31 de dezembro de 2010

Faça um pedido, garotinha: 2011 espera por você!

por ..bee.. às 01:33 1 gritos de felicidade
É piegas e clichê, mas eu quero começar esse post agradecendo a este ano que chega ao fim. 2010 para mim foi um ano completo! Um ano para descobrir mais de mim mesma, um ano para eu ser mais eu mesma.

Foi um ano para eu me enxergar mais como gente grande, apesar de continuar sendo a mesma garotinha mimada na maioria das vezes. De ter mais independência, mais confiança, de saber mais o que eu quero (e de mudar de ideia no minuto seguinte).

Foi um ano intenso, bem do jeitinho que eu gosto. Conquistas, perdas, lutas, sofrimento.. Temperado com amor, paciência (na maioria das vezes), força de vontade.. E recheado de gritos no travesseiro para não enlouquecer!

Quis ser alguém que eu não era e fiz #alocka pela noite, acordando no dia seguinte com aquele gosto amargo do arrependimento. Tentei seguir a filosofia de outros e acabei perdendo um bom amigo e tendo a certeza de que errar é humano, mas é sempre melhor errar pelas próprias pernas do que pelas dos outros.

Tomei porres homéricos, cheguei ao fundo do poço, passei dias de cama, fiquei doente, me irritei.. Levei meu corpo ao seu limite, e sobrevivi. Resisti às adversidades e cresci.

Cantei, dancei, chorei tanto de alegria quanto de tristeza. Me senti viva e gritei até minha garganta doer. Me achei dona do mundo, fui dona da verdade algumas vezes e também estive errada. Encontrei felicidade onde eu menos esperava, e tristeza também. Fui ao céu em um segundo apenas pra cair diretamente para o purgatório no segundo seguinte.

Conquistei um novo amor e para ele eu guardei o melhor de mim. Ganhei novos amigos que mesmo morando longe estão sempre presentes em minha vida. Reafirmei meus laços de amizade com velhos amigos, reencontrei outros em lugares inesperados.

Vivi. Momentos bons, momentos ruins, mas todos intensamente. Não quero dizer que 2010 vai ser um ano difícil de superar, mas com certeza, foi um ano inesquecível! E de 2011, por enquanto eu só quero uma coisa: vida!!!! O resto é lucro!

Feliz 2011!!!

23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

por ..bee.. às 22:15 1 gritos de felicidade
Então que eu resolvi fazer o post de Natal com os meus filmes de Natal preferidos e as suas verdades, não que eu não deseje aquilo tudo que todo mundo sempre deseja no Natal, mas, eu queria algo mais original.. E como é dito em "Simplesmente Amor": "é Natal, e no Natal as pessoas falam a verdade..."

Histórias de amor acontecendo ao mesmo tempo em Londres, em plena época de Natal.. Estranhos se apaixonando, pessoas se conhecendo, e muitos beijos debaixo do visgo.. Simplesmente Amor

*tudo o que eu quero de Natal é você*



Um história que tinha tudo para dar errado, mas que acaba dando certo, e de alguma maneira sempre me faz pensar que tudo é possível nessa época de Natal.. O Amor Não Tira Férias

*eu tenho outra perspectiva pra você - eu estou apaixonada por você. Peço desculpas pela explosão, mas por mais problemático que esse fato seja, eu estou apaixonado... por VOCÊ. E eu não estou sentindo isso porque você está indo embora, e não porque é bom me sentir assim... O que, a propósito é bom, ou era antes de você fugir assim. Eu não posso resolver a matemática disso, eu só sei que eu te amo. E eu não acredito quantas vezes eu estou dizendo isso! Eu nunca achei que me sentiria assim de novo, então isso é bastante incrível. E eu entendo que eu venho com uma bagagem: 3 pelo preço de 1. Eu conheço a minha bagagem, talvez na luz do dia não seja tudo perfeito, mas eu finalmente sei o que eu quero e, só isso já é um milagre. E o que eu quero é VOCÊ.*



E claro, o mais clássico dos filmes de Natal.. Milagre na rua 34

*eles dizem que ver é acreditar, mas a verdade é que o mundo se uniu através de coisas que não se podem ver...*


Vocês acreditam em Papai Noel?! Eu acredito!

Boas Festas!

;)

12 de dezembro de 2010

ausência...

por ..bee.. às 22:31 3 gritos de felicidade
Hoje eu quero escrever sobre qualquer coisa que não seja o meu maldito trabalho sobre arte e curadoria...

Me bateu a bad vibe ontem, conversando com um amigo que tem um relacionamento a distância. Aliás, parece que ultimamente todo mundo tem um. Cada caso é um caso: é igual quando você descobre que tem uma doença e começa a pesquisar na internet sobre isso; exceto que eu não comecei a pesquisar sobre relacionamentos a distância, mas ainda assim as histórias começaram a vir.

São milhões de opiniões e eu tendo sempre ter em mente que cada caso é um caso, que depende muito das pessoas que estão envolvidas, do quanto se está disposto a fazer acontecer. Se em um relacionamento físico, mesmo com toda vontade e amor do mundo às vezes é complicado, imagina em um relacionamento a distância?

De tudo, o que mais me incomoda é a ausência. Não a ausência física, essa por mais que incomode é controlável.. Mas a ausência emocional, digamos assim, é insuportável. A ausência dos papos, do cuidado, da atenção. É essa ausência que dá asas a imaginação e faz com que você acredite que está nessa sozinha. Que fique se perguntando se ele também não sente falta, e se sente, por que não faz nada para mudar a situação? Essa é a ausência que mais dói, porque de uma maneira ou de outra, é ela que está afastando vocês. E isso preocupa.

=X

9 de novembro de 2010

De Salvador, com amor!

por ..bee.. às 22:30 3 gritos de felicidade
Uma das conquistas femininas mais importantes do século XX foi, sem dúvida alguma, o direito pelo nosso próprio corpo. A revolução sexual e o anticoncepcional mudaram a história, nos dando maior confiança e consciência do nosso próprio corpo. No entanto, ainda hoje, muitas mulheres não sentem essa liberdade toda devido à forma como foram criadas: mulheres têm que ser recatadas! Mulher escandalosa, consciente do corpo é mulher da vida, piriguete e afins. E ultimamente, eu percebi que alguns problemas que eu tenho em relação a minha imagem estão atrelados a estes conceitos.

Das muitas coisas boas que eu troxe de Salvador ano passado (lembranças, peguete, bijuterias...), uma das melhores foi sem dúvida alguma a consciência do meu corpo. Ir para Salvador foi uma coisa inquestionável para mim: estava desde janeiro falando que iria, para já convencer mãe e namorado de que eu não mudaria de ideia e que isso não era "fogo de palha". Por sorte (ou não), em março o namorado virou ex e não era mais um obstáculo: agora só faltava minha mãe. Uma semana, sozinha em Salvador, acampando para um encontro de estudantes de artes. Eu não sabia o que esperar, como sobreviver ou nem sequer o que colocar na mala! Eu só sabia que eu IA.

Chegando lá, depois do choque inicial da situação, comecei a me questionar como eu iria sobreviver àquela semana: pessoas desconhecidas, com os hábitos mais diversos e diferentes dos meus, sotaques, estilos, opções... Lembrei de um outdoor e fiz dele meu lema: Sorria! Você está na Bahia! E depois da primeira festa, resolvi me permitir e vivenciar essa experiência única na minha vida! E foi aí que eu ganhei consciência de mim. Me vi sozinha em meio a uma multidão que ainda assim me enxergava, onde eu podia ser eu mesma, sem precisar me esconder. E a sensação de liberdade que isso me trouxe foi incrível. E irreversível: tive meu Woodstock particular. Acordava, sentava na frente da barraca alheia e ficava fazendo preguiça até todo mundo acordar. Ia dormir com a barraca aberta devido ao calor e a música rolando lá embaixo. Andava pelo acampamento e não faltavam convites para se juntar a alguém cantando uma musica, fazendo uma brincadeira e até mesmo indo ao Pelourinho e visitando a cidade.

Conheci pessoas incríveis, com vivências outras que a minha, mas que estavam ali querendo conhecer pessoas, trocar ideias, experiências. E no meio de todas essas novas experiências, cada vez mais meu corpo se libertava da timidez, até que o inevitável aconteceu: o banho no contêiner. Entrar naquele espaço, tirar a roupa e tomar banho. Na frente de amigas, de desconhecidas, sem me preocupar se estavam reparando em mim, se eu estava em forma. Simplesmente tomar banho. Sim, isso foi libertador.

Quando eu digo que Salvador mudou a minha vida e a minha relação com o meu corpo, é por isso. Não que eu tenha o corpo perfeito, não que eu não queira perder peso, ou diminuir uma área ou outra. Mas eu sei o corpo que eu tenho e não tenho vergonha dele. Foi quando eu realmente tomei consciência de mim, como ser humano, como estudante, como membro de uma comunidade, como mulher... Foi a primeira vez que eu fui livre! E a liberdade pode ser bastante viciante, experimenta!

31 de outubro de 2010

...

por ..bee.. às 23:49 3 gritos de felicidade
Era madrugada e ela não conseguia dormir. Muito em breve o relógio despertaria anunciando um novo dia e a mesma rotina. Mais um dia chegaria, mais tempo para contar a saudade. Um mês desde os últimos beijos antes de entrar no ônibus...

Sentiu o coração apertado diante da lembrança e uma lágrima escorrendo pelo rosto. Levantou da cama e acendeu a luz, abriu a gaveta e achou em seu fundo a camisa dele. A camisa que ele lhe tinha dado. A camisa que para ele era especial e por isso mesmo a fez ficar comovida. Ela só tinha pedido uma camisa velha para abraçar nas horas de saudade e ele lhe dera uma com história. Uma história que ele contou com detalhes. Ele permitiu que ela fizesse parte de sua vida assim.

Lembrou dos dois deitados na cama abraçados, sem pressa para nada. Se sentia a dona do mundo deitada no peito dele. A criatura mais feliz na Terra. Lembrou do quanto chorou baixinho na última noite para ele não ouvir enquanto ela se perguntava como conseguiria ir embora na noite seguinte. Lembrou das lágrimas dele, devidamente disfarçadas, quando a hora de ir chegou. "Não chora", ele disse. "Não chora senão tudo o que passamos de bom aqui não vai ter valido à pena. Lembra apenas das coisas boas." E justamente pelas coisas boas que não teria mais, ela chorou.

Abraçou a camisa, sentiu o cheiro dele. Chorou. Chorou pelas lembranças. Chorou pela distância... Chorou pela saudade. Constatou que a camisa estava perdendo o cheiro dele. O tempo estava passando. Teve vontade de guardar a camisa de volta no fundo da gaveta, mas perdeu a coragem de se afastar dele novamente. Apagou a luz e deitou abraçada a camisa... "Só por mais cinco minutinhos", disse para si mesma. E adormeceu, antes mesmo dos cinco minutinhos passarem.

***

26 de outubro de 2010

Fazendo #alocka!

por ..bee.. às 15:49 1 gritos de felicidade
Se o Diabo me fez ciumenta, Deus me fez sensata. Ainda bem! Talvez seja a idade chegando e a minha proximidade com o meu ascendente Leão... O fato é que até eu tenho me surpreendido com a frequência dos meus surtos, mas mais ainda com a rapidez em controlá-los. Deve ser a tal da maturidade começando a chegar: às vezes acho que eu realmente estou crescendo... (e entro numa Síndrome de Peter Pan horrora!! Mas isso é assunto para outro post.)

Estava na #badvibe hoje, conversando com o Rato, quando ele me disse que a Dançarina (ex dele) deixou scrap para ele. ROUND 1: sangue ferve! Mas como mocinha educada que eu sou, ignoro. E é então que ele imenda: Putz! Fiquei malzão agora.. Ela está triste... ROUND 2: COMO É QUE É? VOCÊ ESTÁ MAL PELA DANÇARINA? VOU TE DAR MOTIVOS DE VERDADE PARA VOCÊ FICAR MAL, SEEEU... Respiro fundo de novo e gentilmente aviso que vou sair do MSN. Abro o twitter e descarrego a minha raiva, angústia e tristeza. Sim, já estava na bad vibe e isso acabou com o meu dia. O Diabo do ciúmes estava sentado no meu ombro, fazendo toda a preocupação do Rato com a Dançarina martelar na minha cabeça. tim tim tim. Incessantemente. Fiz #alocka! Chorei, xinguei muito no meu twitter... E fui ver Grey's Anatomy. Não sei bem o que tem nessa série que em meio a todo o caos de um hospital eu consigo me acalmar. *sarcastic mode on* Sabe?

Foi então que eu recolhi toda a sensatez que Deus me deu e raciocinei. Deixei de lado o meu lado passional e meu sangue quente geminiano e apelei para o meu ascendete. Enxerguei os dois lados da moeda e voltei para conversar, sensatamente. Contei para o Rato do meu surto e de como eu já estava mais calma.

Que passado é PASSADO, todos nós sabemos, mas nem sempre temos o sangue frio de lembrar disso. Costumava cantar para o Ex (já que estamos falando de passado..): "Não se prenda aos meus amores de antes, pois todos tornaram-se pontes para me levar a você."... E eu realmente acredito nisso. Acontece que o Diabo do ciúmes me faz pensar: "e se sou eu que estou no caminho?". Porque o Rato e a Dançarina tinham uma história antes de mim. E às vezes eu tenho a impressão de que a história não teve um ponto final, mas foi interrompida porque eu entrei no meio. E é então que eu me sinto culpada, porque eu conheço a Dançarina, porque eu sabia que eles tinham uma história. Mas ao mesmo tempo, eu fechei os olhos e resolvi ignorar essa história. Escolhi não querer saber mais sobre isso porque se ela me contasse tudo, eu ia tentar me afastar... E eu já estava em uma posição em que me afastar já era impossível.

Bom saber que apesar de tudo, a minha boa e velha dualidade geminina continua intacta! E é aqui que eu recobro a sensatez, como se com a volta desse traço da minha personalidade a tivesse despertado. "Peraí! Ele está com você. Quando ele pôde escolher entre você e ela, ele escolheu você... Ele é seu desde então!". E como num passe de mágicas, o Diabo do ciúmes que estava sentado no meu ombro desaparece. Me lembro então das palavras de um amigo: homens como o Rato só ficam presos porque escolheram assim ficar. E então eu sei que tudo não passou de um surto. Eu só estava fazendo #alocka! para quebrar a rotina. Pronto! Já posso dormir em paz...

25 de outubro de 2010

Continue a nadar...

por ..bee.. às 16:35 1 gritos de felicidade


Sorte de hoje no orkut: Muitas das grandes realizações do mundo foram feitas por homens cansados e desanimados que continuaram trabalhando...

Sim meus amigos, continuar a nadar é preciso! Mesmo quando seus esforços não são reconhecidos, mesmo quando a animação inicial desaparece, mesmo quando todo mundo tente te fazer desistir.

"ninguém disse que seria fácil, mas ninguém disse também que seria tão difícil" como já diria o Coldplay... Mas é justamente por ser tão difícil, tão apavorante que sabemos que valerá a pena todo o trabalho, todo o cansaço, toda a luta.

Obrigada pelo apoio Fe, Bah e Nina.. E por me aguentarem na minha bad vibe!

#amomto

6 de outubro de 2010

Doce Setembro

por ..bee.. às 22:43 1 gritos de felicidade
Hoje eu estava assistindo "Doce Novembro" pela milésima vez e me dei conta do poder incrível dos filmes! Na verdade, de todas as formas de arte. Ou pelo menos daqueles que dependem da sensibilidade alheia. Acontece que a nossa percepção em relação aos filmes especificamente muda de acordo com a nossa vivência e nossas experiências. Acho que tudo em nossa vida devia ser assim... Acredito que as pessoas sábias e experientes já entenderam isso e vivem assim. Quem sabe?

Como eu disse, já tinha assistido "Doce Novembro" umas dez mil vezes! Mas nunca tive a percepção que eu tive dessa vez, nunca o interpretei dessa maneira; apesar de ter encontrado interpretações diferentes em cada uma das outras vezes. Chorei horrores todas as vezes, confesso. Quando estava no começo de namoro com o Ex, costumávamos discutir sobre a decisão da Sara: eu era a favor, ele contra. Eu a entendia! Mais do que isso, eu me identificava com ela. Imaginava que se eu tivesse câncer, não ia querer o homem que eu amo ao meu lado, me vendo definhar. Ia querer que ele lembrasse de mim nos nossos momentos bons e felizes. E então, quando eu terminei o namoro, desejava um final feliz para os dois, um "para sempre juntos", assim como eu também queria o mesmo final feliz para a minha história. E tive também meus momentos de solidão nos quais comprei a ideia de viver com um desconhecido ou um peguete por um mês e um mês apenas, e mudar a vida dele e deixar a minha ser mudada. O que eu nunca tinha percebido sobre o filme é que, além de ser uma história de amor, é uma história contemporânea, sobre o mundo em que vivemos... O filme é um relato sobre o tempo e o que fazemos com o tempo que nos é dado.

Em tempos onde time is money (tempo é dinheiro) é lei, tempo é a única coisa que a Sara pede para o Nelson. Tempo é a única coisa que nos custa imensamente dar (sem trocadilhos com o valor monetário, juro!). No entanto, tempo é a única coisa que vale à pena, que transcede, que é maior. Eles tiveram um mês juntos. "Novembro é tudo o que eu sei, novembro é tudo o que eu sempre quis.", Nelson declara. E o que faz esse tempo ser tão importante é a intensidade com a qual ele foi vivido. É o que faz com que um mês seja eterno, atemporal, inesquecível. Sim, eu sei que é uma história fictícia, mas na ficção esses personagens são reais, e esses personagens tiveram isso. Eles viveram em um mês o que muita gente sonha uma vida inteira em viver.

No fim das contas, "Doce Novembro" é sobre isso: fazer o tempo ser atemporal. A Sara teve um mês inteiro. Novembro. Eu tive uma semana. Uma semana de um doce setembro. Uma semana atemporal, eterna e inesquecível. Onde o tempo era o que menos importava, e por isso mesmo, tínhamos todo o tempo do mundo!

2 de outubro de 2010

Todas as trilhas caminham pra gente se achar

por ..bee.. às 23:20 0 gritos de felicidade
Tenho pensado bastante na vida e nas escolhas que fazemos. Aquelas escolhas que nos levam a momentos derradeiros, onde sabemos que dali para frente tudo vai ser diferente porque você já não é mais o mesmo. Tenho o péssimo hábito de guardar datas e eu acho que isso é coisa de historiadora mesmo. Sei que muitas vezes começos não são determináveis, mas ainda assim eu me esforço bastante antes de me dar por vencida.

Bom, minha viagem para Ouro Preto mencionada aqui foi ótima! Mais perfeita do que eu sonhava, mais real do que eu imaginava. E por mais louco que seja, eu não consigo deixar de pensar nos mil acasos que me levaram a ela.. E os outros mil tantos que me levaram a ele, ao meu Rato. "Eu queria ver você escrever a nossa história", ele disse. Por enquanto acho que eu só posso determinar o começo, porque eu ainda espero ter muitos e muitos capítulos a escrever. Por aqui pelo menos, ainda virão muitas histórias, muitas lembranças...

Mas será que o começo é mesmo algo tão importante? O marco zero? Hum... Como começamos? Sim, em uma noite em que eu queria alguém para conversar no msn porque estava mal. Culpa do Hippie. Então, começou com a ajudinha do Hippie. Ou teria sido do Psicólogo? Começou com um jogo, uma provocação. Terminou. Foi interrompida por um golpe do destino. Eu o tinha nas mãos, mas tive medo. Perdi. E de uma maneira louca, nunca deixou de ser ele. Passamos por poucas e boas e ainda assim eu estava ao lado dele, disposta a tudo. Talvez eu esteja destinada a continuar o legado da minha mãe: amando acima de tudo. Talvez essa seja a minha escolha: ficar ao lado dele, mesmo de longe. Mas acho que eu já não tenho mais escolha.

Tinha dúvidas, medos, inseguranças... Mas mesmo sem perceber, tinha um amor maior ainda, mais forte que tudo isso. E todas as dúvidas se foram nos cinco minutos que demorou entre o Rato ter me visto e ter me beijado. Cinco minutos e o tempo parou naquele momento. E o chão sumiu, e tudo começou a girar, e as pessoas ao meu redor não existiam mais. Cena de filme. E a nossa história é real.

Todos os riscos foram corridos em uma semana. Todo o tempo posto à prova. Todos os sonhos reafirmados. Toda a certeza do mundo de que há ainda muito para vivermos juntos. "Parece que foi feiro para mim", ele disse. Sim, feitos um para o outro, mas dessa vez, com uma forcinha do destino.

Eu me joguei mesmo.

3 de setembro de 2010

Aos olhos alheios

por ..bee.. às 22:00 1 gritos de felicidade
Por mais que digamos que não, somos extremamente ligados a nossa imagem e principalmente ao que passamos aos outros através dela. Natural, vivemos em uma sociedade hedonista e imagética, midiática, massiva, onde o corpo é o centro de tudo. Somos o que vestimos. O que está na moda. O que consumimos. E eu acho que, por um lado, isso pode até ser divertido. Não sou contra esse culto ao corpo, mas sou contra a padronização. Me irrita sair na rua e ver dez mil loiras artificiais, de cabelo liso artificial, comprido (às vezes artificial também). As loiras se divertem mais? Os cavalheiros preferem as loiras? Talvez... Mas seja uma loira de atitude! Ou melhor, seja uma pessoa de atitude!! Não só mais uma na multidão.

Comcei nesse papo porque entrei numa viagem depois de uma conversa inesperada essa semana com uma amiga. Falávamos sobre amor livre e personalidade liberal (leia-se Hippie e Ator) e aí que ela me surpreendeu dizendo que também me vê assim. Como alguém que não se prende às vontades alheias, que quando quer, QUER e ponto final. Mas que também pode decidir que não quer cinco minutos depois, e sustentar essa mudança de ideia.

Fiquei feliz com a descrição que ela fez de mim porque eu me vejo muito assim. Mas muitas vezes o "como você se vê" não condiz com o "como os outros te vêem". Ainda mais na sociedade em que vivemos (daí a introdução). Somos pré-julgados pela nossa aparência e muitas vezes acabamos sendo quem as pessoas pensam que nós somos e não quem queremos ser ou quem realmente somos. Confuso?

Ter personalidade é uma dádiva hoje em dia! E também um trabalho difícil porque são poucos os que têm coragem de continuar buscando mais sempre. Poucos são os que têm coragem de mudar, de encarar novas possibilidades, de se reinventar e ainda assim bater o pé e dizer: ISSO TUDO SOU EU.

Li uma frase em um muro hoje que dizia "Somos vítimas da nossa própria falta de atitude." e ela me inspirou bastante, porque no fundo eu acho que ela resume boa parte dos problemas da nossa sociedade contemporânea, comodista e acomodada. Fico feliz em ser diferente, e mais ainda quando essa diferença é notada. Vivo para ser qualquer coisa, menos ordinária.


*Bee escreve hoje com certa inquietação política em seu coração. Será o clima das eleições?! Naaaah..

 

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