Sou chata e tenho preguiça de livro de autoajuda, mas também sou curiosa. Quando me falaram de Comer, Rezar e Amar, a ideia me pareceu interessante. Porém, como eu sou chata, rejeitei o pobre do livro porque ele havia virado modinha e estava sendo endeusado por 8 de 10 mulheres com quem eu conversava. Deixei passar, a preguiça foi aumentando e finalmente o filme foi lançado. Javier Bardem e Julia Roberts: gosto dos dois. No dia que marquei com a minha amiga-irmã de ir assistir no cinema, tive uma blaster crise de TPM no melhor estilo: "não tenho roupa para sair", e acabei me atrasando e ficando mais irritada ainda e não fui. Outro dia, outras amigas iam ao cinema, me chamaram, eu animei e não me lembro porque também não fui. Naquela época, o Namorado ainda não era namorado, mas nós já tínhamos alguma coisa. Ele foi no cinema com essas amigas e quando nos encontramos depois ele implicou comigo: "Você é uma falsa magra!". Confusa, eu perguntei: "E o que diabos isso quer dizer?". E ele respondeu: "Assiste Comer, Rezar e Amar que você vai entender." Minha curiosidade é uma praga! Tentei procurar o filme em algum cinema, mas já não estava mais passando e eu teria que esperar chegar na locadora. (sim, eu sei que as pessoas baixam filmes pela internet, mas eu sou uma negação com isso, então.. ou alguém baixa e me passa ou eu alugo na locadora.)
Fui assistir o filme muito tempo depois e totalmente por acaso. Estava em casa quieta, trocando de canal quando descobri que estava em exibição na HBO. Gostei do filme, bastante. E ele "veio para mim" em um momento que eu precisava ouvir algumas coisas, então funcionou como autoajuda, mas uma autoajuda de leve, sabe? Das coisas que eu absorvi para mim: a busca constante pelo equilíbrio, o deixar ir embora, sentir saudades do que aconteceu, sentir doer, mas mandar de volta boas energias.. Deixar ir mesmo. Foi pós término da minha história com o Rato e eu estava sofrendo mais do que eu jamais admitiria. Absorvi a serenidade de aceitar que as coisas acontecem e que eu não sou culpada de tudo. Enfim, papo brabo mesmo de mudança de vida. E então eu comecei a pensar em quantas vezes eu estive para assistir o filme e não assisti. Se eu tivesse assistido antes, talvez não tivesse me prendido a essas coisas que fizeram diferença na minha vida, justamente porque elas passariam desapercebidas em outros momentos.
Hoje, estou recorrendo a este filme de novo porque estou em busca do meu equilíbrio. Até então, achava que tinha encontrado. Eu me sentia bem comigo mesma... E não que agora eu não me sinta bem, mas eu tenho uma desmedida em mim. Um novo sentimento que é enorme e intenso e chega a doer. E a perspectiva do desequilíbrio me assusta, porque é isso o que esse sentimento causa em mim. É tão grande que me absorve. "Às vezes, perder o equilíbrio por amor faz parte de viver uma vida equilibrada". Tenho medo de me perder. De novo. Justo agora que eu tinha me encontrado. E isso é estranho porque eu me sinto contraditória. Estou feliz, mas quando me vejo voando sem asas, me assusto. E então eu acho que sou a criatura mais estranha e complexa desse mundo. O que eu queria dizer é que eu me identifico com a Liz Gilbert no final do filme. Perder o equilíbrio é bem assustador.
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27 de janeiro de 2012
17 de janeiro de 2012
Muito prazer, amor: sua namorada.
Dois meses e pouquinho. Acho que nenhum de nós dois pensou que chegaríamos aqui. Ou que lembraríamos dessa data. Prometemos não ser um desses casais convencionais que comemoram tudo, afinal nem lembramos quando foi o nosso 1o beijo (mentira, eu sei que foi dia 30 de maio de 2009, mas só lembrei depois de muito esforço.. rs). Acho que nunca pensamos que seríamos aquela pessoa um para o outro... Aquela, sabe? Que você vai dormir pensando em, que você acorda pensando em, que te deixa a criatura mais feliz do mundo quando você se mexe na cama de noite e esbarra com ela.. Ou então quando você acordar assustado e só de ver que ela está ali do seu lado, você sorri feliz e se acalma..
E aqui estamos. Dois meses depois, brigados. Porque eu sou neurótica, porque a minha TPM dura 3 semanas, porque eu me irrito com você e simplesmente não consigo conversar. Porque você guarda as coisas para você, porque você é implicante, porque você não demonstra tanto quanto eu gostaria que você me ama. Estamos brigados por bobeira, eu sei. Mas sinto te informar, meu amor, essa não é a 1a e nem vai ser a última.
Eu sou assim, amor. Eu fico brava, eu brigo, eu falo, eu grito, eu explodo.. Nem que 5 minutos depois eu tenha que pedir desculpas. Sim, você nunca namorou antes e eu não tive boa experiências. Nós temos as nossas manias, mas isso não é desculpa. Eu sei que eu não sou a mais normal do mundo ou a mais segura.. Não sou a cult bacaninha, nem a riponga louca. Eu sou assim, amor. Eu sou uma menininha, que faz questão de todos os carinhos e mimos e beijinhos. Que te machuca porque ela não sabe ficar quieta quando você está por perto. Eu sou assim, amor. Em um segundo eu quero fugir de tudo e todos e no minuto seguinte eu quero dar uma grande festa e chamar todo mundo. Eu penso nos dois lados de tudo e por isso eu me culpo, me magoo e evito te cobrar qualquer coisa, porque eu sei que eu não gosto de ser cobrada. Eu tenho medo, muito medo, por mais que eu tente disfarçar isso. Eu sou flamenguista. Eu gosto de beber, de calor, e tenho mania de dieta. Eu sou muito desastrada! E isso eu te avisei.. Eu sou assim, amor.
Eu escrevo desde que eu me entendo por gente. Eu me atrapalho, eu confundo os sentimentos, mas não sei ser de outra maneira que não intensa. Estou tentando ser racional, mas é difícil. Eu sou ciumenta. MUITO. Mas eu confio em você. E confio porque eu acredito que se você não quisesse, não estaria comigo. E eu quero estar com você, mas também quero saber respeitar o seu tempo. Eu sou um desastre com o tempo, eu confesso. Não sei lidar com ele direito e ultimamente estava acostumada a fazer tudo ao meu tempo. Quando eu estou com saudades, eu fico na defensiva, porque eu acho que só eu sinto saudade.. E eu não quero ser uma louca grudenta. Quando eu estou triste, eu minto.. Digo que está tudo bem só para você não se preocupar. Quando eu estou brava, eu perco o fio da meada e acabo dizendo coisas que não quero dizer. O sim vira não, e a dor parece que só passa depois que eu desconto em cima de alguém. Me incomoda não ser a pessoa em quem você confia para contar os seus problemas, mas eu tento entender também que você não está acostumado com isso.. Não é fácil, para nenhum de nós dois. Eu sou difícil. Eu tenho problemas de abandono. Tenho Síndrome de Peter Pan. Talvez eu seja bipolar. Eu estou beeeeeem longe da perfeição ou do socialmente aceitável. Aprendi a confiar desconfiando e eu sei que você sente isso.
Apesar de tudo, eu acredito no amor. Acredito na felicidade. Acredito em nós dois. Talvez eu não seja quem você esperava que eu fosse, eu ainda estou aprendendo muita coisa e tem tantas outras que eu ainda quero aprender. Gostaria que você ficasse por perto e que nós dois aprendêssemos juntos. Então, prazer, amor. Essa sou eu, sua namorada.
"Nunca se esconda assim/Eu não vou saber te falar, te explicar que/Eu também me assusto muito/
Você nunca vê que eu sou só um menino destes tais/Que pensam demais/Logo mais, vou correr atrás de ti."
Nunca. A Banda Mais Bonita da Cidade.
E aqui estamos. Dois meses depois, brigados. Porque eu sou neurótica, porque a minha TPM dura 3 semanas, porque eu me irrito com você e simplesmente não consigo conversar. Porque você guarda as coisas para você, porque você é implicante, porque você não demonstra tanto quanto eu gostaria que você me ama. Estamos brigados por bobeira, eu sei. Mas sinto te informar, meu amor, essa não é a 1a e nem vai ser a última.
Eu sou assim, amor. Eu fico brava, eu brigo, eu falo, eu grito, eu explodo.. Nem que 5 minutos depois eu tenha que pedir desculpas. Sim, você nunca namorou antes e eu não tive boa experiências. Nós temos as nossas manias, mas isso não é desculpa. Eu sei que eu não sou a mais normal do mundo ou a mais segura.. Não sou a cult bacaninha, nem a riponga louca. Eu sou assim, amor. Eu sou uma menininha, que faz questão de todos os carinhos e mimos e beijinhos. Que te machuca porque ela não sabe ficar quieta quando você está por perto. Eu sou assim, amor. Em um segundo eu quero fugir de tudo e todos e no minuto seguinte eu quero dar uma grande festa e chamar todo mundo. Eu penso nos dois lados de tudo e por isso eu me culpo, me magoo e evito te cobrar qualquer coisa, porque eu sei que eu não gosto de ser cobrada. Eu tenho medo, muito medo, por mais que eu tente disfarçar isso. Eu sou flamenguista. Eu gosto de beber, de calor, e tenho mania de dieta. Eu sou muito desastrada! E isso eu te avisei.. Eu sou assim, amor.
Eu escrevo desde que eu me entendo por gente. Eu me atrapalho, eu confundo os sentimentos, mas não sei ser de outra maneira que não intensa. Estou tentando ser racional, mas é difícil. Eu sou ciumenta. MUITO. Mas eu confio em você. E confio porque eu acredito que se você não quisesse, não estaria comigo. E eu quero estar com você, mas também quero saber respeitar o seu tempo. Eu sou um desastre com o tempo, eu confesso. Não sei lidar com ele direito e ultimamente estava acostumada a fazer tudo ao meu tempo. Quando eu estou com saudades, eu fico na defensiva, porque eu acho que só eu sinto saudade.. E eu não quero ser uma louca grudenta. Quando eu estou triste, eu minto.. Digo que está tudo bem só para você não se preocupar. Quando eu estou brava, eu perco o fio da meada e acabo dizendo coisas que não quero dizer. O sim vira não, e a dor parece que só passa depois que eu desconto em cima de alguém. Me incomoda não ser a pessoa em quem você confia para contar os seus problemas, mas eu tento entender também que você não está acostumado com isso.. Não é fácil, para nenhum de nós dois. Eu sou difícil. Eu tenho problemas de abandono. Tenho Síndrome de Peter Pan. Talvez eu seja bipolar. Eu estou beeeeeem longe da perfeição ou do socialmente aceitável. Aprendi a confiar desconfiando e eu sei que você sente isso.
Apesar de tudo, eu acredito no amor. Acredito na felicidade. Acredito em nós dois. Talvez eu não seja quem você esperava que eu fosse, eu ainda estou aprendendo muita coisa e tem tantas outras que eu ainda quero aprender. Gostaria que você ficasse por perto e que nós dois aprendêssemos juntos. Então, prazer, amor. Essa sou eu, sua namorada.
"Nunca se esconda assim/Eu não vou saber te falar, te explicar que/Eu também me assusto muito/
Você nunca vê que eu sou só um menino destes tais/Que pensam demais/Logo mais, vou correr atrás de ti."
Nunca. A Banda Mais Bonita da Cidade.
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22 de maio de 2011
Querido 24º..
Seja benvindo, mas por favor traga consigo a capacidade de me fazer uma pessoa melhor. Não repita as coisas que o senhor 23º me trouxe e me fizeram mal, mas tenha a decência de deixar permanecer as coisas que me fizeram bem.
Tenho expectativas em relação a você porque eu sou apenas humana, e isso é uma coisa que talvez você possa me ajudar. O 23º me trouxe em sua reta final mais pé no chão e eu gostaria que você continuasse esse processo. Mas por favor, não faça de mim uma pessoa desiludida e desacreditada. Não mate as asas que tenho nos pés e a vontade que tenho de voar, apenas me dê sensibilidade para discenir quando devo voar e quando devo ficar com os pés quietos no chão.
Me traga um amor para alimentar minha alma romântica, mas não um qualquer. Com fogos de artifício e vontade de ficar junto pra sempre! Um amor daqueles de cinema, que vai chegar na hora certa, no lugar certo. Aliás, deixo isso por sua conta: você decide se caberá a você me trazer isso ou não.
Ah! Não se esqueça das surpresas, por favor. Sei que será difícil superar as surpresas que o senhor 23º me trouxe, mas isso não é uma competição, ok? Eu só não quero ficar estagnada, achando que a vida vai sempre ser a mesma coisa.
E não posso esquecer de pedir que capriche na confiança. Pode trazer doses extras, viu? Porque nisso, o senhor 23º deixou muito a desejar. Acho que ele foi bastante cruel comigo: primeiro me deu toda a confiança do mundo que me fez achar que eu podia fazer qualquer coisa. E então, quando eu caí do cavalo, quando eu mais precisa de uma gotinha de confiança para seguir em frente, ele tirou ela de mim, assim como a esperança e a vontade. E como se vive sem a vontade? Sem a curiosidade?
No mais, peço o de sempre, mas que não é menos importante: 23º me cercou de bons amigos e eu gostaria que você os mantivesse por perto. Entendo que eu também tenho que me esforçar e prometo que vou fazer minha parte. Também gostaria de boas oportunidades na minha carreira, acho que de tudo, esse foi o maior legado do 23º. Me encontrei e retomei o gás que eu tinha no início da faculdade, por favor não me deixe perder isso justo agora na reta final.
Se não for pedir muito, antes de chegar, você vai encontrar um balde no canto da porta, com todas as lágrimas que o 23º me fez passar. Foram menos lágrimas que o 22º deixou, eu confesso, mas nessa reta final, o 23º me castigou bastante e então.. Enchi um balde. Gostaria de ter pensado antes e separado as lágrimas de tristeza das de alegria, pois assim poderia pesar se o 23º me fez mais feliz ou mais triste... Para futuras referências, 24º: por favor, me traga menos lágrimas.. Se não for pedir muito, é lógico...
E por último (sei que já pedi demais e já abusei do seu tempo): VENHA! Venha com toda a sua potência, com toda a sua vontade, com todos os seus desejos! Venha para fazer de mim mais velha, mais experiente e quem sabe até mais sábia. Venha para me trazer as mais diversas emoções, os velhos amigos, as novas experiências.. Venha para me fazer feliz.
Seja benvindo, querido 24º.
Quinta-feira, dia 26, brindamos a sua chegada!
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27 de janeiro de 2011
Bad Timings: diálogos...
_ Você sempre foi a garota certa pra mim!
_ Eu nunca fui a garota certa para você, e você sabe disso. Eu fui um capricho seu, para satisfazer a sua síndrome de príncipe encantado, e você foi um capricho meu também, sejamos sinceros. Menininha do interior com garotão popular.
_ Mas e ele? Ele é só um capricho seu também? Ele também é garotão popular, como você disse.
_ Não. Com ele é amor. Como ele é sincero, é real.
_ E comigo não era?
_ Amor não. Era paixão boa, real, mas não era sincero. Eu não podia ser sincera com você e você não podia ser sincero comigo. Tínhamos muito a perder. Eu estava mal acostumada, você foi minha primeira paixão pós-término de um namoro de 3 anos complexo, diga-se de passagem. Eu não sabia ser solteira, não sabia dar liberdade. E você estava mal acostumado com o seu amor-livre de sempre. E eu me encantei com o seu jeito.
_ E o que ele tem que eu não tenho se você diz que somos tão parecidos?
_ Eu! Você teve a Bee menininha, que ainda estava se descobrindo. Você foi o pontapé inicial para a Bee se tornar mulher, do jeito que é hoje. Você foi o primeiro a me dizer que eu podia ser o que eu quisesse ser.
_ Eu gostava da Bee menininha.
_ Eu sei. Por isso disse que eu fui um capricho seu. Se eu ficasse, eu nunca cresceria. Eu sempre teria você por perto pra me proteger quando algo desse errado, ou até mesmo pra lutar por mim. Eu não teria aprendido a me defender, a enfrentar as coisas por mim ou a simplesmente expor minha opinião sem medo. Toda vez que eu olhasse nos seus olhos eu saberia que você estava vendo a menininha, e não a mulher.
_ E ele vê a mulher?
_ Ele conheceu a mulher e ele respeita a mulher. Nos momentos que eu precisei ele estava lá, do meu lado, mas sem me dizer o que fazer, sem me proteger. Ele sabe que eu sou capaz de resolver sozinha.
_ Mas eu também sabia.
_ E eu nunca soube disso. Com você eu agia que nem criança mimada, queria tudo ao meu tempo. Com ele eu aprendi que eu tenho que respeitar o tempo alheio.
_ Você me fez te querer do meu lado. Me acostumei com isso e gostei. Te mostrei um lado meu além do que eu mostro para as outras pessoas.
_ Sim, e eu agradeço por isso. Me encantei com esse seu lado, mas era um lado que só aparecia quando estávamos a sós. Na maior parte das vezes eu tinha que aguentar a sua persona pública, sabendo que você era muito melhor do que se mostrava. Eu tinha que te dividir com tudo e todos.
_ Mas você faz isso por ele agora.
_ Eu sou diferente agora.
_ Ele também tem uma persona pública.
_ Tem. Mas a persona pública surgiu depois. Mal ou bem nós estamos juntos nessa. É como se ele lesse minha mente quando eu começo a desacreditar em "nós". Ele simplesmente me dá a mão e diz: "Eu to aqui. Estamos juntos nessa!". Com você eu sempre tive a impressão de que eu estava sozinha.
_ Você não estava. Eu só não soube te mostrar isso. Talvez o problema tenha sido esse: timing.
_ É... Bad timing.
...
_ Eu nunca fui a garota certa para você, e você sabe disso. Eu fui um capricho seu, para satisfazer a sua síndrome de príncipe encantado, e você foi um capricho meu também, sejamos sinceros. Menininha do interior com garotão popular.
_ Mas e ele? Ele é só um capricho seu também? Ele também é garotão popular, como você disse.
_ Não. Com ele é amor. Como ele é sincero, é real.
_ E comigo não era?
_ Amor não. Era paixão boa, real, mas não era sincero. Eu não podia ser sincera com você e você não podia ser sincero comigo. Tínhamos muito a perder. Eu estava mal acostumada, você foi minha primeira paixão pós-término de um namoro de 3 anos complexo, diga-se de passagem. Eu não sabia ser solteira, não sabia dar liberdade. E você estava mal acostumado com o seu amor-livre de sempre. E eu me encantei com o seu jeito.
_ E o que ele tem que eu não tenho se você diz que somos tão parecidos?
_ Eu! Você teve a Bee menininha, que ainda estava se descobrindo. Você foi o pontapé inicial para a Bee se tornar mulher, do jeito que é hoje. Você foi o primeiro a me dizer que eu podia ser o que eu quisesse ser.
_ Eu gostava da Bee menininha.
_ Eu sei. Por isso disse que eu fui um capricho seu. Se eu ficasse, eu nunca cresceria. Eu sempre teria você por perto pra me proteger quando algo desse errado, ou até mesmo pra lutar por mim. Eu não teria aprendido a me defender, a enfrentar as coisas por mim ou a simplesmente expor minha opinião sem medo. Toda vez que eu olhasse nos seus olhos eu saberia que você estava vendo a menininha, e não a mulher.
_ E ele vê a mulher?
_ Ele conheceu a mulher e ele respeita a mulher. Nos momentos que eu precisei ele estava lá, do meu lado, mas sem me dizer o que fazer, sem me proteger. Ele sabe que eu sou capaz de resolver sozinha.
_ Mas eu também sabia.
_ E eu nunca soube disso. Com você eu agia que nem criança mimada, queria tudo ao meu tempo. Com ele eu aprendi que eu tenho que respeitar o tempo alheio.
_ Você me fez te querer do meu lado. Me acostumei com isso e gostei. Te mostrei um lado meu além do que eu mostro para as outras pessoas.
_ Sim, e eu agradeço por isso. Me encantei com esse seu lado, mas era um lado que só aparecia quando estávamos a sós. Na maior parte das vezes eu tinha que aguentar a sua persona pública, sabendo que você era muito melhor do que se mostrava. Eu tinha que te dividir com tudo e todos.
_ Mas você faz isso por ele agora.
_ Eu sou diferente agora.
_ Ele também tem uma persona pública.
_ Tem. Mas a persona pública surgiu depois. Mal ou bem nós estamos juntos nessa. É como se ele lesse minha mente quando eu começo a desacreditar em "nós". Ele simplesmente me dá a mão e diz: "Eu to aqui. Estamos juntos nessa!". Com você eu sempre tive a impressão de que eu estava sozinha.
_ Você não estava. Eu só não soube te mostrar isso. Talvez o problema tenha sido esse: timing.
_ É... Bad timing.
...
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22 de janeiro de 2011
À noite, todos os gatos são pardos...
Convidada pelo Geminiano a passar o Reveillon na casa dele, sabendo que seria uma festa fabulosa, aceitei. Tenho uma espécie de trauma de Reveillon porque eu tenho um histórico de ir dormir cedo, sóbria e mal humorada. Aceitei a proposta por ser uma coisa diferente. Quem sabe eu finalmente não entenderia a magia da data?
[O Geminiano é o primo mais novo de uma amiga (sim, mais um garotão!). E costumamos sair juntos para beber, conversar e nos divertir. Já ficamos algumas vezes, mas nada sério.]
Chegamos na festa e ele veio nos recepcionar. Me apresentou para todo mundo, foi um fofo! E resolvemos logo começar os trabalhos: "um dose de Absoluta com duas pedras de gelo e uma rodela de limão, por favor?". E a noite seguiu nesse clima: agitação, pista de dança, open bar com Red Label e proseco além da Absolut... Me senti no paraíso! Boa música, boa comida, lugar bonito, bons amigos... (Confesso que senti falta do Rato, mas isso é assunto pra outro post.) Pela primeira vez em um Reveillon eu estava me divertindo!
Meia-noite. Brinde. Feliz ano novo! Pulo na piscina debaixo de chuva. Foi ótimo! Mais pista de dança, mais conversas de bêbabos.. A noite seguiu e os adultos foram dormir.. Além de inebriada pelo álcool, eu estava inebriada pelo ambiente. Eu não pertencia ali, mas podia me acostumar fácil!
Foi só na manhã seguinte que a ficha começou a cair... De repente aquele ambiente mágico e feliz começou a se desfazer e eu comecei a notar olhares de desaprovação que eu não tinha notado antes. Os abraços acolhedores se tornaram gelados e as conversas que tinham sido tão divertidas me entediavam. A cada vez que eu abria a boca para falar algo, a dúvida.. A certeza mais e mais de que eu não pertencia àquele lugar. Fiquei com a sensação de que tinha passado a noite com um príncipe, mas que pela manhã se transformou num sapo!
Minhas roupas não eram apropriadas, minhas opiniões ignoradas, meu ego perdido e minha personalidade se esvaindo. Quem eram essas pessoas? Por que eles se achavam superiores ao resto do mundo? E foi então que eu me dei conta de que à noite, e com uma ajudinha do álcool, todos os gatos são pardos. Saí de lá fugida, desesperada pelo tédio da minha casa, mas onde pelo menos eu podia ser eu mesma.
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31 de dezembro de 2010
Faça um pedido, garotinha: 2011 espera por você!
É piegas e clichê, mas eu quero começar esse post agradecendo a este ano que chega ao fim. 2010 para mim foi um ano completo! Um ano para descobrir mais de mim mesma, um ano para eu ser mais eu mesma.
Foi um ano para eu me enxergar mais como gente grande, apesar de continuar sendo a mesma garotinha mimada na maioria das vezes. De ter mais independência, mais confiança, de saber mais o que eu quero (e de mudar de ideia no minuto seguinte).
Foi um ano intenso, bem do jeitinho que eu gosto. Conquistas, perdas, lutas, sofrimento.. Temperado com amor, paciência (na maioria das vezes), força de vontade.. E recheado de gritos no travesseiro para não enlouquecer!
Quis ser alguém que eu não era e fiz #alocka pela noite, acordando no dia seguinte com aquele gosto amargo do arrependimento. Tentei seguir a filosofia de outros e acabei perdendo um bom amigo e tendo a certeza de que errar é humano, mas é sempre melhor errar pelas próprias pernas do que pelas dos outros.
Tomei porres homéricos, cheguei ao fundo do poço, passei dias de cama, fiquei doente, me irritei.. Levei meu corpo ao seu limite, e sobrevivi. Resisti às adversidades e cresci.
Cantei, dancei, chorei tanto de alegria quanto de tristeza. Me senti viva e gritei até minha garganta doer. Me achei dona do mundo, fui dona da verdade algumas vezes e também estive errada. Encontrei felicidade onde eu menos esperava, e tristeza também. Fui ao céu em um segundo apenas pra cair diretamente para o purgatório no segundo seguinte.
Conquistei um novo amor e para ele eu guardei o melhor de mim. Ganhei novos amigos que mesmo morando longe estão sempre presentes em minha vida. Reafirmei meus laços de amizade com velhos amigos, reencontrei outros em lugares inesperados.
Vivi. Momentos bons, momentos ruins, mas todos intensamente. Não quero dizer que 2010 vai ser um ano difícil de superar, mas com certeza, foi um ano inesquecível! E de 2011, por enquanto eu só quero uma coisa: vida!!!! O resto é lucro!
Feliz 2011!!!
Foi um ano para eu me enxergar mais como gente grande, apesar de continuar sendo a mesma garotinha mimada na maioria das vezes. De ter mais independência, mais confiança, de saber mais o que eu quero (e de mudar de ideia no minuto seguinte).
Foi um ano intenso, bem do jeitinho que eu gosto. Conquistas, perdas, lutas, sofrimento.. Temperado com amor, paciência (na maioria das vezes), força de vontade.. E recheado de gritos no travesseiro para não enlouquecer!
Quis ser alguém que eu não era e fiz #alocka pela noite, acordando no dia seguinte com aquele gosto amargo do arrependimento. Tentei seguir a filosofia de outros e acabei perdendo um bom amigo e tendo a certeza de que errar é humano, mas é sempre melhor errar pelas próprias pernas do que pelas dos outros.
Tomei porres homéricos, cheguei ao fundo do poço, passei dias de cama, fiquei doente, me irritei.. Levei meu corpo ao seu limite, e sobrevivi. Resisti às adversidades e cresci.
Cantei, dancei, chorei tanto de alegria quanto de tristeza. Me senti viva e gritei até minha garganta doer. Me achei dona do mundo, fui dona da verdade algumas vezes e também estive errada. Encontrei felicidade onde eu menos esperava, e tristeza também. Fui ao céu em um segundo apenas pra cair diretamente para o purgatório no segundo seguinte.
Conquistei um novo amor e para ele eu guardei o melhor de mim. Ganhei novos amigos que mesmo morando longe estão sempre presentes em minha vida. Reafirmei meus laços de amizade com velhos amigos, reencontrei outros em lugares inesperados.
Vivi. Momentos bons, momentos ruins, mas todos intensamente. Não quero dizer que 2010 vai ser um ano difícil de superar, mas com certeza, foi um ano inesquecível! E de 2011, por enquanto eu só quero uma coisa: vida!!!! O resto é lucro!
Feliz 2011!!!
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3 de setembro de 2010
Aos olhos alheios
Por mais que digamos que não, somos extremamente ligados a nossa imagem e principalmente ao que passamos aos outros através dela. Natural, vivemos em uma sociedade hedonista e imagética, midiática, massiva, onde o corpo é o centro de tudo. Somos o que vestimos. O que está na moda. O que consumimos. E eu acho que, por um lado, isso pode até ser divertido. Não sou contra esse culto ao corpo, mas sou contra a padronização. Me irrita sair na rua e ver dez mil loiras artificiais, de cabelo liso artificial, comprido (às vezes artificial também). As loiras se divertem mais? Os cavalheiros preferem as loiras? Talvez... Mas seja uma loira de atitude! Ou melhor, seja uma pessoa de atitude!! Não só mais uma na multidão.
Comcei nesse papo porque entrei numa viagem depois de uma conversa inesperada essa semana com uma amiga. Falávamos sobre amor livre e personalidade liberal (leia-se Hippie e Ator) e aí que ela me surpreendeu dizendo que também me vê assim. Como alguém que não se prende às vontades alheias, que quando quer, QUER e ponto final. Mas que também pode decidir que não quer cinco minutos depois, e sustentar essa mudança de ideia.
Fiquei feliz com a descrição que ela fez de mim porque eu me vejo muito assim. Mas muitas vezes o "como você se vê" não condiz com o "como os outros te vêem". Ainda mais na sociedade em que vivemos (daí a introdução). Somos pré-julgados pela nossa aparência e muitas vezes acabamos sendo quem as pessoas pensam que nós somos e não quem queremos ser ou quem realmente somos. Confuso?
Ter personalidade é uma dádiva hoje em dia! E também um trabalho difícil porque são poucos os que têm coragem de continuar buscando mais sempre. Poucos são os que têm coragem de mudar, de encarar novas possibilidades, de se reinventar e ainda assim bater o pé e dizer: ISSO TUDO SOU EU.
Li uma frase em um muro hoje que dizia "Somos vítimas da nossa própria falta de atitude." e ela me inspirou bastante, porque no fundo eu acho que ela resume boa parte dos problemas da nossa sociedade contemporânea, comodista e acomodada. Fico feliz em ser diferente, e mais ainda quando essa diferença é notada. Vivo para ser qualquer coisa, menos ordinária.
*Bee escreve hoje com certa inquietação política em seu coração. Será o clima das eleições?! Naaaah..
Comcei nesse papo porque entrei numa viagem depois de uma conversa inesperada essa semana com uma amiga. Falávamos sobre amor livre e personalidade liberal (leia-se Hippie e Ator) e aí que ela me surpreendeu dizendo que também me vê assim. Como alguém que não se prende às vontades alheias, que quando quer, QUER e ponto final. Mas que também pode decidir que não quer cinco minutos depois, e sustentar essa mudança de ideia.
Fiquei feliz com a descrição que ela fez de mim porque eu me vejo muito assim. Mas muitas vezes o "como você se vê" não condiz com o "como os outros te vêem". Ainda mais na sociedade em que vivemos (daí a introdução). Somos pré-julgados pela nossa aparência e muitas vezes acabamos sendo quem as pessoas pensam que nós somos e não quem queremos ser ou quem realmente somos. Confuso?
Ter personalidade é uma dádiva hoje em dia! E também um trabalho difícil porque são poucos os que têm coragem de continuar buscando mais sempre. Poucos são os que têm coragem de mudar, de encarar novas possibilidades, de se reinventar e ainda assim bater o pé e dizer: ISSO TUDO SOU EU.
Li uma frase em um muro hoje que dizia "Somos vítimas da nossa própria falta de atitude." e ela me inspirou bastante, porque no fundo eu acho que ela resume boa parte dos problemas da nossa sociedade contemporânea, comodista e acomodada. Fico feliz em ser diferente, e mais ainda quando essa diferença é notada. Vivo para ser qualquer coisa, menos ordinária.
*Bee escreve hoje com certa inquietação política em seu coração. Será o clima das eleições?! Naaaah..
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12 de agosto de 2010
O ex-namorado e os seus truques
Eles aparecem do nada, normalmente depois de muito tempo sem dar notícia. Chegam sem a menor cerimônia e agem como se nada tivesse acontecido, com a cara mais lavada do mundo. Ex é uma praga!
Essa semana foi o aniversário do meu ex, leonino bravo e ciumento. Territorialista que nem ele só, se curvava a todo e qualquer capricho dessa geminiana mimada aqui. Coincidência ou não, ele também deu uma reaparecida na minha vida essa semana. Sim, ex é uma praga!
Tudo começou com um almoço de família no domingo. De repente, a família inteira estava com saudades dele, porque ele era um bom moço (desde quando!?!?), carinhoso (tá, isso era).. E tudo mais o que ele não era quando a gente namorava, sabe? Por mais que eu ache estranho, é normal que ainda exista um carinho grande pelo ex, afinal de contas, ele foi parte da minha família por 3 anos.. E a minha família é justamente aquele tipo italiano brigão, e que sempre agrega todo mundo.
Enfim.. Tinha chegado em casa não tinha uns 10 minutos e ele me ligou. Levei um susto! Conversinha fiada, coisa boba.. Ainda existe um carinho muito grande, blah blah blah.. Nada que justificasse a ligação. Achei estranho, muito estranho, mas confesso que não me senti mexida. Aí depois foi a vez da conversinha fiada no MSN. Falou que não gostou da minha franja (oooi?), contou que vai se mudar para Campos... Eu ouvi pacientemente até ter a ideia de falar da minha 2a tatuagem (que ainda não exite) na virilha. Foi o suficiente para o papo mudar. O Ex começou a tentar me convencer a mostrar a tattoo na webcam, e quando eu disse firmemente que não mostraria, ele disse que tudo bem, que agora não era mais esse tipo de homem. Oooi?
Tudo bem, eu confesso que fiz isso só de pirraça. De criancice mesmo! Só para ver se eu ainda mexo com ele de alguma forma (ex é uma praga!)... Mas ainda acho estranho ele ter reaparecido do nada. Quando eu era mais nova, costumava pensar que os Ex apareciam naqueles momentos decisivos, só para você ter a certeza. No meu caso, a certeza foi de que eu já o esqueci, superei e estou mesmo apaixonada.
Essa semana foi o aniversário do meu ex, leonino bravo e ciumento. Territorialista que nem ele só, se curvava a todo e qualquer capricho dessa geminiana mimada aqui. Coincidência ou não, ele também deu uma reaparecida na minha vida essa semana. Sim, ex é uma praga!
Tudo começou com um almoço de família no domingo. De repente, a família inteira estava com saudades dele, porque ele era um bom moço (desde quando!?!?), carinhoso (tá, isso era).. E tudo mais o que ele não era quando a gente namorava, sabe? Por mais que eu ache estranho, é normal que ainda exista um carinho grande pelo ex, afinal de contas, ele foi parte da minha família por 3 anos.. E a minha família é justamente aquele tipo italiano brigão, e que sempre agrega todo mundo.
Enfim.. Tinha chegado em casa não tinha uns 10 minutos e ele me ligou. Levei um susto! Conversinha fiada, coisa boba.. Ainda existe um carinho muito grande, blah blah blah.. Nada que justificasse a ligação. Achei estranho, muito estranho, mas confesso que não me senti mexida. Aí depois foi a vez da conversinha fiada no MSN. Falou que não gostou da minha franja (oooi?), contou que vai se mudar para Campos... Eu ouvi pacientemente até ter a ideia de falar da minha 2a tatuagem (que ainda não exite) na virilha. Foi o suficiente para o papo mudar. O Ex começou a tentar me convencer a mostrar a tattoo na webcam, e quando eu disse firmemente que não mostraria, ele disse que tudo bem, que agora não era mais esse tipo de homem. Oooi?
Tudo bem, eu confesso que fiz isso só de pirraça. De criancice mesmo! Só para ver se eu ainda mexo com ele de alguma forma (ex é uma praga!)... Mas ainda acho estranho ele ter reaparecido do nada. Quando eu era mais nova, costumava pensar que os Ex apareciam naqueles momentos decisivos, só para você ter a certeza. No meu caso, a certeza foi de que eu já o esqueci, superei e estou mesmo apaixonada.
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29 de julho de 2010
Escrevo para não gritar, grito para não enlouquecer...
É oficial: não gosto de me apaixonar!
Não gosto de sentir a falta dele, não gosto de me preocupar com ele, não gosto da vontade de estar com ele o tempo todo, não gosto quando minha mente fica à toa e ao invés de voar em questões da minha monografia voa para ele... Não gosto dessa inquietude que dá no meu coração, não gosto de ir dormir pensando nele... Não gosto de não me sentir dona de mim...
Há tempos atrás, eu era Summer Finn, eu era senhorita independente, eu podia jurar que era feliz sem amor.. eu podia jurar que era "minha, só minha e não de quem me quer"... E eu então eu sentia falta do friozinho na barriga, porque, vamos confessar? é gostoso!
E hoje em dia eu estou puta comigo mesma! Não porque eu me apaixonei, mas porque a única coisa que eu achava que estava dando certo na minha vida na verdade não está! Porque meus esforços e sacrifícios não estão sendo vistos ou valorizados... Porque eu estou cansada, no meu limite! Porque ao longo de 3 anos de faculdade, eu nunca banquei a vítima, porque a escolha de estudar em outra cidade foi minha! Porque quem quis procurar o caminho mais difícil fui eu.. E sinceramente, me pergunto se está valendo a pena..
Talvez na verdade eu seja uma frouxa, isso sim! Só sei que eu estou decepcionada comigo mesma. Quero ser forte, continuar lutando, mas sinto que isso está me consumindo. Preciso de gás, de alguma coisa... Dá pra fugir pro Polo Norte e virar ajudante de Papai Noel?
Enfim, ando sob um leve desespero que não me é comum e não estou feliz com isso. Ando inquieta, sem ânimo e cansada. E hoje, eu escrevo para não gritar... Mas grito (aquele grito abafado no travesseiro) para não enlouquecer...
Não gosto de sentir a falta dele, não gosto de me preocupar com ele, não gosto da vontade de estar com ele o tempo todo, não gosto quando minha mente fica à toa e ao invés de voar em questões da minha monografia voa para ele... Não gosto dessa inquietude que dá no meu coração, não gosto de ir dormir pensando nele... Não gosto de não me sentir dona de mim...
Há tempos atrás, eu era Summer Finn, eu era senhorita independente, eu podia jurar que era feliz sem amor.. eu podia jurar que era "minha, só minha e não de quem me quer"... E eu então eu sentia falta do friozinho na barriga, porque, vamos confessar? é gostoso!
E hoje em dia eu estou puta comigo mesma! Não porque eu me apaixonei, mas porque a única coisa que eu achava que estava dando certo na minha vida na verdade não está! Porque meus esforços e sacrifícios não estão sendo vistos ou valorizados... Porque eu estou cansada, no meu limite! Porque ao longo de 3 anos de faculdade, eu nunca banquei a vítima, porque a escolha de estudar em outra cidade foi minha! Porque quem quis procurar o caminho mais difícil fui eu.. E sinceramente, me pergunto se está valendo a pena..
Talvez na verdade eu seja uma frouxa, isso sim! Só sei que eu estou decepcionada comigo mesma. Quero ser forte, continuar lutando, mas sinto que isso está me consumindo. Preciso de gás, de alguma coisa... Dá pra fugir pro Polo Norte e virar ajudante de Papai Noel?
Enfim, ando sob um leve desespero que não me é comum e não estou feliz com isso. Ando inquieta, sem ânimo e cansada. E hoje, eu escrevo para não gritar... Mas grito (aquele grito abafado no travesseiro) para não enlouquecer...
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6 de julho de 2010
Das perguntas cretinas ou guerra dos sexos
Em determinados momentos de nossas vidas nos deparamos com umas perguntas cretinas que nos fazem pensar no impensável. Geminiana curiosa que sou, adoro fazer tais perguntas, mas odeio respondê-las. Odeio pelo simples fato de conseguir advogar sempre os dois lados de um mesmo caso, e com isso, nunca chego a lugar nenhum. O que faz com que eu sempre seja acusada de indecisa, de "em cima do muro", e até mesmo sem opinião.
O fato é que eu acho muito precipitado dar uma resposta definitiva. Me conheço bem e sei que uma das minhas maiores características é mudar de opinião. Então, como eu vou ser taxativa? Como responder uma coisa e ponto: nunca mais pensar naquilo? Se querem saber, o meu autoquestionamento é o que me move!
A pergunta cretina que originou esse post é: "quem se apaixona primeiro: o homem ou a mulher?". O Amante (meu calouro desse ano S2) tem um blog bastante legal, e fez essa pergunta em forma de enquete. Conversamos bastante sobre o assunto e chegamos a conclusão de que cada um responde a essa pergunta de acordo com as sua experiências pessoais. Então, vamos às minhas...
Eu acredito que os homens se apaixonam primeiro, no entanto, nós mulheres (por sermos viciadas em romance) admitimos primeiro. O problema desse nosso vício é que acabamos confundindo corrente de ar com frio na barriga e pronto: lá estamos nós jurando amor eterno... Acontece que normalmente quem dá o primeiro passo são eles (falem o que for, mas ainda vivemos numa sociedade machista e ainda é assim sim!), e quem escolhe manter o contato também. Minhas últimas experiências com cafas e afins me levam a crer que o contato só continua se há um interesse legítimo masculino. Com isso, eles já abrem uma brecha para algo mais, e de certa maneira, já deixam a guarda baixa (pelo menos um pouquinho). E como paixão é coisa que acontece e não se explica.. Pronto! Aí está o bobo já apaixonado por você... Mesmo que ele continue com aquele papo de "amor livre", de que não quer compromisso.
Repito que tudo o que eu digo aqui não é ciência exata: a maioria das coisas é "achômetro" puro. Comigo foi assim nas últimas vezes: ele se apaixonou primeiro, mas eu admiti antes. De certa maneira, acho mais fácil assim. Boba que eu sou, não sei me apaixonar sem me jogar.. E é muito melhor se jogar quando pelo menos se desconfia que vai ter alguém lá embaixo para te segurar...
O fato é que eu acho muito precipitado dar uma resposta definitiva. Me conheço bem e sei que uma das minhas maiores características é mudar de opinião. Então, como eu vou ser taxativa? Como responder uma coisa e ponto: nunca mais pensar naquilo? Se querem saber, o meu autoquestionamento é o que me move!
A pergunta cretina que originou esse post é: "quem se apaixona primeiro: o homem ou a mulher?". O Amante (meu calouro desse ano S2) tem um blog bastante legal, e fez essa pergunta em forma de enquete. Conversamos bastante sobre o assunto e chegamos a conclusão de que cada um responde a essa pergunta de acordo com as sua experiências pessoais. Então, vamos às minhas...
Eu acredito que os homens se apaixonam primeiro, no entanto, nós mulheres (por sermos viciadas em romance) admitimos primeiro. O problema desse nosso vício é que acabamos confundindo corrente de ar com frio na barriga e pronto: lá estamos nós jurando amor eterno... Acontece que normalmente quem dá o primeiro passo são eles (falem o que for, mas ainda vivemos numa sociedade machista e ainda é assim sim!), e quem escolhe manter o contato também. Minhas últimas experiências com cafas e afins me levam a crer que o contato só continua se há um interesse legítimo masculino. Com isso, eles já abrem uma brecha para algo mais, e de certa maneira, já deixam a guarda baixa (pelo menos um pouquinho). E como paixão é coisa que acontece e não se explica.. Pronto! Aí está o bobo já apaixonado por você... Mesmo que ele continue com aquele papo de "amor livre", de que não quer compromisso.
Repito que tudo o que eu digo aqui não é ciência exata: a maioria das coisas é "achômetro" puro. Comigo foi assim nas últimas vezes: ele se apaixonou primeiro, mas eu admiti antes. De certa maneira, acho mais fácil assim. Boba que eu sou, não sei me apaixonar sem me jogar.. E é muito melhor se jogar quando pelo menos se desconfia que vai ter alguém lá embaixo para te segurar...
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7 de junho de 2010
"Maldita Sorte" às avessas
Momento cinema: já viram o filme "Maldita Sorte"? O filme é relativamente velho (2007), e eu o assisti em uma madrugada dessas sem nada para fazer na HBO. A princípio, não levei fé no roteiro não, mas como ele conta com colírios (Dane Cook e Jessica Alba) resolvi arriscar. O filme conta a história de Charlie, um cara que foi amaldiçoado por uma colega de escola quando ele tinha 10 anos, e com isso, toda mulher que fica com ele, se casa logo depois. Com isso, toda mulher que quer casar, acaba procurando ele e transando com ele. (aliás, tem umas cenas hilárias de várias posições sexuais diferentes) Porém, ele acaba conhecendo a Cam, uma garota por quem ele realmente se apaixona, e então ele faz de tudo para não transar com ela para não perdê-la. Só vendo o filme mesmo. Não é nenhuma obra prima do cinema, mas serve para dar umas boas gargalhadas.
Comecei esse post falando desse filme porque ultimamente eu estou me sentindo o Charlie. Os três últimos garotos que eu fiquei por mais tempo, começaram a namorar logo depois que nós "terminamos" (um deles nem chegou a terminar...). Além de mim, o que eles tinham em comum? A verdadeira repulsa e aversão a ideia de namorar.
Tento o máximo possível respeitar o espaço alheio, no entanto, para que isso acontece, tem que existir sinceridade, de ambas as partes. Quando alguém fala que não quer namorar, eu entendo que não devo forçar esse limite, que devo me envolver sem esperanças de que aquele relacionamente vai "evoluir". Ou como eu costumo dizer pro Ator: por minha conta e risco.
Às vezes me questiono se o meu erro não é esse: respeitar e não forçar a barra. Querer as coisas, mas por medo de invadir o espaço alheio, simplesmente não externalizar isso. Deixar "meus homens" soltos porque eu não gosto de ser presa. Julgar as pessoas por mim. Sempre fico com a impressão de que as pessoas possessivas e ciumentas ganham mais porque dizem: "Fulano é meu!". Mas acho mesmo essa sensação de posse tão mesquinha, tão egoísta! Não quero pertencer a ninguém. Não quero ser uma mercadoria. Quero ser amada. Respeitada.
Porém, considerando esses últimos acontecimentos, me pergunto se o problema não sou eu. Se talvez essa minha liberdade seja a culpada de eu nunca ser a noiva, mas sempre a dama de honra. Sim, os caras ficam comigo, mas quando o assunto é namorar, eles sempre escolhem outra. E a pergunta que não me sai da cabeça é: por que não eu?
Por enquanto, ainda acredito que é porque eu sou especial e diferente, e são poucos os que aguentam isso.
Comecei esse post falando desse filme porque ultimamente eu estou me sentindo o Charlie. Os três últimos garotos que eu fiquei por mais tempo, começaram a namorar logo depois que nós "terminamos" (um deles nem chegou a terminar...). Além de mim, o que eles tinham em comum? A verdadeira repulsa e aversão a ideia de namorar.
Tento o máximo possível respeitar o espaço alheio, no entanto, para que isso acontece, tem que existir sinceridade, de ambas as partes. Quando alguém fala que não quer namorar, eu entendo que não devo forçar esse limite, que devo me envolver sem esperanças de que aquele relacionamente vai "evoluir". Ou como eu costumo dizer pro Ator: por minha conta e risco.
Às vezes me questiono se o meu erro não é esse: respeitar e não forçar a barra. Querer as coisas, mas por medo de invadir o espaço alheio, simplesmente não externalizar isso. Deixar "meus homens" soltos porque eu não gosto de ser presa. Julgar as pessoas por mim. Sempre fico com a impressão de que as pessoas possessivas e ciumentas ganham mais porque dizem: "Fulano é meu!". Mas acho mesmo essa sensação de posse tão mesquinha, tão egoísta! Não quero pertencer a ninguém. Não quero ser uma mercadoria. Quero ser amada. Respeitada.
Porém, considerando esses últimos acontecimentos, me pergunto se o problema não sou eu. Se talvez essa minha liberdade seja a culpada de eu nunca ser a noiva, mas sempre a dama de honra. Sim, os caras ficam comigo, mas quando o assunto é namorar, eles sempre escolhem outra. E a pergunta que não me sai da cabeça é: por que não eu?
Por enquanto, ainda acredito que é porque eu sou especial e diferente, e são poucos os que aguentam isso.
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2 de março de 2010
"Ex-amor gostaria que tu soubesses..."
Ultimamente eu sou a Rainha das Besteiras... Faço besteira assim, de caso pensado e ainda me divirto com isso... Afinal, a vida é muito curta, né?! Acontece que eu fiz uma besteirinha ontem à noite e acabei percebendo uma coisa: só faço as besteiras que eu faço porque, na maioria das vezes, eu estou segura de quem eu sou. E, de certa forma, eu devo isso a uma pessoa muito improvável: o hippie.
Bom, vamos por partes. Hoje é aniversário dele. Como eu estava no msn ontem e já passava da meia-noite, resolvi mandar os meus votos sinceros de parabéns e felicidades. Não feliz com isso, emendei um "adoooooooooro você, mocinho bobo!". E ele respondeu: "aaaah... rs.. eu tb!" E essa foi a minha besteirinha... Tenho certeza de que ele vai achar que estou dando mole pra ele, mas.. que se dane! xD
Então hoje eu acordei pensando nele, na nossa história, e em tudo o que aconteceu... Lembrei da menininha mimada que o conheceu, recém-saída de um namoro de 3 anos, super mal acostumada. Lembrei de quando ele disse que tinha medo de me quebrar, de tão bonequinha que eu era. Lembrei que foi isso me fez querer ser menos menininha, mais independente, ter mais atitude. Lembrei também que estávamos conversando um dia, de bobeira... E eu comentei que precisava de uma bota de cowboy.. Me senti culpada no minuto seguinte pela minha futilidade... Afinal de contas, ele é "tipinho Los Hermanos" (como diria uma amiga minha): barbado, do DCE, quer mudar o mundo... Falei isso com ele, ele sorriu e disse: "Você não tem que se sentir culpada! Você gosta disso, não gosta? Se os outros acham que é futilidade, problema deles... Você não tem que se importar com o que os outros pensam..."
O engraçado é que eu não esperava isso dele, sabe? Esperava uma bronca, ou aquele papinho todo moralista, socialista, que é lindo mas que todos sabemos que não funciona na prática. Mas não: ele me aceitou como eu era. E isso foi importante para mim porque me fez crescer. Me fez me ver como ele me via. Me fez bater o pé e falar "Eu sou fútil e consumista sim! Mas isso não faz de mim menos capaz do que qualquer outra pessoa"... E eu acho que se hoje eu me conheço, se hoje eu sei do que eu sou capaz, o hippie tem um papel fundamental nisso. O Psicólogo que o diga, porque toda a minha crise sobrou pra ele... Mas isso é assunto para um outro post talvez...
Apesar de tudo, da gente não ter dado certo, tenho um carinho enorme pelo hie e o admiro muito. Porque ele também é assim. Acho que não chegou a ser um amor, mas foi uma paixãozinha gostosa até... Ele foi uma grande surpresa na minha vida e eu espero que possa vir a ser um grande amigo um dia.... E espero mesmo que essa tensão entre a gente seja superada.
No mais: feliz aniversário, hippie!!!
Bom, vamos por partes. Hoje é aniversário dele. Como eu estava no msn ontem e já passava da meia-noite, resolvi mandar os meus votos sinceros de parabéns e felicidades. Não feliz com isso, emendei um "adoooooooooro você, mocinho bobo!". E ele respondeu: "aaaah... rs.. eu tb!" E essa foi a minha besteirinha... Tenho certeza de que ele vai achar que estou dando mole pra ele, mas.. que se dane! xD
Então hoje eu acordei pensando nele, na nossa história, e em tudo o que aconteceu... Lembrei da menininha mimada que o conheceu, recém-saída de um namoro de 3 anos, super mal acostumada. Lembrei de quando ele disse que tinha medo de me quebrar, de tão bonequinha que eu era. Lembrei que foi isso me fez querer ser menos menininha, mais independente, ter mais atitude. Lembrei também que estávamos conversando um dia, de bobeira... E eu comentei que precisava de uma bota de cowboy.. Me senti culpada no minuto seguinte pela minha futilidade... Afinal de contas, ele é "tipinho Los Hermanos" (como diria uma amiga minha): barbado, do DCE, quer mudar o mundo... Falei isso com ele, ele sorriu e disse: "Você não tem que se sentir culpada! Você gosta disso, não gosta? Se os outros acham que é futilidade, problema deles... Você não tem que se importar com o que os outros pensam..."
O engraçado é que eu não esperava isso dele, sabe? Esperava uma bronca, ou aquele papinho todo moralista, socialista, que é lindo mas que todos sabemos que não funciona na prática. Mas não: ele me aceitou como eu era. E isso foi importante para mim porque me fez crescer. Me fez me ver como ele me via. Me fez bater o pé e falar "Eu sou fútil e consumista sim! Mas isso não faz de mim menos capaz do que qualquer outra pessoa"... E eu acho que se hoje eu me conheço, se hoje eu sei do que eu sou capaz, o hippie tem um papel fundamental nisso. O Psicólogo que o diga, porque toda a minha crise sobrou pra ele... Mas isso é assunto para um outro post talvez...
Apesar de tudo, da gente não ter dado certo, tenho um carinho enorme pelo hie e o admiro muito. Porque ele também é assim. Acho que não chegou a ser um amor, mas foi uma paixãozinha gostosa até... Ele foi uma grande surpresa na minha vida e eu espero que possa vir a ser um grande amigo um dia.... E espero mesmo que essa tensão entre a gente seja superada.
No mais: feliz aniversário, hippie!!!
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