Por mais que digamos que não, somos extremamente ligados a nossa imagem e principalmente ao que passamos aos outros através dela. Natural, vivemos em uma sociedade hedonista e imagética, midiática, massiva, onde o corpo é o centro de tudo. Somos o que vestimos. O que está na moda. O que consumimos. E eu acho que, por um lado, isso pode até ser divertido. Não sou contra esse culto ao corpo, mas sou contra a padronização. Me irrita sair na rua e ver dez mil loiras artificiais, de cabelo liso artificial, comprido (às vezes artificial também). As loiras se divertem mais? Os cavalheiros preferem as loiras? Talvez... Mas seja uma loira de atitude! Ou melhor, seja uma pessoa de atitude!! Não só mais uma na multidão.
Comcei nesse papo porque entrei numa viagem depois de uma conversa inesperada essa semana com uma amiga. Falávamos sobre amor livre e personalidade liberal (leia-se Hippie e Ator) e aí que ela me surpreendeu dizendo que também me vê assim. Como alguém que não se prende às vontades alheias, que quando quer, QUER e ponto final. Mas que também pode decidir que não quer cinco minutos depois, e sustentar essa mudança de ideia.
Fiquei feliz com a descrição que ela fez de mim porque eu me vejo muito assim. Mas muitas vezes o "como você se vê" não condiz com o "como os outros te vêem". Ainda mais na sociedade em que vivemos (daí a introdução). Somos pré-julgados pela nossa aparência e muitas vezes acabamos sendo quem as pessoas pensam que nós somos e não quem queremos ser ou quem realmente somos. Confuso?
Ter personalidade é uma dádiva hoje em dia! E também um trabalho difícil porque são poucos os que têm coragem de continuar buscando mais sempre. Poucos são os que têm coragem de mudar, de encarar novas possibilidades, de se reinventar e ainda assim bater o pé e dizer: ISSO TUDO SOU EU.
Li uma frase em um muro hoje que dizia "Somos vítimas da nossa própria falta de atitude." e ela me inspirou bastante, porque no fundo eu acho que ela resume boa parte dos problemas da nossa sociedade contemporânea, comodista e acomodada. Fico feliz em ser diferente, e mais ainda quando essa diferença é notada. Vivo para ser qualquer coisa, menos ordinária.
*Bee escreve hoje com certa inquietação política em seu coração. Será o clima das eleições?! Naaaah..
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3 de setembro de 2010
24 de agosto de 2010
Everything is changin'...
Acho que eu sou mesmo bipolar. Ou talvez simplesmente muito orgulhosa. Não sei ao certo.
Então, advinha quem reapareceu na minha vida esse fim de semana? Wild Cat! Sem namorada, é lógico. Queria sair, conversar.. Porque segundo ele, "a gente sempre se deu super bem". Resolvi dar corda e dizer que não podia sair porque estava sozinha em casa e alguém tinha que cuida do Jack. Prontamente ele se ofereceu para ir até a minha casa e levar pizza. Ooooi? Nem que ele levasse 10 litros de Haagen Daas de morango dessa vez!! Dei um fora bonito e me senti vingada! #scorpiofeelings
Sim, esse foi o cara por quem eu chorei durante uma semana antes de dormir. Foi o mesmo cara que me fez acreditar que eu era o problema. O mesmo que me fez perder o controle. O mesmo que me vez chegar ao fundo do poço. E sim, aquele mesmo que me fez ficar desesperada e deixar o Ator super preocupado porque eu precisava dele, porque ele me acalmaria.
Acontece que com um histórico desses, mesmo sendo o maior palhaço do mundo, eu fiquei mexida com essa nova investida do Wild Cat. Talvez por orgulho, talvez porque eu tenho o ego do tamanho de um bonde, talvez.. Talvez isso seja eu a aquela minha velha vontade autodestrutiva querendo me sabotar.
Ultimamente eu estou com a sensação de que tudo está mudando, com uma angústia... Que me faz fazer coisas idiotas. Que me faz afastar as pessoas quando o que eu mais quero é abraçar e nunca mais soltar. É colo, é carinho.. É a certeza de que nada mudou e de que eu não me joguei sem paraquedas a toa... Mais uma vez. Que me faz perguntar qual é o meu problema? Por que eu não posso simplesmente dizer eu te amo e ser feliz com isso? Porque eu estou cansada de mostrar o quanto que eu quero, e quando eu mais preciso de um feedback eu não ter. Isso me faz ter dúvidas e travar. E matar todo o progresso que eu já tinha feito. Isso acaba com a minha noite, mesmo depois de um dia quase perfeito!
#avrillavignefeelings
.
Então, advinha quem reapareceu na minha vida esse fim de semana? Wild Cat! Sem namorada, é lógico. Queria sair, conversar.. Porque segundo ele, "a gente sempre se deu super bem". Resolvi dar corda e dizer que não podia sair porque estava sozinha em casa e alguém tinha que cuida do Jack. Prontamente ele se ofereceu para ir até a minha casa e levar pizza. Ooooi? Nem que ele levasse 10 litros de Haagen Daas de morango dessa vez!! Dei um fora bonito e me senti vingada! #scorpiofeelings
Sim, esse foi o cara por quem eu chorei durante uma semana antes de dormir. Foi o mesmo cara que me fez acreditar que eu era o problema. O mesmo que me fez perder o controle. O mesmo que me vez chegar ao fundo do poço. E sim, aquele mesmo que me fez ficar desesperada e deixar o Ator super preocupado porque eu precisava dele, porque ele me acalmaria.
Acontece que com um histórico desses, mesmo sendo o maior palhaço do mundo, eu fiquei mexida com essa nova investida do Wild Cat. Talvez por orgulho, talvez porque eu tenho o ego do tamanho de um bonde, talvez.. Talvez isso seja eu a aquela minha velha vontade autodestrutiva querendo me sabotar.
Ultimamente eu estou com a sensação de que tudo está mudando, com uma angústia... Que me faz fazer coisas idiotas. Que me faz afastar as pessoas quando o que eu mais quero é abraçar e nunca mais soltar. É colo, é carinho.. É a certeza de que nada mudou e de que eu não me joguei sem paraquedas a toa... Mais uma vez. Que me faz perguntar qual é o meu problema? Por que eu não posso simplesmente dizer eu te amo e ser feliz com isso? Porque eu estou cansada de mostrar o quanto que eu quero, e quando eu mais preciso de um feedback eu não ter. Isso me faz ter dúvidas e travar. E matar todo o progresso que eu já tinha feito. Isso acaba com a minha noite, mesmo depois de um dia quase perfeito!
#avrillavignefeelings
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9 de fevereiro de 2010
Talvez não seja tão assim...
Ao que tudo indica, o romance da minha amiga com o médico cafa está indo de vento em popa. Fico feliz por ela, sério mesmo. Mas ao mesmo tempo, essa "sorte" dela me faz pensar que, no fim das contas, talvez o problema seja eu.
Ultimamente eu tenho estado tão preocupada em não me decepcionar, em não me envolver, que eu não deixo as pessoas entrarem na minha vida. Eu gosto, mas eu me fecho. Eu sigo regrinhas idiotas (mesmo sabendo que são idiotas), eu tento controlar tudo o tempo todo, eu faço joguinhos... Eu faço de tudo para não encarar a realidade: eu tenho medo. E aí, quando as coisas não dão certo, é muito mais fácil culpar o outro. Eu estou deixando esse medo tomar conta de todos os aspectos da minha vida e acabo vivendo pela metade... E vamos combinar? Essa não sou eu!
Devo mais essa ao Ator... Ele me fez ver isso no meio de uma conversa sincera de madrugada. Adoro as conversas com ele, sempre sai alguma coisa boa delas. Por mais que ele não se lembre, eu lembro, não estava tão bêbada assim (desculpa por te dito que estava...). Acontece que ele se tornou uma das poucas pessoas para quem eu mostro a minha alma, mesmo ele não sabendo disso (tá, agora você sabe, por favor não fique jogando isso na minha cara.. hahaha).
Eu gosto muito fácil das pessoas, e me envolvo mais fácil ainda, isso é fato! Mas eu venho jogando por tanto tempo, que sempre perco a hora de mostrar o quanto eu gosto, o quanto eu quero... e que eu não vou a lugar nenhum. Acho que essa foi a grande diferença entre mim e a Le: eu tratei o médico como um desafio; ela mostrou que se importava com ele, apesar de tudo. Isso e.. Bom... a compatibilidade astrológica deles: ele é escorpião e ela é peixes... E esses dois signos, apesar de serem o inferno astral um do outro, quando se encontram, não se desgrudam tão fácil... hehehe.. Ao contrário de gêmeos e escorpião, que só servem pra ficar se provocando.
24 de janeiro de 2010
Brincadeiras Perigosas
Ah! Nada como o verão! Calor, praia, sol, sal, pegação.. Junte férias a isso tudo e temos o Céu na Terra! Exageros à parte, demorei a perceber o quanto eu adoro janeiro e todo esse clima de azaração...
No meio da confusão do meu calendário acadêmico (agora sim estou de férias!), tirei 4 dias para viajar e conhecer um lugar diferente... Fui para Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, aqui no Rio... Um lugar lindo!! Mar azul, cenário paradisíaco, birita e zoeiras à noite... E ainda assim, ritmo de cidadezinha do interior, com cadeirinhas na calçada ao entardecer pra conversar com os vizinhos...
Amo praia e sempre passo um tempo sentada na areia, olhando o mar e... pensando na vida! Tempo demais, diga-se de passagem, porque eu sempre chego a conclusões que eu não queria chegar... E dessa vez não foi diferente... Numa noite, deitada na rede da varanda, bateu um friozinho na barriga gostoso e familiar. E a partir daí, me deparei perdida nos meus medos, nas minhas inseguranças. Uma briga entre cabeça e coração, razão e emoção... Mais uma...
Quando voltei para casa, encontrei com o Ator no msn e começamos a conversar, eu contando as coisas da viagem. Eu e o Ator temos conversado muito ultimamente... E foi então que ele sugeriu uma brincadeira: "e se...". É fácil: é só fazer perguntas como se fosse hipóteses e a outra pessoa responde, baseando-se nessas hipóteses. Porém, essa brincadeira tem um caráter muito perigoso, pois uma vez que você brinca com hipóteses, coisas que você nunca tinha pensado antes acabam se passando pela cabeça. Junte a isso os meus medos e inseguranças, e o que você tem? Uma noite em claro pensando "e se..."
Se toda brincadeira tem um fundo de verdade eu não sei... O que eu sei é que agora eu estou cheia de hipóteses sem respostas, que teimam em aparecer na minha mente a todo momento...
No meio da confusão do meu calendário acadêmico (agora sim estou de férias!), tirei 4 dias para viajar e conhecer um lugar diferente... Fui para Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, aqui no Rio... Um lugar lindo!! Mar azul, cenário paradisíaco, birita e zoeiras à noite... E ainda assim, ritmo de cidadezinha do interior, com cadeirinhas na calçada ao entardecer pra conversar com os vizinhos...
Amo praia e sempre passo um tempo sentada na areia, olhando o mar e... pensando na vida! Tempo demais, diga-se de passagem, porque eu sempre chego a conclusões que eu não queria chegar... E dessa vez não foi diferente... Numa noite, deitada na rede da varanda, bateu um friozinho na barriga gostoso e familiar. E a partir daí, me deparei perdida nos meus medos, nas minhas inseguranças. Uma briga entre cabeça e coração, razão e emoção... Mais uma...
Quando voltei para casa, encontrei com o Ator no msn e começamos a conversar, eu contando as coisas da viagem. Eu e o Ator temos conversado muito ultimamente... E foi então que ele sugeriu uma brincadeira: "e se...". É fácil: é só fazer perguntas como se fosse hipóteses e a outra pessoa responde, baseando-se nessas hipóteses. Porém, essa brincadeira tem um caráter muito perigoso, pois uma vez que você brinca com hipóteses, coisas que você nunca tinha pensado antes acabam se passando pela cabeça. Junte a isso os meus medos e inseguranças, e o que você tem? Uma noite em claro pensando "e se..."
Se toda brincadeira tem um fundo de verdade eu não sei... O que eu sei é que agora eu estou cheia de hipóteses sem respostas, que teimam em aparecer na minha mente a todo momento...
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