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2 de outubro de 2010

Todas as trilhas caminham pra gente se achar

por ..bee.. às 23:20 0 gritos de felicidade
Tenho pensado bastante na vida e nas escolhas que fazemos. Aquelas escolhas que nos levam a momentos derradeiros, onde sabemos que dali para frente tudo vai ser diferente porque você já não é mais o mesmo. Tenho o péssimo hábito de guardar datas e eu acho que isso é coisa de historiadora mesmo. Sei que muitas vezes começos não são determináveis, mas ainda assim eu me esforço bastante antes de me dar por vencida.

Bom, minha viagem para Ouro Preto mencionada aqui foi ótima! Mais perfeita do que eu sonhava, mais real do que eu imaginava. E por mais louco que seja, eu não consigo deixar de pensar nos mil acasos que me levaram a ela.. E os outros mil tantos que me levaram a ele, ao meu Rato. "Eu queria ver você escrever a nossa história", ele disse. Por enquanto acho que eu só posso determinar o começo, porque eu ainda espero ter muitos e muitos capítulos a escrever. Por aqui pelo menos, ainda virão muitas histórias, muitas lembranças...

Mas será que o começo é mesmo algo tão importante? O marco zero? Hum... Como começamos? Sim, em uma noite em que eu queria alguém para conversar no msn porque estava mal. Culpa do Hippie. Então, começou com a ajudinha do Hippie. Ou teria sido do Psicólogo? Começou com um jogo, uma provocação. Terminou. Foi interrompida por um golpe do destino. Eu o tinha nas mãos, mas tive medo. Perdi. E de uma maneira louca, nunca deixou de ser ele. Passamos por poucas e boas e ainda assim eu estava ao lado dele, disposta a tudo. Talvez eu esteja destinada a continuar o legado da minha mãe: amando acima de tudo. Talvez essa seja a minha escolha: ficar ao lado dele, mesmo de longe. Mas acho que eu já não tenho mais escolha.

Tinha dúvidas, medos, inseguranças... Mas mesmo sem perceber, tinha um amor maior ainda, mais forte que tudo isso. E todas as dúvidas se foram nos cinco minutos que demorou entre o Rato ter me visto e ter me beijado. Cinco minutos e o tempo parou naquele momento. E o chão sumiu, e tudo começou a girar, e as pessoas ao meu redor não existiam mais. Cena de filme. E a nossa história é real.

Todos os riscos foram corridos em uma semana. Todo o tempo posto à prova. Todos os sonhos reafirmados. Toda a certeza do mundo de que há ainda muito para vivermos juntos. "Parece que foi feiro para mim", ele disse. Sim, feitos um para o outro, mas dessa vez, com uma forcinha do destino.

Eu me joguei mesmo.

12 de agosto de 2010

O ex-namorado e os seus truques

por ..bee.. às 18:28 2 gritos de felicidade
Eles aparecem do nada, normalmente depois de muito tempo sem dar notícia. Chegam sem a menor cerimônia e agem como se nada tivesse acontecido, com a cara mais lavada do mundo. Ex é uma praga!

Essa semana foi o aniversário do meu ex, leonino bravo e ciumento. Territorialista que nem ele só, se curvava a todo e qualquer capricho dessa geminiana mimada aqui. Coincidência ou não, ele também deu uma reaparecida na minha vida essa semana. Sim, ex é uma praga!

Tudo começou com um almoço de família no domingo. De repente, a família inteira estava com saudades dele, porque ele era um bom moço (desde quando!?!?), carinhoso (tá, isso era).. E tudo mais o que ele não era quando a gente namorava, sabe? Por mais que eu ache estranho, é normal que ainda exista um carinho grande pelo ex, afinal de contas, ele foi parte da minha família por 3 anos.. E a minha família é justamente aquele tipo italiano brigão, e que sempre agrega todo mundo.

Enfim.. Tinha chegado em casa não tinha uns 10 minutos e ele me ligou. Levei um susto! Conversinha fiada, coisa boba.. Ainda existe um carinho muito grande, blah blah blah.. Nada que justificasse a ligação. Achei estranho, muito estranho, mas confesso que não me senti mexida. Aí depois foi a vez da conversinha fiada no MSN. Falou que não gostou da minha franja (oooi?), contou que vai se mudar para Campos... Eu ouvi pacientemente até ter a ideia de falar da minha 2a tatuagem (que ainda não exite) na virilha. Foi o suficiente para o papo mudar. O Ex começou a tentar me convencer a mostrar a tattoo na webcam, e quando eu disse firmemente que não mostraria, ele disse que tudo bem, que agora não era mais esse tipo de homem. Oooi?

Tudo bem, eu confesso que fiz isso só de pirraça. De criancice mesmo! Só para ver se eu ainda mexo com ele de alguma forma (ex é uma praga!)... Mas ainda acho estranho ele ter reaparecido do nada. Quando eu era mais nova, costumava pensar que os Ex apareciam naqueles momentos decisivos, só para você ter a certeza. No meu caso, a certeza foi de que eu já o esqueci, superei e estou mesmo apaixonada.

29 de julho de 2010

Escrevo para não gritar, grito para não enlouquecer...

por ..bee.. às 00:02 0 gritos de felicidade
É oficial: não gosto de me apaixonar!

Não gosto de sentir a falta dele, não gosto de me preocupar com ele, não gosto da vontade de estar com ele o tempo todo, não gosto quando minha mente fica à toa e ao invés de voar em questões da minha monografia voa para ele... Não gosto dessa inquietude que dá no meu coração, não gosto de ir dormir pensando nele... Não gosto de não me sentir dona de mim...

Há tempos atrás, eu era Summer Finn, eu era senhorita independente, eu podia jurar que era feliz sem amor.. eu podia jurar que era "minha, só minha e não de quem me quer"... E eu então eu sentia falta do friozinho na barriga, porque, vamos confessar? é gostoso!

E hoje em dia eu estou puta comigo mesma! Não porque eu me apaixonei, mas porque a única coisa que eu achava que estava dando certo na minha vida na verdade não está! Porque meus esforços e sacrifícios não estão sendo vistos ou valorizados... Porque eu estou cansada, no meu limite! Porque ao longo de 3 anos de faculdade, eu nunca banquei a vítima, porque a escolha de estudar em outra cidade foi minha! Porque quem quis procurar o caminho mais difícil fui eu.. E sinceramente, me pergunto se está valendo a pena..

Talvez na verdade eu seja uma frouxa, isso sim! Só sei que eu estou decepcionada comigo mesma. Quero ser forte, continuar lutando, mas sinto que isso está me consumindo. Preciso de gás, de alguma coisa... Dá pra fugir pro Polo Norte e virar ajudante de Papai Noel?

Enfim, ando sob um leve desespero que não me é comum e não estou feliz com isso. Ando inquieta, sem ânimo e cansada. E hoje, eu escrevo para não gritar... Mas grito (aquele grito abafado no travesseiro) para não enlouquecer...

11 de julho de 2010

Proximidade

por ..bee.. às 00:34 1 gritos de felicidade
Quando eu fiz este post, em setembro do ano passado (diretamente do túnel do tempo!), tinha a intenção de escrever uma continuidade para ele: o que nos faz passar de "em estado de apaixonada" para apaixonada de fato? Acabaram acontecendo outras coisas que desviaram o meu foco e o tal post ficou esquecido. No entanto, hoje, enquanto escrevia uma carta para o Rato, acabei "esbarrando" em tal assunto de novo.

Então, respondendo à pergunta, eu acredito que a proximidade é o que nos faz apaixonar. Além daquilo tudo que já foi dito, acho que a proximidade é a piece de la resistance, é o que faz o cérebro (que até então estava segurando a onda) se jogar. Porque a proximidade normalmente acontece quando o cérebro não está preparado, quando começamos a curtir esse "estado de apaixonada". Quando a presença do outro na sua vida passa a ser algo natural, e no entanto, inquestionável.

Na verdade, a proximidade é a grande vilã da história. Ela tanto pode ajudar quanto piorar. Um exemplo? Lembra aquele seu ex-amor que você jurava que tinha esquecido e que dele não queria nem ouvir falar o nome? Advinha o que acontece quando de repente ele está por perto de novo? Com um novo visual (tão bonitinho!), os mesmo olhos castanhos pidões, a mesma atitude de rei do mundo... A proximidade nos faz pensar, ficar em dúvida.. Principalmente se aquele outro gatinho que você estava de olho, que andava tão próximo, de repente está mais distante... Mais frio, mais sem tempo para você...

Há tempos tenho notado certa reaproximação do Hippie na minha vida. Até então pensava que era apenas coincidência: estudamos juntos, é impossível não nos encontrarmos. Porém eu o percebo mais receptivo comigo. E sinceramente, não acho que isso seja apenas coisa da minha cabeça. Acontece que essa proximidade do Hippie mexe comigo de uma maneira que não deveria mexer... Junte a isso um certo afastamento do Rato... Resultado? Sim, eu quase fiz besteira.

Me pergunto se essa proximidade do Hippie mexe comigo pela carga do não resolvido que existe entre nós ou se é por algo a mais. Não sei. Quero acreditar do fundo do meu coração que é pelo não resolvido, mas conversando com uma amiga, ela me fez perceber que talvez não seja. Tenho medo que essa proximidade me faça cair no mesmo abismo e novamente ser "sugada" nesse turbilhão de emoções que ele é. Mas mais ainda, tenho medo de ter essas recaídas sempre que o meu "novo alguém" não estiver próximo.

Hmm... Sei lá! Só sei que teve uma época em que o Rato estava presente na minha vida, apesar da distância, e eu realmente sinto falta dele.

8 de junho de 2010

surto romântico

por ..bee.. às 11:48 2 gritos de felicidade
Ele costumava passar por aqui, mas agora nem sei. Acho que ele esqueceu de mim aqui. Talvez seja o final de período. Talvez seja a nova namorada. Talvez sejam os problemas. Talvez ele não tenha esquecido, só... não tenha comentado. Talvez...

Conversamos ontem, contei pra ele do Espantalho. E ele disse que tem que me deixar seguir em frente. Não quero seguir em frente, porque é ele quem eu amo. Por mais que seja errado, por mais que seja impossível (mas pra quem tem pensamento forte o impossível é só uma questão de opinião)... Já tive que tentar esquecê-lo uma vez e não deu certo. Talvez essa seja a nossa "coisa": tem sempre que ter um empecílio pra sabermos que é real.

Falta muita coisa para termos a certeza de que é real, ele diz. Eu digo que não. O fundamental existe. Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.

Acredito que quando se ama alguém, você quer ver a outra pessoa feliz, independente de ser com você ou não. Atraso de vida ou não, vc é quem eu amo! Mas tb quem eu não posso ter pq vc nunca vai ser só meu... Eh claro que eu não vou fugir de vc. Mas tenho q te da a chance de seguir em frente... Ja q nunca eh muito tempo. E foi aí que eu percebi: ele realmente me ama.

E se eu o amo também, por que tenho que ficar achando meios de não ficarmos juntos? Por que deixar a razão falar mais alto justo agora?

Então, Rato, eu te pergunto: podemos esquecer o ontem e começar um novo amanhã, juntos?

1 de maio de 2010

Descobri que sou muito boba...

por ..bee.. às 23:29 2 gritos de felicidade
Estava relendo as cartas que eu escrevi e não mandei e descobri que eu sou muito boba quando estou apaixonada. Faz tempo que eu sigo o Mulé Burra, mas ainda tinha a esperança de não me encaixar nesse padrão. No meu caso, acho que talvez isso se deva à minha mãe. Não, não quero culpar a minha mãe pelos meus problemas, só estou constatando um fato: o exemplo que eu tive dela.

Escorpiana, minha mãe é mulher intensa, que ama incondicionalmente. Casou com o 1º namoradinho mais sério que teve: meu pai, pisiciano indeciso. Passaram por poucas e boas juntos, e ela sempre acreditou que seria assim. Acho que ela teria enfrentado o mundo inteiro se soubesse que ia ser assim para sempre: os dois juntos.De certa forma, acho até que ela enfrentou. Quando todo mundo dizia para ela desistir, ela insistiu. Por ela, pelo meu pai, e por mim e pela minha irmã. Talvez ela tenha ido além dos limites dela, mas tenho certeza de que ela acreditava profundamente que estava fazendo a coisa certa, lutando pelo amor.

Meus pais perderam o 1º filho deles, meu irmão mais velho Fernando, quando ele tinha 2 aninhos. Os dois ficaram um caco, minha mãe não queria sair da cama mais e meu pai ia para casa cada vez menos. Nessa, meu pai acabou conhecendo um outra mulher, que tinha um filho com a idade do Fernando e eles tiveram um caso. Quando meu pai voltou com a minha mãe (sim, minha mãe sabia do caso e o aceitou de volta mesmo assim), tanto mamãe quanto a outra mulher descobriram-se grávidas. Mulher forte e decidida que é, minha mãe confrontou o meu pai e mandou ele escolher, porque com as duas ele não ficaria. Meu pai quis ficar com a minha mãe e eu. A outra mulher prometeu não interferir na nossa vida, e assim ela o fez. Minha mãe no entanto fazia questão de lembrar o meu pai que ele tinha outro filho além de mim. Sempre que eles saiam, e compravam alguma coisa para mim, compravam para o Vinícius também. Meu pai não quis muito contato com o meu irmão, mas quando crescemos, eu e a minha irmã conhecemos o Vinícius. Mais uma vez ressalto a força e a determinação da minha mãe: quem nos contou a história toda foi ela, e quem nos apresentou também.

Acredito que sou quem eu sou hoje devido à maneira como ela me criou. Minha mãe é uma leoa quando se trata de defender quem ela ama e o que ela acredita. Acho que sou um pouco assim também. Mas mais ainda, minha mãe é aquela mulher que faz de tudo por quem ela ama, para não ter arrependimentos, para que ela saiba que ela tentou de tudo, e se não deu certo era porque não era para ser mesmo. Talvez vocês a julguem como submissa demais, e eu confesso que por muito tempo eu a julguei assim também. Mas hoje eu vejo de uma maneira diferente. Minha mãe é aquela mulher que ama incondicionalmente. E eu... Eu sou aquela que compra roupinha para o bebê dele com a outra.

Sim, eu sou uma boba mesmo.

6 de abril de 2010

Receita para um coração partido

por ..bee.. às 20:48 1 gritos de felicidade
Lembra aquele post felizinho e apaixonadinho?! Então, se ele fosse papel estava rasgado e mil pedacinhos e queimado!

Sim, quebrei a cara! Me apaixonei, arrisquei e dancei... Estou começando a recolher os milhões de cacos que se espalharam por aí (de novo)... Não quero falar sobre isso ainda.

Receita para um coração partido:

- junte 3 ou 4 amigas, solteiras de preferência
- escolha uma balada boa
- coloque uma roupa que te faça sentir sexy (não esqueça o salto alto)
- flerte com todos os caras que você achar bonitinho, mas não fique com nenhum deles
- DANCE! Dance muito!!! Até seus pés ficarem doendo, até não sentir suas pernas, até perder a noção do mundo. Até sentir dor, muita dor. A dor física ajuda a esclarecer a emocional, e passa com um Dorflex ou Neosaldina.

19 de março de 2010

Taking chances

por ..bee.. às 15:42 1 gritos de felicidade
Tal qual Don Juan de Marco, esta geminiana aqui sofre de um romantismo incurável. Porém já tinha desistido do amor há um tempo. Estava mais focada no lado prático da questão e julgava estar me saindo muito bem, até que eu o conheci. Não sei ao certo o que me acontece, acho que é ironia do destino mesmo, que toda vez que eu estou segura o suficiente de uma questão a ponto de cair no cinismo, algo acontece e me sacode. Me abala as estruturas e me faz repensar. Agradeço por isso, sério mesmo!

Eu o conheci e nem dei muita atenção ao fato. Conversávamos horas pelo msn. Era divertido. Escorpiano (sempre!!), inteligente, me fazia rir. Para alguém que se apaixona como quem troca de roupa, era um desafio e tanto. Sorte não tê-lo por perto. E foi então que ele lançou o desafio máximo: "olha, eu tenho que te avisar que eu não sou o tipo de cara por quem uma menina deve se apaixonar.". Tudo bem, eu não ia ficar por baixo: "Acontece que eu já sou bem grandinha para saber onde eu posso ou não pisar. Mas tudo bem, você me avisou, pode ter a sua consciência limpa. Agora é por minha conta e risco..."

Também não me considero "girlfriend material", sabe? Tenho mil e um defeitos, inclusive o meu cinismo recém-adquirido. Mas tinha algo nele que me testava... Tinha vontade de fazê-lo engolir aquelas palavras... Não se apaixona?! Vamos ver!! E então veio o jogo. Desafio maior ainda: quem faz quem se apaixonar primeiro... Sim, eu quero o que eu não posso ter. Coisa de menina mimada, eu sei. Mas se eu quero, eu vou fazer de tudo para conseguir.

O que ninguém te avisa é que, para tentar ganhar esse jogo, você tem que se envolver, para ganhar a confiança alheia. E quanto mais você se envolve, mais você acaba se entregando também... E eu fui me envolvendo, com o intuito de tirar a armadura dele. Fui me envolvendo sem perceber. Ainda achava que tinha tudo sob controle, tentando manter a distância. Até que conversávamos todos os dias no msn, sobre tudo e sobre nada. Até que vieram sms, depos no orkut. Até que eu fui viajar, e ganhei um sms dele em pleno sábado a noite, antes de sair para a farra. Até que os sms ficaram cada vez mais constantes. Até que eu passei a sentir a falta dele. E ele começou a habitar meus pensamentos antes de eu ir dormir...

Fui me envolvendo até não ter mais volta, e não percebi. Até que o cara irritante, arrogante, convencido, se mostrou um grande amigo. Um homem com jeitinho de garoto, faceiro, cheio de vida. Até eu ficar encantada com a sinceridade dele e com o quanto nos combinávamos. Até eu perceber que esse escorpiano irritante, de repente podia ser tudo o que o médico prescreveu para essa geminiana desiludida. Agora não tem mais volta.

"Você não sabe sobre o meu passado
E eu não tenho uma certeza de futuro
E talvez isso esteja indo rápido demais
E talvez não vá durar

Mas o que você me diz de correr o risco?
O que me diz de pular do penhasco?
Sem saber se é vai ter chão lá embaixo
Ou uma mão para te segurar, ou o inferno

O que vc me diz?"*



*tradução da música Taking Chances

8 de outubro de 2009

Escrevi mas não mandei...

por ..bee.. às 18:25 1 gritos de felicidade

"Lembro que no começo, eu falava que não te conhecia... Toda vez você me corrigia, me olhava com seus olhos castanhos e dizia: 'você me conhece sim!'. Achava aquilo lindo, mas sabia que não era verdade... Hoje eu sei que seus olhos castanhos dizem mais do que você pode dizer... Hoje eu posso dizer que te conheço, e te agradeço profundamente por ter me permitido isso... Por ter deixado eu ir além, por ter me permitido conhecer uma lado seu diferente daquele que todo mundo conhece... Por ter existido para mim de uma maneira diferente, por conversar comigo com os olhos, por saber que eu te entendo mesmo sem precisarmos falar nada. Eu te conheço, e te amo por isso."

Quem nunca escreveu uma carta de amor e não mandou que atire a primeira pedra! Escrevi várias ao longo da minha vida... E tenho certeza de que ainda vou escrever tantas outras... Nunca mandei nenhuma, e tenho uma caixa com todas elas guardadas. Um dia escrevo um livro com elas, quem sabe?

A que começou o post de hoje foi a última que eu escrevi. É só o final dela, mas ela me deixa feliz. Na verdade, todas as minhas cartas de amor me deixam feliz. Adoro relê-las, voltar no tempo, relembrar dos amores do passado... Adoro saber o quanto eu já amei nessa vida, o quanto eu já aprendi, o quanto eu já sofri. Minhas cartas de amor são um exercício de auto-análise, e eu tenho feito isso demais ultimamente. Culpa do Psicólogo. (não, eu não estou fazendo terapia... mas conheci um cara na Bahia que faz psicologia e, enfim! Isso é assunto para outro post...)
Estou tentando coisas novas, aprendendo... Em um momento mais hedonista da minha vida, confesso, sem lugar para amores eternos. E ao mesmo tempo, me conhecendo.. SOzinha! Sem ser de alguém, sem ter alguém, mas ainda assim, com pessoas incríveis por perto, só em caso de eu precisar...

8 de setembro de 2009

Em estado de apaixonada...

por ..bee.. às 16:10 1 gritos de felicidade
Uma das coisas boas de se ter um blog e expor a sua vida pessoal é o feedback que isso gera, não só de seus amigos, mas também de pessoas que você não conhece. E para mim, isto tem sido fantástico! Um verdadeiro aprendizado.

Uma coisa é conversar com os seus amigos sobre situações que acontecem com você: eles vão entender, e ficar do seu lado não importa o que. Só que com isso, às vezes eles não dizem coisas óbvias (para eles) com medo de te magoar, ou de se intrometer demais. Com as pessoas que você não conhece, isso já não acontece: elas falam mesmo o que pensam, não só porque estão "protegidas" de alguma maneira, mas também porque se você tem coragem o suficiente de se expor assim na internet, você tem que ter a mesma coragem de ouvir (ler) o que as pessoas pensam sobre isso.

Bom, esta introdução toda é para dizer que eu estava relendo meus últimos posts e percebi que o blog ganhou um caráter mais emocional esses dias. Credito isso ao meu estado de apaixonada (um pouco de TPM também porque ninguém é de ferro)...

Estado de apaixonada mas não apaixonada; existe uma diferença. Explico: sabe aquele começo de sentimento? Aquela vontade louca de sair gritando e gargalhando, mesmo sem motivo algum? Aquelas lentes cor de rosa que te fazem ver tudo lindo e maravilhoso? Isso tudo caracteriza o estado de apaixonada, porém ainda não existe a entrega. Uma parte sua ainda está com o pé atrás. É como se o seu coração estivesse querendo muito, mas o seu cérebro ainda o segurasse dizendo "calma amigo! ainda não é hora...".

Calma porque ainda falta alguma coisa. Calma porque você já se machucou muito antes. Calma porque você quer ter certeza antes de fazer qualquer coisa idiota. Calma porque você tem medo do tanto que você tem pensado nele ultimamente. Calma porque você ainda fica sem dormir quando fala com ele. Calma porque você ainda precisa ter certeza...

Talvez o "estado de apaixonda" sirva pra isso: para preparar o terreno, ajeitar as coisas... Fazer o cérebro ir aceitando a ideia com calma, porque se dependesse do coração, ele já tinha se jogado!
 

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