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26 de outubro de 2010

Fazendo #alocka!

por ..bee.. às 15:49 1 gritos de felicidade
Se o Diabo me fez ciumenta, Deus me fez sensata. Ainda bem! Talvez seja a idade chegando e a minha proximidade com o meu ascendente Leão... O fato é que até eu tenho me surpreendido com a frequência dos meus surtos, mas mais ainda com a rapidez em controlá-los. Deve ser a tal da maturidade começando a chegar: às vezes acho que eu realmente estou crescendo... (e entro numa Síndrome de Peter Pan horrora!! Mas isso é assunto para outro post.)

Estava na #badvibe hoje, conversando com o Rato, quando ele me disse que a Dançarina (ex dele) deixou scrap para ele. ROUND 1: sangue ferve! Mas como mocinha educada que eu sou, ignoro. E é então que ele imenda: Putz! Fiquei malzão agora.. Ela está triste... ROUND 2: COMO É QUE É? VOCÊ ESTÁ MAL PELA DANÇARINA? VOU TE DAR MOTIVOS DE VERDADE PARA VOCÊ FICAR MAL, SEEEU... Respiro fundo de novo e gentilmente aviso que vou sair do MSN. Abro o twitter e descarrego a minha raiva, angústia e tristeza. Sim, já estava na bad vibe e isso acabou com o meu dia. O Diabo do ciúmes estava sentado no meu ombro, fazendo toda a preocupação do Rato com a Dançarina martelar na minha cabeça. tim tim tim. Incessantemente. Fiz #alocka! Chorei, xinguei muito no meu twitter... E fui ver Grey's Anatomy. Não sei bem o que tem nessa série que em meio a todo o caos de um hospital eu consigo me acalmar. *sarcastic mode on* Sabe?

Foi então que eu recolhi toda a sensatez que Deus me deu e raciocinei. Deixei de lado o meu lado passional e meu sangue quente geminiano e apelei para o meu ascendete. Enxerguei os dois lados da moeda e voltei para conversar, sensatamente. Contei para o Rato do meu surto e de como eu já estava mais calma.

Que passado é PASSADO, todos nós sabemos, mas nem sempre temos o sangue frio de lembrar disso. Costumava cantar para o Ex (já que estamos falando de passado..): "Não se prenda aos meus amores de antes, pois todos tornaram-se pontes para me levar a você."... E eu realmente acredito nisso. Acontece que o Diabo do ciúmes me faz pensar: "e se sou eu que estou no caminho?". Porque o Rato e a Dançarina tinham uma história antes de mim. E às vezes eu tenho a impressão de que a história não teve um ponto final, mas foi interrompida porque eu entrei no meio. E é então que eu me sinto culpada, porque eu conheço a Dançarina, porque eu sabia que eles tinham uma história. Mas ao mesmo tempo, eu fechei os olhos e resolvi ignorar essa história. Escolhi não querer saber mais sobre isso porque se ela me contasse tudo, eu ia tentar me afastar... E eu já estava em uma posição em que me afastar já era impossível.

Bom saber que apesar de tudo, a minha boa e velha dualidade geminina continua intacta! E é aqui que eu recobro a sensatez, como se com a volta desse traço da minha personalidade a tivesse despertado. "Peraí! Ele está com você. Quando ele pôde escolher entre você e ela, ele escolheu você... Ele é seu desde então!". E como num passe de mágicas, o Diabo do ciúmes que estava sentado no meu ombro desaparece. Me lembro então das palavras de um amigo: homens como o Rato só ficam presos porque escolheram assim ficar. E então eu sei que tudo não passou de um surto. Eu só estava fazendo #alocka! para quebrar a rotina. Pronto! Já posso dormir em paz...

6 de outubro de 2010

Doce Setembro

por ..bee.. às 22:43 1 gritos de felicidade
Hoje eu estava assistindo "Doce Novembro" pela milésima vez e me dei conta do poder incrível dos filmes! Na verdade, de todas as formas de arte. Ou pelo menos daqueles que dependem da sensibilidade alheia. Acontece que a nossa percepção em relação aos filmes especificamente muda de acordo com a nossa vivência e nossas experiências. Acho que tudo em nossa vida devia ser assim... Acredito que as pessoas sábias e experientes já entenderam isso e vivem assim. Quem sabe?

Como eu disse, já tinha assistido "Doce Novembro" umas dez mil vezes! Mas nunca tive a percepção que eu tive dessa vez, nunca o interpretei dessa maneira; apesar de ter encontrado interpretações diferentes em cada uma das outras vezes. Chorei horrores todas as vezes, confesso. Quando estava no começo de namoro com o Ex, costumávamos discutir sobre a decisão da Sara: eu era a favor, ele contra. Eu a entendia! Mais do que isso, eu me identificava com ela. Imaginava que se eu tivesse câncer, não ia querer o homem que eu amo ao meu lado, me vendo definhar. Ia querer que ele lembrasse de mim nos nossos momentos bons e felizes. E então, quando eu terminei o namoro, desejava um final feliz para os dois, um "para sempre juntos", assim como eu também queria o mesmo final feliz para a minha história. E tive também meus momentos de solidão nos quais comprei a ideia de viver com um desconhecido ou um peguete por um mês e um mês apenas, e mudar a vida dele e deixar a minha ser mudada. O que eu nunca tinha percebido sobre o filme é que, além de ser uma história de amor, é uma história contemporânea, sobre o mundo em que vivemos... O filme é um relato sobre o tempo e o que fazemos com o tempo que nos é dado.

Em tempos onde time is money (tempo é dinheiro) é lei, tempo é a única coisa que a Sara pede para o Nelson. Tempo é a única coisa que nos custa imensamente dar (sem trocadilhos com o valor monetário, juro!). No entanto, tempo é a única coisa que vale à pena, que transcede, que é maior. Eles tiveram um mês juntos. "Novembro é tudo o que eu sei, novembro é tudo o que eu sempre quis.", Nelson declara. E o que faz esse tempo ser tão importante é a intensidade com a qual ele foi vivido. É o que faz com que um mês seja eterno, atemporal, inesquecível. Sim, eu sei que é uma história fictícia, mas na ficção esses personagens são reais, e esses personagens tiveram isso. Eles viveram em um mês o que muita gente sonha uma vida inteira em viver.

No fim das contas, "Doce Novembro" é sobre isso: fazer o tempo ser atemporal. A Sara teve um mês inteiro. Novembro. Eu tive uma semana. Uma semana de um doce setembro. Uma semana atemporal, eterna e inesquecível. Onde o tempo era o que menos importava, e por isso mesmo, tínhamos todo o tempo do mundo!

12 de agosto de 2010

O ex-namorado e os seus truques

por ..bee.. às 18:28 2 gritos de felicidade
Eles aparecem do nada, normalmente depois de muito tempo sem dar notícia. Chegam sem a menor cerimônia e agem como se nada tivesse acontecido, com a cara mais lavada do mundo. Ex é uma praga!

Essa semana foi o aniversário do meu ex, leonino bravo e ciumento. Territorialista que nem ele só, se curvava a todo e qualquer capricho dessa geminiana mimada aqui. Coincidência ou não, ele também deu uma reaparecida na minha vida essa semana. Sim, ex é uma praga!

Tudo começou com um almoço de família no domingo. De repente, a família inteira estava com saudades dele, porque ele era um bom moço (desde quando!?!?), carinhoso (tá, isso era).. E tudo mais o que ele não era quando a gente namorava, sabe? Por mais que eu ache estranho, é normal que ainda exista um carinho grande pelo ex, afinal de contas, ele foi parte da minha família por 3 anos.. E a minha família é justamente aquele tipo italiano brigão, e que sempre agrega todo mundo.

Enfim.. Tinha chegado em casa não tinha uns 10 minutos e ele me ligou. Levei um susto! Conversinha fiada, coisa boba.. Ainda existe um carinho muito grande, blah blah blah.. Nada que justificasse a ligação. Achei estranho, muito estranho, mas confesso que não me senti mexida. Aí depois foi a vez da conversinha fiada no MSN. Falou que não gostou da minha franja (oooi?), contou que vai se mudar para Campos... Eu ouvi pacientemente até ter a ideia de falar da minha 2a tatuagem (que ainda não exite) na virilha. Foi o suficiente para o papo mudar. O Ex começou a tentar me convencer a mostrar a tattoo na webcam, e quando eu disse firmemente que não mostraria, ele disse que tudo bem, que agora não era mais esse tipo de homem. Oooi?

Tudo bem, eu confesso que fiz isso só de pirraça. De criancice mesmo! Só para ver se eu ainda mexo com ele de alguma forma (ex é uma praga!)... Mas ainda acho estranho ele ter reaparecido do nada. Quando eu era mais nova, costumava pensar que os Ex apareciam naqueles momentos decisivos, só para você ter a certeza. No meu caso, a certeza foi de que eu já o esqueci, superei e estou mesmo apaixonada.

10 de março de 2010

8 de março de 2009

por ..bee.. às 22:26 4 gritos de felicidade
Quando terminamos o nosso namoro, o Ex e eu decidimos que ainda seríamos amigos. Afinal, tinham sido 3 anos de amor, cumplicidade e amizade. Ele era o meu melhor amigo, meu porto-seguro... O primeiro para quem eu contava as coisas... E de tudo, foi disso que eu senti mais falta.

O ponto final foi apenas a gota d'água. Já estávamos desgastados, os dois sabiam disso, mas lutavam contra os fatos com uma força sem igual. Eu sou que tinha terminado quando ele foi grosso comigo e me desrespeitou na frente da minha família. Ali eu decidi colocar o ponto final. Sabia que eu ia sofrer, mas desrespeito eu não podia tolerar. Não existe amor sem respeito. Terminamos e acabamos tendo um encontro perfeito. Não queríamos aquele clima deprê de despedida e fomos passear de moto. Jantamos, conversamos, rimos.. E ele me deixou em casa com um "te ligo amanhã", que os dois sabiam que jamais aconteceria...

Não vou dizer que foi fácil, mas também não foi o fim do mundo. Cheguei à conclusão de que nos últimos 6 meses que estávamos juntos nós éramos mais amigos com benefícios do que namorados apaixonados. Quando eu me apaixonei pelo Garotão, depois de ter voltado de Maceió, eu liguei para ele e nós saímos para tomar uma cerveja e por o papo em dia, como amigos que dissemos que seríamos. Contei para ele do Garotão e foi então que eu percebi que jamais seríamos amigos. Não, ele nào brigou, não chorou, não gritou... Ele simplesmente sorriu e disse: "fico feliz por você". E foi assim, de repente, que eu vi que o garoto legal que eu tinha namorado, de alguma forma não estava mais ali. Nem o meu melhor amigo.

Não o culpo, eu também já não era mais a mesma. E foi justamente por isso que percebi que jamais seríamos amigos de novo. Tanto eu quanto ele estaríamos sempre esperando/procurando aquelas pessoas que não somos mais.

22 de fevereiro de 2010

é complicado...

por ..bee.. às 10:29 3 gritos de felicidade
E quando você acha que as coisas finalmente estão tomando um rumo e que tudo vai se acertar, o passado bate a sua porta. E pior: querendo entrar! Não adianta dizer que estamos felizes e que o passado não importa... porque de uma maneira ou de outra ele nos afeta.

Bom, eu encontrei com o meu ex essa semana, com a namorada nova dele. Teoricamente não foi bem encontrar, considerando que, assim que eu o vi, dei meia volta e mudei os meus planos. Acontece que, quando eu eu cheguei em casa, descobri que a minha irmã e o namorado dela estava lá no bar, com ele. Segundo ela, é porque um amigo dela é namorado de uma amiga da atual do ex.

Não queria, mas eu confesso que isso mexeu bastante comigo. Primeiro porque o ex sempre odiou aquele bar: toda vez que eu marcava alguma coisa lá ele ficava reclamando. (tudo bem que não é o melhor bar da cidade, mas existem muitos piores) E segundo porque tem horas que família só atrapalha: minha mãe e irmã engrenaram um papo sobre o quanto ele está mudado, o quanto parece feliz, o quanto a garota é legal... Mas que inferno!!! Sim, nós terminamos numa boa, como amigos, e eu desejo do fundo do meu coração que ele seja feliz. Porém, se eu quisesse saber disso tudo, tinha entrado no bar e visto pessoalmente!! Sensibilidade, né, people? É o mínimo exigido... E o que me deixa mais irritada é que o tempo todo em que nós estávamos juntos, minha mãe vivia criticando e implicando com ele... aaargh!

Como se isso não fosse o bastante, outro ex-caso resolveu aparecer... Disse que estava precisando de "closure" e começou uma quase DR. Peraí!!! ELE precisa de "closure" agora?! ELE?? Eu passei 3 meses precisando de um encerramento, precisando resolver uma situação mal resolvida e ele parecia estar muito a vontade com isso. E então, de repente, ele resolve que precisa de um encerramento?!? ai ai aiiii.. paciência tem limite! Fiquei irritada sim, mas deixei o pobre falar... Melhor ouvir e encerrar logo o assunto!

Acontece que depois de tanto tempo, o ser percebeu que estava apaixonado por mim. É engraçado como a gente cria coragem pra falar essas coisas depois que elas já passaram, né? E então ele veio reclamar que eu nunca tinha dado uma chance para ele antes. Quando eu li isso, minha paciência não aguentou. Explodi! "Olha, meu bem.. depois de tudo o que a gente passou, você não tem o menor direito de me dizer isso, porque eu fui sim apaixonada por você. Mas passou, porque você disperdiçou isso. Sinto muito!"

Ah.. eu, hein?! É cada uma... Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece! Desculpem a franqueza (e o vocabulário chulo) mas... HEY, PASSADO: VAI TOMAR NO C*!
 

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