No auge dos meus 16 anos, eu o conheci. Garotinha boba, era a dona do mundo dentro do colégio, até resolver tentar a sorte em um outro. Colégio menor, mas mais assustador, afinal eu havia estudado no outro a minha vida inteira e todo mundo me conhecia. Ainda me sentia um peixinho fora d'água, querendo me adptar e ao mesmo tempo me descobrir, saber que eu era.
Eu o conheci nas Olimpíadas. Ele era o completo oposto de mim. Pisciano, tímido.. Enquanto eu estava sentada em uma roda de amigos, ele estava em um canto, apenas observando. Nossos olhares se cruzaram e eu comecei o meu jogo. Queria saber que era aquele cara. Alto, bonito, cabelos castanhos claros de cachinhos, olhos castanhos claros. Olhar marcante, mas carinha de assustado, de menino. Um amigo em comum nos apresentou e começamos a conversar em um grupo de 6 ou 7 pessoas. De repente eu percebi que as outras pessoas sumiram, e que nós estávamos sozinhos conversando há bastante tempo já. Gostei dele. Era o tipo de pessoa que conversava com os olhos. No final do dia, eu já estava falando que o amava.
As Olimpíadas eram na última semana de aula, e assim que acabaram, entramos de férias de meio de ano. Tratei de conseguir o msn dele e aí foi o real começo de tudo. Passávamos horas conversando dos assuntos mais variados possíveis: amor, filosofia, cultura inútil... Ele se tornou meu fiel companheiro das madrugadas de insônia. O Espantalho é uma das pessoas mais curiosas que eu conheço (e mais inteligentes também!): qualquer assunto é papo, qualquer oportunidade de aprender algo novo é lucro, qualquer pesquisa pode ser divertida! Ele era meu confidente. Falávamos besteiras, falávamos de coisas sérias. E eu já disse e repito: você quer conquistar um geminiano? Converse com ele! Converse muito e mostre que você consegue acompanhar o ritmo dele: ele vai estar nas suas mãos em dois tempos.
Eu adorava falar besteiras, sempre o deixava sem graça no início.. Mas depois ele se acostumou. Em uma dessas madrugadas à toa, eu lhe disse que ele era melhor que Jack Daniel's (sempre disse para ele que Jack Daniel's era o melhor amigo de toda mulher) e foi daí que veio o seu primeiro apelido: Jack. Gosto de dar apelidos às pessoas, gosto da noção de intimidade que isso nos dá, mas mais ainda gosto da ideia de ter um algo especial. O Espantalho veio depois de um episódio de Nip/Tuck, no qual uma mulher se suicidava na frente do amante porque ela descobriu um câncer de mama, e não queria "definhar" ou fazer a quimioterapia. Ela se despedia dele assim: "Adeus, Espantalho! De todas as pessoas desse mundo, você é de quem eu mais vou sentir falta.". Naquela noite, eu me despedi dele assim. E o apelido pegou. Jack Scarecrow: o meu Espantalho.
Como não podia deixar de ser, acabei me apaixonando pelo Espantalho. Ele foi a primeira pessoa para quem eu me declarei. Para quem eu disse com todas as letras: estou apaixonada por você. Sofri quando ele disse que não era recíproco. Chorei. Superei e comecei a namorar. Foi então que ele se descobriu apaixonado por mim. Mas eu não podia simplesmente largar o meu namorado, não podia não tentar viver uma outra história, não saber onde ela me levaria. Choramos juntos, lamentamos o desencontro e a ironia do destino. Poucos meses depois, eu terminei meu namoro. Corri para contar para o Espantalho, mas dessa vez era ele quem estava envolvido com alguém. Respeitei o espaço dele, assim como ele respeitou o meu. Mas continuamos amigos, continuamos por perto um do outro.
Ao longo de 6 anos, nos tornamos bons amigos. Daqueles que não estão o tempo todo juntos, mas que quando precisam sabem onde encontrar. Daqueles que estão sempre no pensamento um do outro, mesmo quando não estão por perto. No início do ano passado, estávamos ambos solteiros e resolvemos sair. Nada demais, uma tarde no shopping, com açúcar, café, boa conversa, boa companhia. Tive medo de arriscar alguma coisa, ele tentou, eu travei. Não sei ao certo o motivo. Tenho medo de magoar o Espantalho e perdê-lo. Tenho medo que o nosso tempo já tenha passado e que insistir nisso seja uma burrice.
Ao longo de 6 anos, tivemos muitos encontros e desencontros. Ele sempre esteve junto de mim em momentos bons, em momentos ruins, em momentos de crise. Ele é sempre uma constante na minha vida. Ele é o homem com quem eu posso contar. Ele é aquele cara que sempre me viu chorando por outros caras, aquele que dizia que os idiotas eram eles, que não me mereciam. Ele é um amigo com nenhum outro. Ele é a pessoa que me conhece e que me entende quando nem eu mesma me entendo. Ele é o meu Espantalho. Ele é ele! E sim, ele é o único homem de quem eu morroooooooo de ciúmes toda vez que me conta uma história sobre uma nova garota.
#amomto
17 de maio de 2010
5 de maio de 2010
Always the bride's made, never the bride
Musiquinha da Madonna que já dá o tom de como eu estou ultimamente, né?! E se a próxima coisa boa não for tão boa assim?! Chegou a hora de contar a história do WildCat aqui.
Nos conhecemos numa baladinha, como eu já falei. Me xinguei de burra e muito mais quando não peguei o telefone dele ou o msn. Acontece que o destino deu uma mãozinha ao acaso e... Duas semanas depois nos esbarramos na mesma balada. Fofo, ele veio falar comigo, perguntou porque eu não o adicionei no orkut e.. Conversa vai, conversa vem, ficamos e trocamos contatos. Noite ótima!
Continuamos aquele flerte por msn na semana seguinte, e acabamos marcando de sair. Íamos a um barzinho, mas chegando lá ele lembrou que tinha jogo do Flamengo, e então fui eu, toda trabalhada no salto alto e vestido vermelho fatal para um botequim ver jogo. Tudo bem, teria ido para a lua com ele se ele tivesse pedido! =X Chegamos no botequim, e a irmã dele e os amigos também estavam lá. Confesso que fiquei brochada. O que era pra ser um programinha casalzinho, acabou se tornando um programa de galera. Mas gostei de conhecer a irmã dele. Ela fui super simpática comigo, e acabou me deixando em casa depois.
Não sou o tipo de menina que coloca pressão para encontros acontecerem, ou que acha que só porque saiu mais de uma vez vai acontecer algo... Até porque o Carnaval era uma semana depois e ele já tinha comentado que iria para Diamantina. Sumi do mapa! Mas fiquei com gostinho de quero mais. Em um belo sábado a noite, saí para o videokê com umas amigas da época de colégio e resolvi mandar sms para ele, como quem não quer nada. Não foi a minha surpresa quando ele não respondeu.
Porém, dois dias depois recebi uma sms de volta, dizendo que ele estava sem crédito. Há essa altura, eu já estava pensando: "Beleza, tah na minha rede!". Continuei o contato e acabamos saindo de novo naquela semana.. Para uma festinha de medicina dessa vez.
Se ninguém percebeu isso ainda, eu sou usuária acídua de tecnologia. Tenho blog, msn, orkut, facebook, twitter e não sei viver sem meu celular ou internet. Assim sendo, meus contatos com as pessoas normalmente variam entre um desses meios de comunicação, raramente uso o telefone, a não ser que seja o celular. E dessa forma, fui mantendo contato com o WildCat. Achava fofo como ele sempre me respondia, sempre me chamando de linda. Vamos combinar? Quando você tem um cara que é praticamente galãzinho na cidade, que parece com o Zac Effron (daí o apelido), te respondendo sms e te "dando moral" (como nós dizemos aqui no Rio), o ego agradece, né?!
O auge dessa comunicação toda foi no feriado passado. Depois de alguns desencontros, ele disse que não viajaria no feriado e que poderíamos fazer alguma coisa. Como eu estaria sozinha em casa, convidei-o para assistir filme e beber vinho. Minhas amigas também iriam, então não teria "perigo". Ele foi um fofo! Levou os filmes, levou sorvete de morango para mim (eu falei que amava sorvete de morango na 1ª vez que a gente ficou). Ficamos de casalzinho a noite inteira, e ele fazendo questão de conversar com as minhas amigas, super interagindo, sem o menor problema. Pensei: "hum, esse é um achado!".
Domingo a noite, mando eu uma sms pro WildCat e começam os sinais de problema: ele não respondeu. Mulher burra que sou, ignoro os sinais e penso: "ah! ele deve estar sem créditos!". Eu sabia, mas queria ignorar os fatos. Aquela boa e velha história: se isso te faz feliz, não pode ser tão ruim. Esperei a semana inteira, e nada dele responder. Ignorando o bom senso e os conselhos das minhas amigas, na 5ª feira eu mandei um sms dizendo que iria em uma festinha de medicina com tequila (eu sabia que ele adora tequila). E nada do sujeito responder. Pensava que pelo menos ele apareceria na festa. E nada!
Ontem fui ver meu orkut, e quem tinha fuxicado? O próprio! Fui fuxicar de volta (mania!!!) e deixar um recadinho e advinha o que eu encontro?! Não é que o PALHAÇO está namorando?! UMA semana depois de ter ido lá em casa e sido todo fofo?!?! É nessas horas que eu lembro da Roberta do HTP: é tudo palhaço mesmo! Nem pra ter a descência de me dizer que está namorando...
Nos conhecemos numa baladinha, como eu já falei. Me xinguei de burra e muito mais quando não peguei o telefone dele ou o msn. Acontece que o destino deu uma mãozinha ao acaso e... Duas semanas depois nos esbarramos na mesma balada. Fofo, ele veio falar comigo, perguntou porque eu não o adicionei no orkut e.. Conversa vai, conversa vem, ficamos e trocamos contatos. Noite ótima!
Continuamos aquele flerte por msn na semana seguinte, e acabamos marcando de sair. Íamos a um barzinho, mas chegando lá ele lembrou que tinha jogo do Flamengo, e então fui eu, toda trabalhada no salto alto e vestido vermelho fatal para um botequim ver jogo. Tudo bem, teria ido para a lua com ele se ele tivesse pedido! =X Chegamos no botequim, e a irmã dele e os amigos também estavam lá. Confesso que fiquei brochada. O que era pra ser um programinha casalzinho, acabou se tornando um programa de galera. Mas gostei de conhecer a irmã dele. Ela fui super simpática comigo, e acabou me deixando em casa depois.
Não sou o tipo de menina que coloca pressão para encontros acontecerem, ou que acha que só porque saiu mais de uma vez vai acontecer algo... Até porque o Carnaval era uma semana depois e ele já tinha comentado que iria para Diamantina. Sumi do mapa! Mas fiquei com gostinho de quero mais. Em um belo sábado a noite, saí para o videokê com umas amigas da época de colégio e resolvi mandar sms para ele, como quem não quer nada. Não foi a minha surpresa quando ele não respondeu.
Porém, dois dias depois recebi uma sms de volta, dizendo que ele estava sem crédito. Há essa altura, eu já estava pensando: "Beleza, tah na minha rede!". Continuei o contato e acabamos saindo de novo naquela semana.. Para uma festinha de medicina dessa vez.
Se ninguém percebeu isso ainda, eu sou usuária acídua de tecnologia. Tenho blog, msn, orkut, facebook, twitter e não sei viver sem meu celular ou internet. Assim sendo, meus contatos com as pessoas normalmente variam entre um desses meios de comunicação, raramente uso o telefone, a não ser que seja o celular. E dessa forma, fui mantendo contato com o WildCat. Achava fofo como ele sempre me respondia, sempre me chamando de linda. Vamos combinar? Quando você tem um cara que é praticamente galãzinho na cidade, que parece com o Zac Effron (daí o apelido), te respondendo sms e te "dando moral" (como nós dizemos aqui no Rio), o ego agradece, né?!
O auge dessa comunicação toda foi no feriado passado. Depois de alguns desencontros, ele disse que não viajaria no feriado e que poderíamos fazer alguma coisa. Como eu estaria sozinha em casa, convidei-o para assistir filme e beber vinho. Minhas amigas também iriam, então não teria "perigo". Ele foi um fofo! Levou os filmes, levou sorvete de morango para mim (eu falei que amava sorvete de morango na 1ª vez que a gente ficou). Ficamos de casalzinho a noite inteira, e ele fazendo questão de conversar com as minhas amigas, super interagindo, sem o menor problema. Pensei: "hum, esse é um achado!".
Domingo a noite, mando eu uma sms pro WildCat e começam os sinais de problema: ele não respondeu. Mulher burra que sou, ignoro os sinais e penso: "ah! ele deve estar sem créditos!". Eu sabia, mas queria ignorar os fatos. Aquela boa e velha história: se isso te faz feliz, não pode ser tão ruim. Esperei a semana inteira, e nada dele responder. Ignorando o bom senso e os conselhos das minhas amigas, na 5ª feira eu mandei um sms dizendo que iria em uma festinha de medicina com tequila (eu sabia que ele adora tequila). E nada do sujeito responder. Pensava que pelo menos ele apareceria na festa. E nada!
Ontem fui ver meu orkut, e quem tinha fuxicado? O próprio! Fui fuxicar de volta (mania!!!) e deixar um recadinho e advinha o que eu encontro?! Não é que o PALHAÇO está namorando?! UMA semana depois de ter ido lá em casa e sido todo fofo?!?! É nessas horas que eu lembro da Roberta do HTP: é tudo palhaço mesmo! Nem pra ter a descência de me dizer que está namorando...
1 de maio de 2010
Descobri que sou muito boba...
Estava relendo as cartas que eu escrevi e não mandei e descobri que eu sou muito boba quando estou apaixonada. Faz tempo que eu sigo o Mulé Burra, mas ainda tinha a esperança de não me encaixar nesse padrão. No meu caso, acho que talvez isso se deva à minha mãe. Não, não quero culpar a minha mãe pelos meus problemas, só estou constatando um fato: o exemplo que eu tive dela.
Escorpiana, minha mãe é mulher intensa, que ama incondicionalmente. Casou com o 1º namoradinho mais sério que teve: meu pai, pisiciano indeciso. Passaram por poucas e boas juntos, e ela sempre acreditou que seria assim. Acho que ela teria enfrentado o mundo inteiro se soubesse que ia ser assim para sempre: os dois juntos.De certa forma, acho até que ela enfrentou. Quando todo mundo dizia para ela desistir, ela insistiu. Por ela, pelo meu pai, e por mim e pela minha irmã. Talvez ela tenha ido além dos limites dela, mas tenho certeza de que ela acreditava profundamente que estava fazendo a coisa certa, lutando pelo amor.
Meus pais perderam o 1º filho deles, meu irmão mais velho Fernando, quando ele tinha 2 aninhos. Os dois ficaram um caco, minha mãe não queria sair da cama mais e meu pai ia para casa cada vez menos. Nessa, meu pai acabou conhecendo um outra mulher, que tinha um filho com a idade do Fernando e eles tiveram um caso. Quando meu pai voltou com a minha mãe (sim, minha mãe sabia do caso e o aceitou de volta mesmo assim), tanto mamãe quanto a outra mulher descobriram-se grávidas. Mulher forte e decidida que é, minha mãe confrontou o meu pai e mandou ele escolher, porque com as duas ele não ficaria. Meu pai quis ficar com a minha mãe e eu. A outra mulher prometeu não interferir na nossa vida, e assim ela o fez. Minha mãe no entanto fazia questão de lembrar o meu pai que ele tinha outro filho além de mim. Sempre que eles saiam, e compravam alguma coisa para mim, compravam para o Vinícius também. Meu pai não quis muito contato com o meu irmão, mas quando crescemos, eu e a minha irmã conhecemos o Vinícius. Mais uma vez ressalto a força e a determinação da minha mãe: quem nos contou a história toda foi ela, e quem nos apresentou também.
Acredito que sou quem eu sou hoje devido à maneira como ela me criou. Minha mãe é uma leoa quando se trata de defender quem ela ama e o que ela acredita. Acho que sou um pouco assim também. Mas mais ainda, minha mãe é aquela mulher que faz de tudo por quem ela ama, para não ter arrependimentos, para que ela saiba que ela tentou de tudo, e se não deu certo era porque não era para ser mesmo. Talvez vocês a julguem como submissa demais, e eu confesso que por muito tempo eu a julguei assim também. Mas hoje eu vejo de uma maneira diferente. Minha mãe é aquela mulher que ama incondicionalmente. E eu... Eu sou aquela que compra roupinha para o bebê dele com a outra.
Sim, eu sou uma boba mesmo.
Escorpiana, minha mãe é mulher intensa, que ama incondicionalmente. Casou com o 1º namoradinho mais sério que teve: meu pai, pisiciano indeciso. Passaram por poucas e boas juntos, e ela sempre acreditou que seria assim. Acho que ela teria enfrentado o mundo inteiro se soubesse que ia ser assim para sempre: os dois juntos.De certa forma, acho até que ela enfrentou. Quando todo mundo dizia para ela desistir, ela insistiu. Por ela, pelo meu pai, e por mim e pela minha irmã. Talvez ela tenha ido além dos limites dela, mas tenho certeza de que ela acreditava profundamente que estava fazendo a coisa certa, lutando pelo amor.
Meus pais perderam o 1º filho deles, meu irmão mais velho Fernando, quando ele tinha 2 aninhos. Os dois ficaram um caco, minha mãe não queria sair da cama mais e meu pai ia para casa cada vez menos. Nessa, meu pai acabou conhecendo um outra mulher, que tinha um filho com a idade do Fernando e eles tiveram um caso. Quando meu pai voltou com a minha mãe (sim, minha mãe sabia do caso e o aceitou de volta mesmo assim), tanto mamãe quanto a outra mulher descobriram-se grávidas. Mulher forte e decidida que é, minha mãe confrontou o meu pai e mandou ele escolher, porque com as duas ele não ficaria. Meu pai quis ficar com a minha mãe e eu. A outra mulher prometeu não interferir na nossa vida, e assim ela o fez. Minha mãe no entanto fazia questão de lembrar o meu pai que ele tinha outro filho além de mim. Sempre que eles saiam, e compravam alguma coisa para mim, compravam para o Vinícius também. Meu pai não quis muito contato com o meu irmão, mas quando crescemos, eu e a minha irmã conhecemos o Vinícius. Mais uma vez ressalto a força e a determinação da minha mãe: quem nos contou a história toda foi ela, e quem nos apresentou também.
Acredito que sou quem eu sou hoje devido à maneira como ela me criou. Minha mãe é uma leoa quando se trata de defender quem ela ama e o que ela acredita. Acho que sou um pouco assim também. Mas mais ainda, minha mãe é aquela mulher que faz de tudo por quem ela ama, para não ter arrependimentos, para que ela saiba que ela tentou de tudo, e se não deu certo era porque não era para ser mesmo. Talvez vocês a julguem como submissa demais, e eu confesso que por muito tempo eu a julguei assim também. Mas hoje eu vejo de uma maneira diferente. Minha mãe é aquela mulher que ama incondicionalmente. E eu... Eu sou aquela que compra roupinha para o bebê dele com a outra.
Sim, eu sou uma boba mesmo.
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25 de abril de 2010
Glamour portenho
Oficialmente, amanhã, 26 de Abril, à partir das 11:22 começa a contagem: 1 mês para o meu aniversário! \o/ E é justamente devido a esse clima comemorativo que eu mudei o layout do blog para algo mais glamouroso! Afinal, 23 anos é puro glamour! hehehe
Bom, mamys está voltando de Buenos Aires hoje, então em breve estarei postando as impressões dela da cidade, e principalmente das compras portenhas, aqui no http://www.manualdafutilidade.blogspot.com/
Para quem não conhece, esse outro blog eu escrevo junto de dois amigos queridos sem os quais eu seria apenas mais uma garota fútil! Dicas de beauté, saúde, moda.. Vocês encontram tudo isso lá! Vale à pena dar uma conferidade na nossa futilidade! Hehehe...
Bom, mamys está voltando de Buenos Aires hoje, então em breve estarei postando as impressões dela da cidade, e principalmente das compras portenhas, aqui no http://www.manualdafutilidade.blogspot.com/
Para quem não conhece, esse outro blog eu escrevo junto de dois amigos queridos sem os quais eu seria apenas mais uma garota fútil! Dicas de beauté, saúde, moda.. Vocês encontram tudo isso lá! Vale à pena dar uma conferidade na nossa futilidade! Hehehe...
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23 de abril de 2010
Ready? Set. GO!
Responda rápido: relacionamento a distância funciona? E um quase relacionamento? (...) Ficaram confusos? Pois é, eu também. E o que fazer quando a chance de criar um relacionamento de fato é interrompida abruptamente por acaso do destino? Mais confuso ainda, né?
Tudo bem, explico. Passei por três momentos diferentes nas últimas quatro semanas e estou confusa. Em momentos de desespero, cheguei a postar aqui, tentanto me esclarecer. O fato é que tanto aconteceu que eu tive uma verdadeira "brain storm" e não consegui me concentrar em um só assunto para escrever aqui. Porém agora acho que consigo pelo menos esclarecer as coisas. Preparados? Vamos lá!
Tudo bem, explico. Passei por três momentos diferentes nas últimas quatro semanas e estou confusa. Em momentos de desespero, cheguei a postar aqui, tentanto me esclarecer. O fato é que tanto aconteceu que eu tive uma verdadeira "brain storm" e não consegui me concentrar em um só assunto para escrever aqui. Porém agora acho que consigo pelo menos esclarecer as coisas. Preparados? Vamos lá!
Na primeira semana, Nossa Senhora dos Celulares não colaborou comigo. Após um porre homérico de vodka com guaraná, fui deixada sozinha por 5 minutos. O suficiente para se fazer uma besteira: mandei mensagem para o Rato.. "te amo, seu idiota!". Como eu estava de porre, só fui lembrar disso no dia seguinte, quando recebi uma mensagem de volta: "como assim, você me ama?". Entrei em pânico, achei que tinha arruinado tudo e deixei o orgulho tomar conta de mim. Respondi que era coisa de bêbada e deixei para lá. Mas fiquei curiosa com o que ele pensava ou sentia. O Rato sempre foi muito sincero, mas não gosta de ser colocado contra a parede, apesar me colocar contra a parede o tempo todo. Precisava fugir disso. Não queria responder que era verdade mesmo, e que já o amava há um tempo.
Na segunda semana, problemas no paraíso. Rato tenso, cheio de problemas. Foi então que veio a bomba. Duas bombas eu diria, uma boa e outra ruim. Não podíamos ficar juntos, mas ele me amava. Foi como eu disse aqui. E uma dor sem tamanho tomou conta de mim. Como eu puder ser tão burra e orgulhosa? Eu já não tinha aprendido que orgulho não leva a lugar nenhum?!? Como eu pude imaginar que teríamos todo o tempo do mundo para viver, para estarmos juntos, para dizer "eu te amo"?
Quis me esconder a semana inteira. Só pensava em chorar. Foi aí que eu entendi a Bella (Crepúsculo). Cheguei ao fundo do poço. Queria externalizar essa dor de alguma forma física. Saí para dançar, me arrumei, mas era como se fosse uma experiência fora do corpo: não era eu. Estava com a minha melhor roupa, com o meu melhor salto alto, minha mais bonita maquiagem, meu cigarro na mão, minha pose de mulher fatal. Estava tudo lá, menos eu.
Na terceira semana, eu entendi que teria que esquecê-lo, custasse o que fosse. Aceitei que teria que me afastar por mais que eu não quisesse. Percebi que eu teria que ser gente grande e dar a volta por cima. Nos apaixonamos, mas não podemos ficar juntos. Truque do destino. Não só seria um relacionamento a distância, quanto teriam outras complicações.
Como se faz pra esquecer um quase amor? Mergulhe de cabeça na próxima coisa boa e dê adeus sem olhar para trás. E se a próxima coisa boa aparece na sua vida sem você pedir? Você aceita! Você entende que isso é um sinal, e que de certa forma, alguém está te dizendo: "você vai ficar bem.". A próxima coisa boa é o Wild Cat. (mais tarde conto a história dele, mas já adianto que ele foi mencionado aqui.
Na quarta semana, o alívio. Tudo não passou de alarme falso. Não existe mais nada que nos impeça de ficarem juntos, a não ser a distância. A distância é algo contornável. E agora? Acabou a dor, o sofrimento, a necessidade de esquecer. Mas os "eu te amo" voltaram a ser velados. A falta de certeza voltou a dominar. Lembrei de Vicky Cristina Barcelona: "Maria Helena used to say that only unfulfilled love can be romantic" (Maria Helena dizia que apenas o amor não realizado pode ser romântico). Talvez esse seja o nosso caso. Talvez não. Quero acreditar que não.
Na segunda semana, problemas no paraíso. Rato tenso, cheio de problemas. Foi então que veio a bomba. Duas bombas eu diria, uma boa e outra ruim. Não podíamos ficar juntos, mas ele me amava. Foi como eu disse aqui. E uma dor sem tamanho tomou conta de mim. Como eu puder ser tão burra e orgulhosa? Eu já não tinha aprendido que orgulho não leva a lugar nenhum?!? Como eu pude imaginar que teríamos todo o tempo do mundo para viver, para estarmos juntos, para dizer "eu te amo"?
Quis me esconder a semana inteira. Só pensava em chorar. Foi aí que eu entendi a Bella (Crepúsculo). Cheguei ao fundo do poço. Queria externalizar essa dor de alguma forma física. Saí para dançar, me arrumei, mas era como se fosse uma experiência fora do corpo: não era eu. Estava com a minha melhor roupa, com o meu melhor salto alto, minha mais bonita maquiagem, meu cigarro na mão, minha pose de mulher fatal. Estava tudo lá, menos eu.
Na terceira semana, eu entendi que teria que esquecê-lo, custasse o que fosse. Aceitei que teria que me afastar por mais que eu não quisesse. Percebi que eu teria que ser gente grande e dar a volta por cima. Nos apaixonamos, mas não podemos ficar juntos. Truque do destino. Não só seria um relacionamento a distância, quanto teriam outras complicações.
Como se faz pra esquecer um quase amor? Mergulhe de cabeça na próxima coisa boa e dê adeus sem olhar para trás. E se a próxima coisa boa aparece na sua vida sem você pedir? Você aceita! Você entende que isso é um sinal, e que de certa forma, alguém está te dizendo: "você vai ficar bem.". A próxima coisa boa é o Wild Cat. (mais tarde conto a história dele, mas já adianto que ele foi mencionado aqui.
Na quarta semana, o alívio. Tudo não passou de alarme falso. Não existe mais nada que nos impeça de ficarem juntos, a não ser a distância. A distância é algo contornável. E agora? Acabou a dor, o sofrimento, a necessidade de esquecer. Mas os "eu te amo" voltaram a ser velados. A falta de certeza voltou a dominar. Lembrei de Vicky Cristina Barcelona: "Maria Helena used to say that only unfulfilled love can be romantic" (Maria Helena dizia que apenas o amor não realizado pode ser romântico). Talvez esse seja o nosso caso. Talvez não. Quero acreditar que não.
Porém, a próxima coisa boa cresceu nessa semana. E me fez sorrir quando ninguém mais fazia. E me deixou confusa. A próxima coisa boa é realmente boa e isso me assusta porque me deixa dividida. Até porque, a próxima coisa boa está por perto, está presente. Responde meus sms, manda sms do nada. E me faz esquecer o Rato quando eu estou com ele.
Sim, estou confusa, muito confusa.
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12 de abril de 2010
"eu te amo" pode não ser o suficiente...
Ele disse "eu te amo". Uma, duas, três vezes. Disse, insistiu.
Eu acreditei.
Eu acredito. Também o amo. Mas existe tanta coisa acontecendo que eu nem sei.
Amo. Amo mesmo. Fiquei feliz quando ele disse que me ama também, que mulher não ficaria? Mas acho que nesse caso, "eu te amo" não é suficiente.
Sem querer criei esperanças, mesmo querendo não criar. "Não quero abrir mão de você", ele disse. "Não é justo comigo.". Concordo, disse isso para ele desde o início. Mas a questão é: ele assumiu um relacionamento. Não estou querendo ser hipócrita, sei bem que já disse aqui que já fiquei com homens comprometidos. Mas não quando o sentimento vai além de puro tesão.
Eu o amo. Amo mesmo. Mas não vou ficar sendo a outra.
Eu acreditei.
Eu acredito. Também o amo. Mas existe tanta coisa acontecendo que eu nem sei.
Amo. Amo mesmo. Fiquei feliz quando ele disse que me ama também, que mulher não ficaria? Mas acho que nesse caso, "eu te amo" não é suficiente.
Sem querer criei esperanças, mesmo querendo não criar. "Não quero abrir mão de você", ele disse. "Não é justo comigo.". Concordo, disse isso para ele desde o início. Mas a questão é: ele assumiu um relacionamento. Não estou querendo ser hipócrita, sei bem que já disse aqui que já fiquei com homens comprometidos. Mas não quando o sentimento vai além de puro tesão.
Eu o amo. Amo mesmo. Mas não vou ficar sendo a outra.
6 de abril de 2010
Receita para um coração partido
Lembra aquele post felizinho e apaixonadinho?! Então, se ele fosse papel estava rasgado e mil pedacinhos e queimado!
Sim, quebrei a cara! Me apaixonei, arrisquei e dancei... Estou começando a recolher os milhões de cacos que se espalharam por aí (de novo)... Não quero falar sobre isso ainda.
Receita para um coração partido:
- junte 3 ou 4 amigas, solteiras de preferência
- escolha uma balada boa
- coloque uma roupa que te faça sentir sexy (não esqueça o salto alto)
- flerte com todos os caras que você achar bonitinho, mas não fique com nenhum deles
- DANCE! Dance muito!!! Até seus pés ficarem doendo, até não sentir suas pernas, até perder a noção do mundo. Até sentir dor, muita dor. A dor física ajuda a esclarecer a emocional, e passa com um Dorflex ou Neosaldina.
Sim, quebrei a cara! Me apaixonei, arrisquei e dancei... Estou começando a recolher os milhões de cacos que se espalharam por aí (de novo)... Não quero falar sobre isso ainda.
Receita para um coração partido:
- junte 3 ou 4 amigas, solteiras de preferência
- escolha uma balada boa
- coloque uma roupa que te faça sentir sexy (não esqueça o salto alto)
- flerte com todos os caras que você achar bonitinho, mas não fique com nenhum deles
- DANCE! Dance muito!!! Até seus pés ficarem doendo, até não sentir suas pernas, até perder a noção do mundo. Até sentir dor, muita dor. A dor física ajuda a esclarecer a emocional, e passa com um Dorflex ou Neosaldina.
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4 de abril de 2010
Sobre homens...
Blog abandonado! u.u"
Não de propósito, juro! É só que ultimamente tem acontecido bastante coisa na minha vida, e eu podia dizer que estou sem tempo, mas na verdade, estou com preguiça mesmo. xD
Na tentativa de não pensar no que realmente está me incomodando e me deixando inquieta, resolvi escrever o resultado de uma pesquisa antropológica realizada nessas férias. É importante ressaltar que, apesar de eu me referir a esse estudo como uma pesquisa, não existe um fundamento científico: a pesquisa surgiu de uma conversa entre amigas, e da tentativa de compreender um pouco mais essas criaturas complexas que são os homens.
Responda sinceramente: quando você mulher quer arrasar em uma balada, qual é a roupa que você escolhe? Para mim, a resposta é óbvia - vestido vermelho. Porém, nem todas as minhas amigas concordaram: o vestido é unânime, mas a cor foi um ponto de discórdia. Resolvemos então fazer o teste, uma vez que era férias, e ninguém ia viajar...
Saímos todos os fins de semana. Sexta e sábado. Sempre tinha a menina com o vestido vermelho e a menina com o vestido preto. Variávamos o ambiente, variávamos os vestidos: a que estava
com o vestido vermelho na semana anterior usava o preto na seguinte, e vice-versa. E observávamos a reação das pessoas, principalmente a dos homens. Escolhíamos os alvos no início da noite, e deixávamos rolar. Nada de ataque direto, apenas uma troca de olhares, uma pequena aproximação, tudo para encorajar o "approach" do alvo. E noite após noite o resultado era o mesmo: a menina de vestido vermelho sempre conseguia atingir o seu alvo. A de preto conseguia às vezes. Outra observação importa era que, a de preto sempre tinha que aturar brutos e catiços da mais variada categoria achando que tinham uma chance com a gata. A de vermelho não.
A partir desses dados, chegamos a uma conclusão. Quando uma mulher sai de vermelho, ela toma para si o ar de femme fatale e o incorpora. Isso acaba intimidando os homens, e só aqueles
que são extremamente confiantes ou que se sentirem desafiados vão se aproximar. O que a coloca em um posição de poder: ela pode escolher quem ela quiser na balada que ela vai conseguir. Já a mulher de preto sempre faz sucesso na noite, mas não intimida tanto quanto a de vermelho. O vestido preto tem um impacto menor, digamos assim, o que faz com que qualquer um com uma dose de coragem a mais (leia-se álcool) se aproxime.
No entanto, o Ator como sempre é a exceção da minha teoria. Segundo ele, a mulher de preto é mais sexy, logo ele ia preferir chegar nela do que na de vermelho. Mas sei lá. A pesquisa foi uma maneira divertida de passar o tempo nas férias. Acho que no fundo no fundo, tudo depende mesmo da atitude, da postura e da vibe. Confesso que teve vezes que eu saí de preto e que eu estava muito mais confiante do que de vermelho, e consegui o meu alvo da noite mesmo assim. Mas tive que dispensar um monte de sapos antes de beijar o meu príncipe.
Enfim, quando o assunto é comportamente humano, existem milhares de teorias concretas e com embasamento científico. Mas eu sou uma observadora curiosa apenas, que manipula as teorias para ter os resultados que a agradam. =X
Não de propósito, juro! É só que ultimamente tem acontecido bastante coisa na minha vida, e eu podia dizer que estou sem tempo, mas na verdade, estou com preguiça mesmo. xD
Na tentativa de não pensar no que realmente está me incomodando e me deixando inquieta, resolvi escrever o resultado de uma pesquisa antropológica realizada nessas férias. É importante ressaltar que, apesar de eu me referir a esse estudo como uma pesquisa, não existe um fundamento científico: a pesquisa surgiu de uma conversa entre amigas, e da tentativa de compreender um pouco mais essas criaturas complexas que são os homens.
Responda sinceramente: quando você mulher quer arrasar em uma balada, qual é a roupa que você escolhe? Para mim, a resposta é óbvia - vestido vermelho. Porém, nem todas as minhas amigas concordaram: o vestido é unânime, mas a cor foi um ponto de discórdia. Resolvemos então fazer o teste, uma vez que era férias, e ninguém ia viajar...
Saímos todos os fins de semana. Sexta e sábado. Sempre tinha a menina com o vestido vermelho e a menina com o vestido preto. Variávamos o ambiente, variávamos os vestidos: a que estava
com o vestido vermelho na semana anterior usava o preto na seguinte, e vice-versa. E observávamos a reação das pessoas, principalmente a dos homens. Escolhíamos os alvos no início da noite, e deixávamos rolar. Nada de ataque direto, apenas uma troca de olhares, uma pequena aproximação, tudo para encorajar o "approach" do alvo. E noite após noite o resultado era o mesmo: a menina de vestido vermelho sempre conseguia atingir o seu alvo. A de preto conseguia às vezes. Outra observação importa era que, a de preto sempre tinha que aturar brutos e catiços da mais variada categoria achando que tinham uma chance com a gata. A de vermelho não.
A partir desses dados, chegamos a uma conclusão. Quando uma mulher sai de vermelho, ela toma para si o ar de femme fatale e o incorpora. Isso acaba intimidando os homens, e só aqueles
que são extremamente confiantes ou que se sentirem desafiados vão se aproximar. O que a coloca em um posição de poder: ela pode escolher quem ela quiser na balada que ela vai conseguir. Já a mulher de preto sempre faz sucesso na noite, mas não intimida tanto quanto a de vermelho. O vestido preto tem um impacto menor, digamos assim, o que faz com que qualquer um com uma dose de coragem a mais (leia-se álcool) se aproxime.
No entanto, o Ator como sempre é a exceção da minha teoria. Segundo ele, a mulher de preto é mais sexy, logo ele ia preferir chegar nela do que na de vermelho. Mas sei lá. A pesquisa foi uma maneira divertida de passar o tempo nas férias. Acho que no fundo no fundo, tudo depende mesmo da atitude, da postura e da vibe. Confesso que teve vezes que eu saí de preto e que eu estava muito mais confiante do que de vermelho, e consegui o meu alvo da noite mesmo assim. Mas tive que dispensar um monte de sapos antes de beijar o meu príncipe.
Enfim, quando o assunto é comportamente humano, existem milhares de teorias concretas e com embasamento científico. Mas eu sou uma observadora curiosa apenas, que manipula as teorias para ter os resultados que a agradam. =X
22 de março de 2010
Borboletas sempre voltam...

(na foto: tio Virgílio [camisa cinza], tio Nilton [camisa branca] e vovô Jorge.)
Não acho que as pessoas deviam morrer. Ou bichos. Ou coisas. Não acho que ninguém devia ser obrigado a lidar com a morte. Acho que chegado o momento, devia-se simplesmente virar uma borboleta. Linda, colorida, feliz. Que voaria para o céu e nunca mais se veria. Mas se teria a certeza de que ela está bem. Adoraria virar uma borboleta e borboletear por aí, livre. Voltaria quando sentisse saudades, e tenho certeza de que os meus, aqueles que também sentem saudades de mim, saberiam me identificar em um milhão de outras borboletas.
Ninguém sabe lidar com a morte. Mesmo que ela seja esperada, mesmo que seja indolor, sempre fica algo. Sempre é triste. Sempre é despedida para sempre. Mas talvez nós só sintamos isso porque a nossa sociedade cultua a morte, as despedidas. Acho velório e enterro desnecessário. Não gosto de lembrar das pessoas ali, deitadas em um caixão. Em toda a minha vida, só estive em três velórios, e em nenhum dos três eu quis ver o morto. Prefiro lembrar da vida, dos sorrisos, das coisas boas.
No entanto, cada um lida com a morte de um jeito. E a sente também. A minha família cozinha. Não sei se é tradição, se os meus bisavós e tataravós faziam assim, só sei que nós o fazemos. Acho que é um jeito de cuidarmos uns dos outros e de certa formas dizermos que as coisas ficarão bem. Cozinhamos porque talvez a comida seja uma forma de celebrar a vida. Cozinhamos um batalhão de comida e nem sabemos para quem, porque nunca conseguimos comer. Ficamos sentados a mesa, olhando uns para os outros, como se tivéssemos nos confortando. A morte dói. A ausência, o silêncio.
Meu tio-avô faleceu essa manhã. Eu estava apenas começando a conhecê-lo. Mas de certa forma, fico feliz que eu o tenha conhecido. Que tenha conversado com ele, me emocionado. Que tenha lhe proporcionado a felicidade de ver a família reunida, pelo menos mais uma vez. Tem horas que eu acho que ele fez de propósito, sabe? Eu só conheci meu outro tio-avô e primos (muitos primos) por causa dele. Não vou esquecer nunca os momentos felizes no sítio em JF ou o almoço há 2 semanas atrás. Tinha tanto que eu ainda queria aprender com ele! Sempre sorrindo, fazendo caretas, preocupado se nós estávamos nos divertindo. Pescando no seu lago, pelo simples prazer de pescar, porque soltava os peixes depois. A conversa silenciosa, a permissão para entrar naquele mundo só dele, o sorriso. No rosto uma expressão de alguém que já tinha vivido poucas e boas, mas que se orgulhava disso. O último abraço. Gostoso!! E a promessa de que faríamos reuniões de família mais vezes...
É, tio Virgílio! Quem sabe quando eu virar uma borboleta também?!
Não acho que as pessoas deviam morrer. Ou bichos. Ou coisas. Não acho que ninguém devia ser obrigado a lidar com a morte. Acho que chegado o momento, devia-se simplesmente virar uma borboleta. Linda, colorida, feliz. Que voaria para o céu e nunca mais se veria. Mas se teria a certeza de que ela está bem. Adoraria virar uma borboleta e borboletear por aí, livre. Voltaria quando sentisse saudades, e tenho certeza de que os meus, aqueles que também sentem saudades de mim, saberiam me identificar em um milhão de outras borboletas.
Ninguém sabe lidar com a morte. Mesmo que ela seja esperada, mesmo que seja indolor, sempre fica algo. Sempre é triste. Sempre é despedida para sempre. Mas talvez nós só sintamos isso porque a nossa sociedade cultua a morte, as despedidas. Acho velório e enterro desnecessário. Não gosto de lembrar das pessoas ali, deitadas em um caixão. Em toda a minha vida, só estive em três velórios, e em nenhum dos três eu quis ver o morto. Prefiro lembrar da vida, dos sorrisos, das coisas boas.
No entanto, cada um lida com a morte de um jeito. E a sente também. A minha família cozinha. Não sei se é tradição, se os meus bisavós e tataravós faziam assim, só sei que nós o fazemos. Acho que é um jeito de cuidarmos uns dos outros e de certa formas dizermos que as coisas ficarão bem. Cozinhamos porque talvez a comida seja uma forma de celebrar a vida. Cozinhamos um batalhão de comida e nem sabemos para quem, porque nunca conseguimos comer. Ficamos sentados a mesa, olhando uns para os outros, como se tivéssemos nos confortando. A morte dói. A ausência, o silêncio.
Meu tio-avô faleceu essa manhã. Eu estava apenas começando a conhecê-lo. Mas de certa forma, fico feliz que eu o tenha conhecido. Que tenha conversado com ele, me emocionado. Que tenha lhe proporcionado a felicidade de ver a família reunida, pelo menos mais uma vez. Tem horas que eu acho que ele fez de propósito, sabe? Eu só conheci meu outro tio-avô e primos (muitos primos) por causa dele. Não vou esquecer nunca os momentos felizes no sítio em JF ou o almoço há 2 semanas atrás. Tinha tanto que eu ainda queria aprender com ele! Sempre sorrindo, fazendo caretas, preocupado se nós estávamos nos divertindo. Pescando no seu lago, pelo simples prazer de pescar, porque soltava os peixes depois. A conversa silenciosa, a permissão para entrar naquele mundo só dele, o sorriso. No rosto uma expressão de alguém que já tinha vivido poucas e boas, mas que se orgulhava disso. O último abraço. Gostoso!! E a promessa de que faríamos reuniões de família mais vezes...
É, tio Virgílio! Quem sabe quando eu virar uma borboleta também?!
19 de março de 2010
Taking chances
Tal qual Don Juan de Marco, esta geminiana aqui sofre de um romantismo incurável. Porém já tinha desistido do amor há um tempo. Estava mais focada no lado prático da questão e julgava estar me saindo muito bem, até que eu o conheci. Não sei ao certo o que me acontece, acho que é ironia do destino mesmo, que toda vez que eu estou segura o suficiente de uma questão a ponto de cair no cinismo, algo acontece e me sacode. Me abala as estruturas e me faz repensar. Agradeço por isso, sério mesmo!
Eu o conheci e nem dei muita atenção ao fato. Conversávamos horas pelo msn. Era divertido. Escorpiano (sempre!!), inteligente, me fazia rir. Para alguém que se apaixona como quem troca de roupa, era um desafio e tanto. Sorte não tê-lo por perto. E foi então que ele lançou o desafio máximo: "olha, eu tenho que te avisar que eu não sou o tipo de cara por quem uma menina deve se apaixonar.". Tudo bem, eu não ia ficar por baixo: "Acontece que eu já sou bem grandinha para saber onde eu posso ou não pisar. Mas tudo bem, você me avisou, pode ter a sua consciência limpa. Agora é por minha conta e risco..."
Também não me considero "girlfriend material", sabe? Tenho mil e um defeitos, inclusive o meu cinismo recém-adquirido. Mas tinha algo nele que me testava... Tinha vontade de fazê-lo engolir aquelas palavras... Não se apaixona?! Vamos ver!! E então veio o jogo. Desafio maior ainda: quem faz quem se apaixonar primeiro... Sim, eu quero o que eu não posso ter. Coisa de menina mimada, eu sei. Mas se eu quero, eu vou fazer de tudo para conseguir.
O que ninguém te avisa é que, para tentar ganhar esse jogo, você tem que se envolver, para ganhar a confiança alheia. E quanto mais você se envolve, mais você acaba se entregando também... E eu fui me envolvendo, com o intuito de tirar a armadura dele. Fui me envolvendo sem perceber. Ainda achava que tinha tudo sob controle, tentando manter a distância. Até que conversávamos todos os dias no msn, sobre tudo e sobre nada. Até que vieram sms, depos no orkut. Até que eu fui viajar, e ganhei um sms dele em pleno sábado a noite, antes de sair para a farra. Até que os sms ficaram cada vez mais constantes. Até que eu passei a sentir a falta dele. E ele começou a habitar meus pensamentos antes de eu ir dormir...
Fui me envolvendo até não ter mais volta, e não percebi. Até que o cara irritante, arrogante, convencido, se mostrou um grande amigo. Um homem com jeitinho de garoto, faceiro, cheio de vida. Até eu ficar encantada com a sinceridade dele e com o quanto nos combinávamos. Até eu perceber que esse escorpiano irritante, de repente podia ser tudo o que o médico prescreveu para essa geminiana desiludida. Agora não tem mais volta.
Eu o conheci e nem dei muita atenção ao fato. Conversávamos horas pelo msn. Era divertido. Escorpiano (sempre!!), inteligente, me fazia rir. Para alguém que se apaixona como quem troca de roupa, era um desafio e tanto. Sorte não tê-lo por perto. E foi então que ele lançou o desafio máximo: "olha, eu tenho que te avisar que eu não sou o tipo de cara por quem uma menina deve se apaixonar.". Tudo bem, eu não ia ficar por baixo: "Acontece que eu já sou bem grandinha para saber onde eu posso ou não pisar. Mas tudo bem, você me avisou, pode ter a sua consciência limpa. Agora é por minha conta e risco..."
Também não me considero "girlfriend material", sabe? Tenho mil e um defeitos, inclusive o meu cinismo recém-adquirido. Mas tinha algo nele que me testava... Tinha vontade de fazê-lo engolir aquelas palavras... Não se apaixona?! Vamos ver!! E então veio o jogo. Desafio maior ainda: quem faz quem se apaixonar primeiro... Sim, eu quero o que eu não posso ter. Coisa de menina mimada, eu sei. Mas se eu quero, eu vou fazer de tudo para conseguir.
O que ninguém te avisa é que, para tentar ganhar esse jogo, você tem que se envolver, para ganhar a confiança alheia. E quanto mais você se envolve, mais você acaba se entregando também... E eu fui me envolvendo, com o intuito de tirar a armadura dele. Fui me envolvendo sem perceber. Ainda achava que tinha tudo sob controle, tentando manter a distância. Até que conversávamos todos os dias no msn, sobre tudo e sobre nada. Até que vieram sms, depos no orkut. Até que eu fui viajar, e ganhei um sms dele em pleno sábado a noite, antes de sair para a farra. Até que os sms ficaram cada vez mais constantes. Até que eu passei a sentir a falta dele. E ele começou a habitar meus pensamentos antes de eu ir dormir...
Fui me envolvendo até não ter mais volta, e não percebi. Até que o cara irritante, arrogante, convencido, se mostrou um grande amigo. Um homem com jeitinho de garoto, faceiro, cheio de vida. Até eu ficar encantada com a sinceridade dele e com o quanto nos combinávamos. Até eu perceber que esse escorpiano irritante, de repente podia ser tudo o que o médico prescreveu para essa geminiana desiludida. Agora não tem mais volta.
"Você não sabe sobre o meu passado
E eu não tenho uma certeza de futuro
E talvez isso esteja indo rápido demais
E talvez não vá durar
Mas o que você me diz de correr o risco?
O que me diz de pular do penhasco?
Sem saber se é vai ter chão lá embaixo
Ou uma mão para te segurar, ou o inferno
O que vc me diz?"*
*tradução da música Taking Chances
E eu não tenho uma certeza de futuro
E talvez isso esteja indo rápido demais
E talvez não vá durar
Mas o que você me diz de correr o risco?
O que me diz de pular do penhasco?
Sem saber se é vai ter chão lá embaixo
Ou uma mão para te segurar, ou o inferno
O que vc me diz?"*
*tradução da música Taking Chances
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