9 de fevereiro de 2010
Talvez não seja tão assim...
2 de fevereiro de 2010
Cafa é cafa e ponto final.
Aparentemente são inofensivos, mas alguns cafas conseguem fazer um estrago em nossas vidas. Gatos, sabem o que uma mulher quer ouvir, são charmosos, têm um beijo gostoso, são atenciosos... Te fazem se sentir uma rainha! O problema? É que eles fazem isso com as outras também... Já perdi a conta de quantos cafas eu já conheci na vida, e a maioria se encaixa nesse perfil. São os homens perfeitos... Para uma noite só! Mais do que isso, é problema na certa.
Recentemente, uma amiga ficou com um cafa que eu já tinha ficado. Cheguei até a escrever sobre ele aqui, o médico. Do fundo do meu coração, não me importo com isso, até porque já aconteceu há muito tempo atrás... O que acontece é que a amiga caiu na mesma lábia que eu caí, mesmo sabendo o final da minha história.
Isso foi o suficiente para me fazer pensar. Nós reclamamos que eles são cafas, mas muitas vezes nos envolvemos com eles mesmo sabendo disso. Acho que é uma mistura de curiosidade com desafio. Teoricamente, sabemos que cafas não se apaixonam, mas pode acontecer, certo?! E se for para acontecer justamente com você?? Será que vale arriscar?
Gosto de me arriscar, mas também gosto de saber onde eu estou me metendo. Ultimamente, eu estou muito medrosa, confesso. Mas é pelo simples fato de querer tanto me apaixonar de novo, que eu temo me apaixonar por qualquer cafa bonitinho que me der alguma atenção. E então eu prefiro ficar com o pé no chão mesmo.
Quanto à amiga... Esbarramos com o médico em uma outra balada, e ele acabou ficando com outra menina. A minha amiga ficou arrasada, se sentindo o último biscoito do pacote. Falei que a culpa não era dela, que ele é que é assim mesmo... Não adiantou muito. Ela então concluiu que tinha que deixar para lá.. E foi aí que o "caso" teve um reviravolta inesperada: o médico ligou para ela no dia seguinte, e eles saíram de novo... Ainda não sei o que resultou disso, mas tenho meu palpite... Cafa é cafa e ponto final. Não há mulher no mundo que consiga mudar isso...
24 de janeiro de 2010
Brincadeiras Perigosas
Ah! Nada como o verão! Calor, praia, sol, sal, pegação.. Junte férias a isso tudo e temos o Céu na Terra! Exageros à parte, demorei a perceber o quanto eu adoro janeiro e todo esse clima de azaração...
No meio da confusão do meu calendário acadêmico (agora sim estou de férias!), tirei 4 dias para viajar e conhecer um lugar diferente... Fui para Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, aqui no Rio... Um lugar lindo!! Mar azul, cenário paradisíaco, birita e zoeiras à noite... E ainda assim, ritmo de cidadezinha do interior, com cadeirinhas na calçada ao entardecer pra conversar com os vizinhos...
Amo praia e sempre passo um tempo sentada na areia, olhando o mar e... pensando na vida! Tempo demais, diga-se de passagem, porque eu sempre chego a conclusões que eu não queria chegar... E dessa vez não foi diferente... Numa noite, deitada na rede da varanda, bateu um friozinho na barriga gostoso e familiar. E a partir daí, me deparei perdida nos meus medos, nas minhas inseguranças. Uma briga entre cabeça e coração, razão e emoção... Mais uma...
Quando voltei para casa, encontrei com o Ator no msn e começamos a conversar, eu contando as coisas da viagem. Eu e o Ator temos conversado muito ultimamente... E foi então que ele sugeriu uma brincadeira: "e se...". É fácil: é só fazer perguntas como se fosse hipóteses e a outra pessoa responde, baseando-se nessas hipóteses. Porém, essa brincadeira tem um caráter muito perigoso, pois uma vez que você brinca com hipóteses, coisas que você nunca tinha pensado antes acabam se passando pela cabeça. Junte a isso os meus medos e inseguranças, e o que você tem? Uma noite em claro pensando "e se..."
Se toda brincadeira tem um fundo de verdade eu não sei... O que eu sei é que agora eu estou cheia de hipóteses sem respostas, que teimam em aparecer na minha mente a todo momento...
por ..bee.. às 15:04 3 tagarelas
13 de janeiro de 2010
Pegar o telefone dele ou não pegar: eis a questão!
Depois de uma breve ressaca pós ano novo, semana passada voltei à ativa. Não, não estou de férias, mas não resisto a uma baladinha de fim de semana. Estava com saudades de dançar, animada, embora as meninas estivessem desanimadas.
Noite de Ladies Free até meia-noite, tínhamos que chegar cedo porque com certeza ficaríamos um tempinho na fila. Dito e feito: mesmo chegando mais cedo do que o de costume, a ficamos na fila. Por mais que eu não goste de ficar esperando, o momento da fila é crucial. É onde se vê quem está entrando na boate, se tem alguém interessante, e no meu caso, é quando se fofoca com as meninas as últimas da semana, uma vez que elas são ocupadíssimas e só estão disponíveis no fim de semana mesmo.
Estávamos na fila quando eu avistei um belo exemplar masculino. Com cara de pirralho, sim, mas bonito... E como olhar não tira pedaço.. Entramos na boate e eis que eu o avisto perto do bar. Algumas trocas de olhares de leve, sorrisinho de lado, jogadinhas de cabelo... Estava me preparando para começar o jogo mesmo quando o vejo perto do bonde do short branco e abraçando uma das meninas.
(bonde do short branco = umas piriguetes que foram de short branco e camiseta preta para a boate. Nada contra short branco, porém, não acho roupa apropriada para noite...)
Isso foi um grande balde de água fria. Resolvi deixar pra lá e fomos para a pista de dança. Estávamos nos acabando ao som de Dangerous, do Akon, quando eu percebi que o gato estava de frente para mim. Continuei dançando como se nada tivesse acontecido. E foi então que eu o vi sorrindo. Olhei para trás discretamente para ver se não era com outra pessoa... E nada! Foi então que ele estendeu a mão para mim e ficou me olhando. Num impulso eu estiquei a mão e ele me puxou.
Veio com uma cantada fraca, mas original. Disse que o amigo dele duvidou que eu dava um beijo nele. Eu disse que não beijaria mesmo. Ele riu. Pediu desculpas. Se apresentou... Conversinha normal de boate, mas alguma coisa nele me chamou a atenção. Fomos para a área aberta da boate. Ficamos. Ele me disse que tinha 25, eu não acreditei. Ele era engraçado, divertido. A conversa fluía fácil.. Estudante de direito. Gostei do gato, confesso. Voltamos para a pista de dança. Ele ficou por perto. Depois disse que ia ao banheiro, achei que ia me dar um "perdido", mas voltou. Me abraçou e ficou assim um tempão... Fofo! Atencioso.
Como a noite estava chata para as meninas, elas quiseram ir embora. E como eu estava de carona... Tive que ir junto. Me despedi do gato várias vezes. Estava claro que eu não queria ir embora e que ele também não queria me deixar ir. E foi aqui que eu vacilei. Queria pedir o telefone dele, mas fiquei esperando ele pedir o meu, coisa que ele não fez.. Então eu passei o resto do fim de semana me xingando porque eu realmente gostei do gato.
O que me fez travar e não pedir o telefone dele foi medo. Medo do que ele pensaria de mim. Medo de estar forçando a barra. Medo de parecer muito desesperada. Mas pegar o telefone de um cara é mesmo motivo para tanta paranóia?
Perguntei para os meus amigos homens e eles disseram que acham legal quando é a mulher que toma a iniciativa... Mas eu me queimei feio as duas últimas vezes que resolvi tomar a iniciativa. E a minha pergunta permanece: quando é que você sabe se pode tomar a iniciativa ou não? Pois é.. Nessas horas que eu penso que deve ser difícil ser homem, considerando que nós sempre esperamos que eles tomem a iniciativa.
Sou a favor de arriscar mais uma vez, pois como diria a minha mãe: quem não arrisca não petisca. Portanto, a próxima vez que eu encontrar um gatinho com um bom papo na balada, eu crio coragem e pego o telefone dele.
por ..bee.. às 23:04 3 tagarelas
7 de janeiro de 2010
formspring.me
Curioso? quer saber mais de mim?! Pergunta em http://formspring.me/beevolgari
por ..bee.. às 21:28 0 tagarelas
16 de dezembro de 2009
Meu coração eu deixei naquela promessa
Um episódio ocorrido na Bahia que eu ainda não comentei aqui foi a promessa que eu fiz pro hippie... E a promessa que ele me fez de volta.
Estávamos dentro do ônibus ainda, quase chegando em Salvador. A animação e ansiedade era tanta que ficamos em pé, no corredor do ônibus, cantando musiquinhas idiotas. Foi então que o hippie passou por mim, colocou a mão na minha cintura e sussurrou no meu ouvido: "depois precisamos conversar". Como eu sou paranóica, fiquei inquieta! Lógico que fingindo calma, e me controlando para mostrar que eu tinha achado super normal essa atitude dele.
Pouco tempo depois, sentamos em dois lugares vazios, não juntos mas perto. Foi então que eu o peguei olhando para mim. Perguntei o que tinha acontecido e ele sorriu. Pediu para eu trocar de lugar e sentar do lado dele. Ele disse que estava preocupado comigo, que era o meu primeiro ENEARTE e que ele queria que eu me divertisse. Foi fofo. Confesso que notei certo brilho no olhar dele que eu já tinha reparado, mas até então achava que era besteira minha, e tentava ignorar. Conversamos. Percebi que era a hora da verdade, e que por mais que eu estivesse com medo, eu não tinha nada a perder. Disse que eu estava assustada e como medo pelo tanto que eu gostava dele. Olho no olho. Mãos tremendo. Pausa para responder. Ele me abraçou de novo. Só o que eu queria saber era se eu estava lendo ele errado, só o que eu queria saber era se ele gostava de mim.
Ele segurou a minha mão e ficou fazendo carinho. Disse que sim, abaixou a cabeça e depois me olhou com aqueles olhos castanhos lindos e reafirmou: "eu gosto de você". Me deu um beijo. Me senti em um filme, uma comédia romântica água com açúcar. Ele disse que não queria me ver triste porque isso também o deixava triste. Olho no olho o tempo inteiro.
E foi então que ele me pediu para prometer algo para ele. Grunhi um "humm" meio desconfiada, ele fez cara de sério. "Promete que não fica com nenhum cara que eu conheço?" Sorri. Fiz que sim com a cabeça. Fiquei encantada com o pedido: para mim era a certeza de que ele realmente se importava comigo. "Prometo!". Outro beijo, como se estivesse selando a promessa. "Mas assim você me dá o direito de te pedir alguma coisa também... Promete que não fica com nenhuma menina da faculdade?" e eu disse isso séria, olhando bem fundo nos olhos dele. Ele prometeu. Prometemos também que conversaríamos quando voltássemos ao Rio, independente do que acontecesse lá.
Analisando friamente a situação agora, acredito que o meu erro foi a importância que eu dei a essa promessa. Para mim, era como se ele tivesse assumido um compromisso comigo (o que não deixa de ser, na verdade). Mas era mais... Era a garantia de que ficaríamos juntos depois de tudo, porque eu estava disposta a tentar. Porque eu acreditava mesmo que dessa vez ia dar certo. Eu coloquei o meu coração nessa promessa...
Nem o hippie e nem eu cumprimos a promessa. Tentei ao máximo, mas no final, depois da escorregada dele, meu coração estava tão estilhaçado que eu desisti, que eu aceitei o "não era para ser". Ouvi todas as vozes da minha consciência recobrando o juízo e me dizendo: "você não devia ter baixado a guarda". Chorei baixinho à noite, para ninguém ouvir. Lamentei a minha sorte.
Verdade seja dita, meu coração estilhaçou em tantos cacos, que eu ainda estou tentando catá-los. Às vezes um dos cacos tem vontade própria e se encanta com alguém, afinal de contas ele ainda é um pedacinho de coração. Às vezes um dos cacos acha que pode ser um coração todo sozinho. E outras vezes as pessoas acabam achando um desses cacos e alguns resolvem ficar com ele, outros me devolvem. Meu coração ainda está em todas as partes, mas em cacos. O meu coração mesmo eu deixei naquela promessa.
6 de dezembro de 2009
O Ator e a traição
Acontece que o Ator tinha uma namorada e a traiu. Como todo homem, usou aquela boa e velha desculpa de que "a carne é fraca", tentou se justificar e não escondeu o erro. Achei legal ele ter feito isso. A namorada não; e virou ex. E então eu fiquei pensando o que eu faria se fosse comigo.
Desde pequenas somos doutrinadas a não trair e nem aceitar traição. Porque traição é ruim, é a maior vilã dos relacionamentos. Mas o que doi mais: a mentira ou a quebra de confiança?
Para mim é e sempre vai ser a mentira. Nada substitui a confiança quebrada, concordo, mas se o cara faz que nem o Ator e conta a verdade? Se ele admite um passo em falso, por que não perdoar?
Não estou defendendo a traição, estou apenas compartilhando um ponto de vista que eu sempre tive. Cada um sabe onde lhe aperta o calo, mas eu acho que perdoaria pelo simples fato de achar que vontades e desejos vêm e vão; o amor não. Resitir a um desejo pode ser prova de amor para uns, mas não para mim; eu passaria o resto da minha vida me perguntando o que poderia ter acontecido, e pensando na minha "tentação".
Sempre achei que sobreviver a uma traição, a um simples desejo, era prova de amor maior. Pode parecer confuso, ou filosofia de "mulher perfeita" dos anos 50, mas essas coisas acontecem e no fim das contas, ele (a) voltou para você, ele (a) te contou a verdade. Isso significa que ele (a) se importa com você, assim como o Ator se importava com a namorada.
Ninguém é perfeito e as tentações estão soltas pelo mundo, cabe a cada um saber como encará-las. Existem pessoas que simplesmente não nasceram para ser monogâmicas, mas isso não significa que elas não sabem o que é amar.
por ..bee.. às 22:34 2 tagarelas
Marcadores: bahia, relacionamentos, traição
16 de novembro de 2009
Quase perfeito
Ainda retomando às minhas fantasias de pré-adolescente... Sempre fui do tipo menininha romântica, que passava horas no quarto ouvindo N'Sync e sonhando acordada com o meu príncipe encantado... E em meio a esses meus sonhos, vivia pensando em como seria o encontro perfeito, aquele que faria com que eu me apaixonasse definitivamente... Era sempre aquele clichê: caminhar na praia, jantarzinho a luz de velas, ficar madrugada adentro conversando sem perceber a hora passar... E então a gente vai crescendo e entende que essas coisas planejadas não são tão legais, até porque as chances de não acontecer exatamente como se esperava é enorme, e isso acaba gerando frustração e decepção. E então, quando menos se espera, acontece: o encontro perfeito. O melhor dia da sua vida, e que você só vai se dar conta quando ele passar. O dia que, se fosse perfeito, você teria se apaixonado...
Já mencionei o Psicólogo aqui no blog, embora nunca tenha contado a nossa história de fato. Porém, como é uma história grande (e ainda sem fim), vou contar apenas um episódio: o nosso encontro perfeito que aconteceu por acaso. Estávamos em Salvador, Bahia, para um encontro de estudantes de artes. (O tal que eu mencionei aqui, em que o hippie também estaria, lembram?) Ficamos sabendo de um jazz que acontece no MAM de lá todo sábado, e eu como sou louca por jazz, fiquei mais do que tentada a ir. Para melhorar a situação, estava acontecendo uma exposição da Sophie Calle, artista que eu amo!
Como era o nosso último dia em Salvador, passei um tempo conversando com os amigos de lá e já em clima de despedida. Resultado? Perdemos a hora e acabamos chegando no MAM bem mais tarde do que eu planejava. Como eu fazia questão absoluta de ver a exposição, falei para os outros irem comprando o ingresso que assim que eu saísse da exposição eu iria para o jazz. E arrastei o Psicólogo comigo. "Você sabe quem é a Sophie Calle?", perguntei. E ele respondeu que não... e eu disse: "Então vai saber agora!"... A exposição se chamava "Cuide de Você", e é um trabalho que a Sophie fez baseado no email que seu ex escreveu ao terminar com ela... Bem feminina, bem sensível.. Linda, linda! Então, estava eu, maravilhada com aquilo tudo, quando olhei para o Psicólogo e vi que ele estava com lágrimas nos olhos... Ele tentou disfarçar, mas eu vi. E meu coração derreteu nessa hora. "Nossa... ele é sensível... a exposição realmente o tocou.", pensei eu. (Por pertencer a este meio artítico, gosto muito de ver o quanto as pessoas são tocadas pela arte, e principalmente por algo que particularmente me toca muito.)
Com todo mundo nos apressando, fomos pro jazz. Já estava rolando clima a semana inteira, mas o jazz foi o auge. Imagine um lugar com a sua música preferida, não só com vista para o mar, mas na beira do mar (literalmente), o céu super estrelado e boa companhia... Os dois conversando pelo olhar, sabendo exatamente o que cada um estava sentindo naquele momento. Eu o abracei por trás, ele encostou a cabeça no meu ombro. Fechei os olhos e curti um momento. Um solo de saxofone. O momento parecia perfeito para nós dois. A cumplicidade. Parece clichê, mas naquele momento para mim éramos só nós dois. O jazz acabou, nós voltamos para o acampamento. Olhares se encontraram. Nenhuma palavra foi dita, nenhum beijo trocado, mas algo aconteceu, os dois sentiram. E se nós estivéssemos em um mundo perfeito, eu teria me apaixonado naquele momento, naquele olhar.
por ..bee.. às 14:57 3 tagarelas
Marcadores: bahia, jazz, paixão, Psicólogo, Sophie Calle
4 de novembro de 2009
Homens comprometidos
Sempre fui o tipo de menina que não ficava com homem comprometido. Para mim sempre foi questão de princípio: quer ficar comigo? Então seja solteiro! Até que fiquei um pouco mais velha e comecei a pensar em quantos homens eu já não teria ficado que eram comprometidos e eu nunca soube... E aí o foco da questão mudou: eu não tenho obrigação nenhuma de saber se um cara tem namorada ou não... A não ser que ele me conte... E nesse caso, era um "bye bye, tchau, fui" garantido!
Até que chegou um ponto em que eu fiquei mais cínica e passei a não ligar mais para isso. Vamos encarar a realidade: para quem não quer se envolver, ficar com um homem comprometido é a melhor coisa do mundo! As regras do jogo são claras (é só uma vez e ponto final), a diversão é maior (que mulher nunca quis ser a outra?) e a intensidade também (principalmente porque existe a "segurança" de que ele não vai sair contando pra todo mundo).
O problema é quando bate uma ressaca moral no dia seguinte, e em meio a lembrança dos beijos (e algo a mais), vem a dor na consciência... Vem a vozinha que diz "ficar com homem comprometido é errado"... O consolo surge em meio a conversa com as amigas: quem tem namorada é ele, e não eu! Quem deve fidelidade é ele...
No entando, até onde um homem que tem namorada e fica com outra menina é comprometido? Estar namorando é uma coisa, estar comprometido é outra. É possível estar namorando sem se comprometer, e se comprometer sem estar namorando. Comprometimento é se preocupar com o outro, é não querer magoá-lo... É respeitar, é cuidar da relação. É mais uma questão de maturidade do que de amor ou paixão.
E se ele não é comprometido, por que eu deveria ser?
por ..bee.. às 21:08 3 tagarelas
22 de outubro de 2009
O meu gato: Jack
Chega de mansinho e me pede carinho, mas só quando ele quer. Se não dou comida, faz escândalo. Se ocupo o seu lugar, faz de tudo para que eu saia. Se eu não saio, faz cara de bravo e vai para a cama sozinho. Passa a noite fora, me deixa preocupada... e quando volta, age como se nada tivesse acontecido: deita na minha cama, me faz um carinho e fica tudo bem. É o dono da casa e sabe bem disso. E ai de mim se questionar sua liberdade: parece que sai de casa só de pirraça! É mimado, é mandão... Me faz de "gato e sapato", mas ainda assim é o homem da minha vida.
Aprendi o que sei sobre homens com ele. E sobre a liberdade também. Sobre o amor eu já sabia um pouco, mas ele levou o que eu sabia a um novo nível de compreensão. Expandiu meus horizontes e me fez enxergar outros pontos de vistas. O meu gato Jack.
Mulher burra que sou, percebi que a minha relação com ele é igual a que eu tenho com os outros homens da minha vida: me entrego e espero que ele faça o mesmo. Mulher burra que sou, cedo aos seus caprichos em troca de um pouco de carinho. Mulher burra que sou, lhe dou liberdade para que volte para mim sempre que quiser...
Mulher esperta que sou, deixo ele pensar que está no comando, e que me tem a qualquer hora... Mulher esperta que sou, faço o que ele quer pra ele sentir a minha falta quando não me tiver... Mulher esperta que sou, também valorizo muito a minha liberdade... Mas volto pra ele sempre que eu sinto saudades... Afinal de contas, já dizia o Jota Quest: "a nossa liberdade é o que nos prende".
por ..bee.. às 16:13 3 tagarelas
Marcadores: gato, homens, liberdade, mulher burra
