Eles aparecem do nada, normalmente depois de muito tempo sem dar notícia. Chegam sem a menor cerimônia e agem como se nada tivesse acontecido, com a cara mais lavada do mundo. Ex é uma praga!
Essa semana foi o aniversário do meu ex, leonino bravo e ciumento. Territorialista que nem ele só, se curvava a todo e qualquer capricho dessa geminiana mimada aqui. Coincidência ou não, ele também deu uma reaparecida na minha vida essa semana. Sim, ex é uma praga!
Tudo começou com um almoço de família no domingo. De repente, a família inteira estava com saudades dele, porque ele era um bom moço (desde quando!?!?), carinhoso (tá, isso era).. E tudo mais o que ele não era quando a gente namorava, sabe? Por mais que eu ache estranho, é normal que ainda exista um carinho grande pelo ex, afinal de contas, ele foi parte da minha família por 3 anos.. E a minha família é justamente aquele tipo italiano brigão, e que sempre agrega todo mundo.
Enfim.. Tinha chegado em casa não tinha uns 10 minutos e ele me ligou. Levei um susto! Conversinha fiada, coisa boba.. Ainda existe um carinho muito grande, blah blah blah.. Nada que justificasse a ligação. Achei estranho, muito estranho, mas confesso que não me senti mexida. Aí depois foi a vez da conversinha fiada no MSN. Falou que não gostou da minha franja (oooi?), contou que vai se mudar para Campos... Eu ouvi pacientemente até ter a ideia de falar da minha 2a tatuagem (que ainda não exite) na virilha. Foi o suficiente para o papo mudar. O Ex começou a tentar me convencer a mostrar a tattoo na webcam, e quando eu disse firmemente que não mostraria, ele disse que tudo bem, que agora não era mais esse tipo de homem. Oooi?
Tudo bem, eu confesso que fiz isso só de pirraça. De criancice mesmo! Só para ver se eu ainda mexo com ele de alguma forma (ex é uma praga!)... Mas ainda acho estranho ele ter reaparecido do nada. Quando eu era mais nova, costumava pensar que os Ex apareciam naqueles momentos decisivos, só para você ter a certeza. No meu caso, a certeza foi de que eu já o esqueci, superei e estou mesmo apaixonada.
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12 de agosto de 2010
24 de julho de 2010
Sob um leve desespero...
...que me leva, que me leva daqui!
Amooo Capital Inicial!! E sou absolutamente louca e apaixonada pelo Acústico MTV deles. Acho que esse CD marcou todo e qualquer relacionamento/pseudo-relacionamento que eu já tive. Desde "Fogo" quando eu ainda tinha 13 anos e a minha paixãozinha disse que essa era a música perfeita para nós dois, até o início do ano passado quando o Garotão me mandou um email com a letra da "Eu vou estar"...
Se eu tivesse que escolher outra maneira pra me expressar que não pelas minhas próprias palavras, com certeza seria através da música. Frequentemente faço isso, quando não sei o que dizer: uso palavras alheias, normalmente cantadas por pessoas que eu gosto ou admiro. Sim, música é vida, é memória, é momento, é saudade...
Mas não é sobre isso que eu quero falar hoje. Comecei o post com essa música por me identificar com essa frase hoje. Sabe aquelas coisas que acontecem e você não percebe? E aí quando você percebe, bate o desespero?
Estou em uma viagem com os meus avós, que não são novinhos: vovô tem 85 anos e a vovó 77. Muito mais do que os meus pais, os meus avós são os amores da minha vida!! Desde pequena, são os dois que acobertam as minhas travessuras, são os dois que me mimam, são os dois que me fazem passar na casa deles todos os dias simplesmente para dar um beijo, porque eles sentem saudades, e demonstram isso.. São os dois que reclamam que eu estou magra demais.. São os dois que compram ingredientes escondidos para me fazer queijadinha ou docinho de nozes de surpresa pro meu aniversário... São as pessoas mais inexplicáveis, incríveis e inenarráveis da minha vida.
A viagem está sendo ótima! Juro que ainda é possível ver os olhos do meu avô brilhando quando ele olha para a minha avó e vice-versa. Os dois caminham pelas ruas de mãos dadas e se preocupam um com o outro constantemente, a ponto de ser até motivo de pequenos desentendimentos. Mas os dois não são mais novinhos, e o reconhecimento disso me deu um desespero! Ver os dois lutando contra as suas dificuldades (esquecimentos, uma leve surdez, falta de atenção, cansaço) é de partir o coração. Reconhecer que os dois não são mais os mesmos, que a velhice também está chegando para eles, me dá esse desespero... Me faz chorar escondida a noite para que eles não percebam, e me faz querer colo...
Envelhecer é uma merda!
Amooo Capital Inicial!! E sou absolutamente louca e apaixonada pelo Acústico MTV deles. Acho que esse CD marcou todo e qualquer relacionamento/pseudo-relacionamento que eu já tive. Desde "Fogo" quando eu ainda tinha 13 anos e a minha paixãozinha disse que essa era a música perfeita para nós dois, até o início do ano passado quando o Garotão me mandou um email com a letra da "Eu vou estar"...
Se eu tivesse que escolher outra maneira pra me expressar que não pelas minhas próprias palavras, com certeza seria através da música. Frequentemente faço isso, quando não sei o que dizer: uso palavras alheias, normalmente cantadas por pessoas que eu gosto ou admiro. Sim, música é vida, é memória, é momento, é saudade...
Mas não é sobre isso que eu quero falar hoje. Comecei o post com essa música por me identificar com essa frase hoje. Sabe aquelas coisas que acontecem e você não percebe? E aí quando você percebe, bate o desespero?
Estou em uma viagem com os meus avós, que não são novinhos: vovô tem 85 anos e a vovó 77. Muito mais do que os meus pais, os meus avós são os amores da minha vida!! Desde pequena, são os dois que acobertam as minhas travessuras, são os dois que me mimam, são os dois que me fazem passar na casa deles todos os dias simplesmente para dar um beijo, porque eles sentem saudades, e demonstram isso.. São os dois que reclamam que eu estou magra demais.. São os dois que compram ingredientes escondidos para me fazer queijadinha ou docinho de nozes de surpresa pro meu aniversário... São as pessoas mais inexplicáveis, incríveis e inenarráveis da minha vida.
A viagem está sendo ótima! Juro que ainda é possível ver os olhos do meu avô brilhando quando ele olha para a minha avó e vice-versa. Os dois caminham pelas ruas de mãos dadas e se preocupam um com o outro constantemente, a ponto de ser até motivo de pequenos desentendimentos. Mas os dois não são mais novinhos, e o reconhecimento disso me deu um desespero! Ver os dois lutando contra as suas dificuldades (esquecimentos, uma leve surdez, falta de atenção, cansaço) é de partir o coração. Reconhecer que os dois não são mais os mesmos, que a velhice também está chegando para eles, me dá esse desespero... Me faz chorar escondida a noite para que eles não percebam, e me faz querer colo...
Envelhecer é uma merda!
22 de março de 2010
Borboletas sempre voltam...

(na foto: tio Virgílio [camisa cinza], tio Nilton [camisa branca] e vovô Jorge.)
Não acho que as pessoas deviam morrer. Ou bichos. Ou coisas. Não acho que ninguém devia ser obrigado a lidar com a morte. Acho que chegado o momento, devia-se simplesmente virar uma borboleta. Linda, colorida, feliz. Que voaria para o céu e nunca mais se veria. Mas se teria a certeza de que ela está bem. Adoraria virar uma borboleta e borboletear por aí, livre. Voltaria quando sentisse saudades, e tenho certeza de que os meus, aqueles que também sentem saudades de mim, saberiam me identificar em um milhão de outras borboletas.
Ninguém sabe lidar com a morte. Mesmo que ela seja esperada, mesmo que seja indolor, sempre fica algo. Sempre é triste. Sempre é despedida para sempre. Mas talvez nós só sintamos isso porque a nossa sociedade cultua a morte, as despedidas. Acho velório e enterro desnecessário. Não gosto de lembrar das pessoas ali, deitadas em um caixão. Em toda a minha vida, só estive em três velórios, e em nenhum dos três eu quis ver o morto. Prefiro lembrar da vida, dos sorrisos, das coisas boas.
No entanto, cada um lida com a morte de um jeito. E a sente também. A minha família cozinha. Não sei se é tradição, se os meus bisavós e tataravós faziam assim, só sei que nós o fazemos. Acho que é um jeito de cuidarmos uns dos outros e de certa formas dizermos que as coisas ficarão bem. Cozinhamos porque talvez a comida seja uma forma de celebrar a vida. Cozinhamos um batalhão de comida e nem sabemos para quem, porque nunca conseguimos comer. Ficamos sentados a mesa, olhando uns para os outros, como se tivéssemos nos confortando. A morte dói. A ausência, o silêncio.
Meu tio-avô faleceu essa manhã. Eu estava apenas começando a conhecê-lo. Mas de certa forma, fico feliz que eu o tenha conhecido. Que tenha conversado com ele, me emocionado. Que tenha lhe proporcionado a felicidade de ver a família reunida, pelo menos mais uma vez. Tem horas que eu acho que ele fez de propósito, sabe? Eu só conheci meu outro tio-avô e primos (muitos primos) por causa dele. Não vou esquecer nunca os momentos felizes no sítio em JF ou o almoço há 2 semanas atrás. Tinha tanto que eu ainda queria aprender com ele! Sempre sorrindo, fazendo caretas, preocupado se nós estávamos nos divertindo. Pescando no seu lago, pelo simples prazer de pescar, porque soltava os peixes depois. A conversa silenciosa, a permissão para entrar naquele mundo só dele, o sorriso. No rosto uma expressão de alguém que já tinha vivido poucas e boas, mas que se orgulhava disso. O último abraço. Gostoso!! E a promessa de que faríamos reuniões de família mais vezes...
É, tio Virgílio! Quem sabe quando eu virar uma borboleta também?!
Não acho que as pessoas deviam morrer. Ou bichos. Ou coisas. Não acho que ninguém devia ser obrigado a lidar com a morte. Acho que chegado o momento, devia-se simplesmente virar uma borboleta. Linda, colorida, feliz. Que voaria para o céu e nunca mais se veria. Mas se teria a certeza de que ela está bem. Adoraria virar uma borboleta e borboletear por aí, livre. Voltaria quando sentisse saudades, e tenho certeza de que os meus, aqueles que também sentem saudades de mim, saberiam me identificar em um milhão de outras borboletas.
Ninguém sabe lidar com a morte. Mesmo que ela seja esperada, mesmo que seja indolor, sempre fica algo. Sempre é triste. Sempre é despedida para sempre. Mas talvez nós só sintamos isso porque a nossa sociedade cultua a morte, as despedidas. Acho velório e enterro desnecessário. Não gosto de lembrar das pessoas ali, deitadas em um caixão. Em toda a minha vida, só estive em três velórios, e em nenhum dos três eu quis ver o morto. Prefiro lembrar da vida, dos sorrisos, das coisas boas.
No entanto, cada um lida com a morte de um jeito. E a sente também. A minha família cozinha. Não sei se é tradição, se os meus bisavós e tataravós faziam assim, só sei que nós o fazemos. Acho que é um jeito de cuidarmos uns dos outros e de certa formas dizermos que as coisas ficarão bem. Cozinhamos porque talvez a comida seja uma forma de celebrar a vida. Cozinhamos um batalhão de comida e nem sabemos para quem, porque nunca conseguimos comer. Ficamos sentados a mesa, olhando uns para os outros, como se tivéssemos nos confortando. A morte dói. A ausência, o silêncio.
Meu tio-avô faleceu essa manhã. Eu estava apenas começando a conhecê-lo. Mas de certa forma, fico feliz que eu o tenha conhecido. Que tenha conversado com ele, me emocionado. Que tenha lhe proporcionado a felicidade de ver a família reunida, pelo menos mais uma vez. Tem horas que eu acho que ele fez de propósito, sabe? Eu só conheci meu outro tio-avô e primos (muitos primos) por causa dele. Não vou esquecer nunca os momentos felizes no sítio em JF ou o almoço há 2 semanas atrás. Tinha tanto que eu ainda queria aprender com ele! Sempre sorrindo, fazendo caretas, preocupado se nós estávamos nos divertindo. Pescando no seu lago, pelo simples prazer de pescar, porque soltava os peixes depois. A conversa silenciosa, a permissão para entrar naquele mundo só dele, o sorriso. No rosto uma expressão de alguém que já tinha vivido poucas e boas, mas que se orgulhava disso. O último abraço. Gostoso!! E a promessa de que faríamos reuniões de família mais vezes...
É, tio Virgílio! Quem sabe quando eu virar uma borboleta também?!
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