixar "meus homens" soltos porque eu não gosto de ser presa. Julgar as pessoas por mim. Sempre fico com a impressão de que as pessoas possessivas e ciumentas ganham mais porque dizem: "Fulano é meu!". Mas acho mesmo essa sensação de posse tão mesquinha, tão egoísta! Não quero pertencer a ninguém. Não quero ser uma mercadoria. Quero ser amada. Respeitada.

Porém, considerando esses últimos acontecimentos, me pergunto se o problema não sou eu. Se talvez essa minha liberdade seja a culpada de eu nunca ser a noiva, mas sempre a dama de honra. Sim, os caras ficam comigo, mas quando o assunto é namorar, eles sempre escolhem outra. E a pergunta que não me sai da cabeça é: por que não eu?

Por enquanto, ainda acredito que é porque eu sou especial e diferente, e são poucos os que aguentam isso.

23 de abril de 2010

Ready? Set. GO!

por ..bee.. às 17:59 2 gritos de felicidade
Responda rápido: relacionamento a distância funciona? E um quase relacionamento? (...) Ficaram confusos? Pois é, eu também. E o que fazer quando a chance de criar um relacionamento de fato é interrompida abruptamente por acaso do destino? Mais confuso ainda, né?

Tudo bem, explico. Passei por três momentos diferentes nas últimas quatro semanas e estou confusa. Em momentos de desespero, cheguei a postar aqui, tentanto me esclarecer. O fato é que tanto aconteceu que eu tive uma verdadeira "brain storm" e não consegui me concentrar em um só assunto para escrever aqui. Porém agora acho que consigo pelo menos esclarecer as coisas. Preparados? Vamos lá!

Na primeira semana, Nossa Senhora dos Celulares não colaborou comigo. Após um porre homérico de vodka com guaraná, fui deixada sozinha por 5 minutos. O suficiente para se fazer uma besteira: mandei mensagem para o Rato.. "te amo, seu idiota!". Como eu estava de porre, só fui lembrar disso no dia seguinte, quando recebi uma mensagem de volta: "como assim, você me ama?". Entrei em pânico, achei que tinha arruinado tudo e deixei o orgulho tomar conta de mim. Respondi que era coisa de bêbada e deixei para lá. Mas fiquei curiosa com o que ele pensava ou sentia. O Rato sempre foi muito sincero, mas não gosta de ser colocado contra a parede, apesar me colocar contra a parede o tempo todo. Precisava fugir disso. Não queria responder que era verdade mesmo, e que já o amava há um tempo.

Na segunda semana, problemas no paraíso. Rato tenso, cheio de problemas. Foi então que veio a bomba. Duas bombas eu diria, uma boa e outra ruim. Não podíamos ficar juntos, mas ele me amava. Foi como eu disse aqui. E uma dor sem tamanho tomou conta de mim. Como eu puder ser tão burra e orgulhosa? Eu já não tinha aprendido que orgulho não leva a lugar nenhum?!? Como eu pude imaginar que teríamos todo o tempo do mundo para viver, para estarmos juntos, para dizer "eu te amo"?
Quis me esconder a semana inteira. Só pensava em chorar. Foi aí que eu entendi a Bella (Crepúsculo). Cheguei ao fundo do poço. Queria externalizar essa dor de alguma forma física. Saí para dançar, me arrumei, mas era como se fosse uma experiência fora do corpo: não era eu. Estava com a minha melhor roupa, com o meu melhor salto alto, minha mais bonita maquiagem, meu cigarro na mão, minha pose de mulher fatal. Estava tudo lá, menos eu.

Na terceira semana, eu entendi que teria que esquecê-lo, custasse o que fosse. Aceitei que teria que me afastar por mais que eu não quisesse. Percebi que eu teria que ser gente grande e dar a volta por cima. Nos apaixonamos, mas não podemos ficar juntos. Truque do destino. Não só seria um relacionamento a distância, quanto teriam outras complicações.
Como se faz pra esquecer um quase amor? Mergulhe de cabeça na próxima coisa boa e dê adeus sem olhar para trás. E se a próxima coisa boa aparece na sua vida sem você pedir? Você aceita! Você entende que isso é um sinal, e que de certa forma, alguém está te dizendo: "você vai ficar bem.". A próxima coisa boa é o Wild Cat. (mais tarde conto a história dele, mas já adianto que ele foi mencionado aqui.

Na quarta semana, o alívio. Tudo não passou de alarme falso. Não existe mais nada que nos impeça de ficarem juntos, a não ser a distância. A distância é algo contornável. E agora? Acabou a dor, o sofrimento, a necessidade de esquecer. Mas os "eu te amo" voltaram a ser velados. A falta de certeza voltou a dominar. Lembrei de Vicky Cristina Barcelona: "Maria Helena used to say that only unfulfilled love can be romantic" (Maria Helena dizia que apenas o amor não realizado pode ser romântico). Talvez esse seja o nosso caso. Talvez não. Quero acreditar que não.
Porém, a próxima coisa boa cresceu nessa semana. E me fez sorrir quando ninguém mais fazia. E me deixou confusa. A próxima coisa boa é realmente boa e isso me assusta porque me deixa dividida. Até porque, a próxima coisa boa está por perto, está presente. Responde meus sms, manda sms do nada. E me faz esquecer o Rato quando eu estou com ele.

Sim, estou confusa, muito confusa.
 

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