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24 de julho de 2010

Sob um leve desespero...

por ..bee.. às 18:23 1 gritos de felicidade
...que me leva, que me leva daqui!

Amooo Capital Inicial!! E sou absolutamente louca e apaixonada pelo Acústico MTV deles. Acho que esse CD marcou todo e qualquer relacionamento/pseudo-relacionamento que eu já tive. Desde "Fogo" quando eu ainda tinha 13 anos e a minha paixãozinha disse que essa era a música perfeita para nós dois, até o início do ano passado quando o Garotão me mandou um email com a letra da "Eu vou estar"...

Se eu tivesse que escolher outra maneira pra me expressar que não pelas minhas próprias palavras, com certeza seria através da música. Frequentemente faço isso, quando não sei o que dizer: uso palavras alheias, normalmente cantadas por pessoas que eu gosto ou admiro. Sim, música é vida, é memória, é momento, é saudade...

Mas não é sobre isso que eu quero falar hoje. Comecei o post com essa música por me identificar com essa frase hoje. Sabe aquelas coisas que acontecem e você não percebe? E aí quando você percebe, bate o desespero?

Estou em uma viagem com os meus avós, que não são novinhos: vovô tem 85 anos e a vovó 77. Muito mais do que os meus pais, os meus avós são os amores da minha vida!! Desde pequena, são os dois que acobertam as minhas travessuras, são os dois que me mimam, são os dois que me fazem passar na casa deles todos os dias simplesmente para dar um beijo, porque eles sentem saudades, e demonstram isso.. São os dois que reclamam que eu estou magra demais.. São os dois que compram ingredientes escondidos para me fazer queijadinha ou docinho de nozes de surpresa pro meu aniversário... São as pessoas mais inexplicáveis, incríveis e inenarráveis da minha vida.

A viagem está sendo ótima! Juro que ainda é possível ver os olhos do meu avô brilhando quando ele olha para a minha avó e vice-versa. Os dois caminham pelas ruas de mãos dadas e se preocupam um com o outro constantemente, a ponto de ser até motivo de pequenos desentendimentos. Mas os dois não são mais novinhos, e o reconhecimento disso me deu um desespero! Ver os dois lutando contra as suas dificuldades (esquecimentos, uma leve surdez, falta de atenção, cansaço) é de partir o coração. Reconhecer que os dois não são mais os mesmos, que a velhice também está chegando para eles, me dá esse desespero... Me faz chorar escondida a noite para que eles não percebam, e me faz querer colo...

Envelhecer é uma merda!

10 de março de 2010

8 de março de 2009

por ..bee.. às 22:26 4 gritos de felicidade
Quando terminamos o nosso namoro, o Ex e eu decidimos que ainda seríamos amigos. Afinal, tinham sido 3 anos de amor, cumplicidade e amizade. Ele era o meu melhor amigo, meu porto-seguro... O primeiro para quem eu contava as coisas... E de tudo, foi disso que eu senti mais falta.

O ponto final foi apenas a gota d'água. Já estávamos desgastados, os dois sabiam disso, mas lutavam contra os fatos com uma força sem igual. Eu sou que tinha terminado quando ele foi grosso comigo e me desrespeitou na frente da minha família. Ali eu decidi colocar o ponto final. Sabia que eu ia sofrer, mas desrespeito eu não podia tolerar. Não existe amor sem respeito. Terminamos e acabamos tendo um encontro perfeito. Não queríamos aquele clima deprê de despedida e fomos passear de moto. Jantamos, conversamos, rimos.. E ele me deixou em casa com um "te ligo amanhã", que os dois sabiam que jamais aconteceria...

Não vou dizer que foi fácil, mas também não foi o fim do mundo. Cheguei à conclusão de que nos últimos 6 meses que estávamos juntos nós éramos mais amigos com benefícios do que namorados apaixonados. Quando eu me apaixonei pelo Garotão, depois de ter voltado de Maceió, eu liguei para ele e nós saímos para tomar uma cerveja e por o papo em dia, como amigos que dissemos que seríamos. Contei para ele do Garotão e foi então que eu percebi que jamais seríamos amigos. Não, ele nào brigou, não chorou, não gritou... Ele simplesmente sorriu e disse: "fico feliz por você". E foi assim, de repente, que eu vi que o garoto legal que eu tinha namorado, de alguma forma não estava mais ali. Nem o meu melhor amigo.

Não o culpo, eu também já não era mais a mesma. E foi justamente por isso que percebi que jamais seríamos amigos de novo. Tanto eu quanto ele estaríamos sempre esperando/procurando aquelas pessoas que não somos mais.
 

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