Uma das conquistas femininas mais importantes do século XX foi, sem dúvida alguma, o direito pelo nosso próprio corpo. A revolução sexual e o anticoncepcional mudaram a história, nos dando maior confiança e consciência do nosso próprio corpo. No entanto, ainda hoje, muitas mulheres não sentem essa liberdade toda devido à forma como foram criadas: mulheres têm que ser recatadas! Mulher escandalosa, consciente do corpo é mulher da vida, piriguete e afins. E ultimamente, eu percebi que alguns problemas que eu tenho em relação a minha imagem estão atrelados a estes conceitos.
Das muitas coisas boas que eu troxe de Salvador ano passado (lembranças, peguete, bijuterias...), uma das melhores foi sem dúvida alguma a consciência do meu corpo. Ir para Salvador foi uma coisa inquestionável para mim: estava desde janeiro falando que iria, para já convencer mãe e namorado de que eu não mudaria de ideia e que isso não era "fogo de palha". Por sorte (ou não), em março o namorado virou ex e não era mais um obstáculo: agora só faltava minha mãe. Uma semana, sozinha em Salvador, acampando para um encontro de estudantes de artes. Eu não sabia o que esperar, como sobreviver ou nem sequer o que colocar na mala! Eu só sabia que eu IA.
Chegando lá, depois do choque inicial da situação, comecei a me questionar como eu iria sobreviver àquela semana: pessoas desconhecidas, com os hábitos mais diversos e diferentes dos meus, sotaques, estilos, opções... Lembrei de um outdoor e fiz dele meu lema: Sorria! Você está na Bahia! E depois da primeira festa, resolvi me permitir e vivenciar essa experiência única na minha vida! E foi aí que eu ganhei consciência de mim. Me vi sozinha em meio a uma multidão que ainda assim me enxergava, onde eu podia ser eu mesma, sem precisar me esconder. E a sensação de liberdade que isso me trouxe foi incrível. E irreversível: tive meu Woodstock particular. Acordava, sentava na frente da barraca alheia e ficava fazendo preguiça até todo mundo acordar. Ia dormir com a barraca aberta devido ao calor e a música rolando lá embaixo. Andava pelo acampamento e não faltavam convites para se juntar a alguém cantando uma musica, fazendo uma brincadeira e até mesmo indo ao Pelourinho e visitando a cidade.
Conheci pessoas incríveis, com vivências outras que a minha, mas que estavam ali querendo conhecer pessoas, trocar ideias, experiências. E no meio de todas essas novas experiências, cada vez mais meu corpo se libertava da timidez, até que o inevitável aconteceu: o banho no contêiner. Entrar naquele espaço, tirar a roupa e tomar banho. Na frente de amigas, de desconhecidas, sem me preocupar se estavam reparando em mim, se eu estava em forma. Simplesmente tomar banho. Sim, isso foi libertador.
Quando eu digo que Salvador mudou a minha vida e a minha relação com o meu corpo, é por isso. Não que eu tenha o corpo perfeito, não que eu não queira perder peso, ou diminuir uma área ou outra. Mas eu sei o corpo que eu tenho e não tenho vergonha dele. Foi quando eu realmente tomei consciência de mim, como ser humano, como estudante, como membro de uma comunidade, como mulher... Foi a primeira vez que eu fui livre! E a liberdade pode ser bastante viciante, experimenta!
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9 de novembro de 2010
16 de dezembro de 2009
Meu coração eu deixei naquela promessa
Quem nunca teve o coração estilhaçado que atire a primeira pedra! Estilhaçado sim, porque vai muito além do quebrado: são mais de mil pedaços espalhado por aí. Demora muito mais até conseguir juntar tudo de novo...
Um episódio ocorrido na Bahia que eu ainda não comentei aqui foi a promessa que eu fiz pro hippie... E a promessa que ele me fez de volta.
Estávamos dentro do ônibus ainda, quase chegando em Salvador. A animação e ansiedade era tanta que ficamos em pé, no corredor do ônibus, cantando musiquinhas idiotas. Foi então que o hippie passou por mim, colocou a mão na minha cintura e sussurrou no meu ouvido: "depois precisamos conversar". Como eu sou paranóica, fiquei inquieta! Lógico que fingindo calma, e me controlando para mostrar que eu tinha achado super normal essa atitude dele.
Pouco tempo depois, sentamos em dois lugares vazios, não juntos mas perto. Foi então que eu o peguei olhando para mim. Perguntei o que tinha acontecido e ele sorriu. Pediu para eu trocar de lugar e sentar do lado dele. Ele disse que estava preocupado comigo, que era o meu primeiro ENEARTE e que ele queria que eu me divertisse. Foi fofo. Confesso que notei certo brilho no olhar dele que eu já tinha reparado, mas até então achava que era besteira minha, e tentava ignorar. Conversamos. Percebi que era a hora da verdade, e que por mais que eu estivesse com medo, eu não tinha nada a perder. Disse que eu estava assustada e como medo pelo tanto que eu gostava dele. Olho no olho. Mãos tremendo. Pausa para responder. Ele me abraçou de novo. Só o que eu queria saber era se eu estava lendo ele errado, só o que eu queria saber era se ele gostava de mim.
Ele segurou a minha mão e ficou fazendo carinho. Disse que sim, abaixou a cabeça e depois me olhou com aqueles olhos castanhos lindos e reafirmou: "eu gosto de você". Me deu um beijo. Me senti em um filme, uma comédia romântica água com açúcar. Ele disse que não queria me ver triste porque isso também o deixava triste. Olho no olho o tempo inteiro.
E foi então que ele me pediu para prometer algo para ele. Grunhi um "humm" meio desconfiada, ele fez cara de sério. "Promete que não fica com nenhum cara que eu conheço?" Sorri. Fiz que sim com a cabeça. Fiquei encantada com o pedido: para mim era a certeza de que ele realmente se importava comigo. "Prometo!". Outro beijo, como se estivesse selando a promessa. "Mas assim você me dá o direito de te pedir alguma coisa também... Promete que não fica com nenhuma menina da faculdade?" e eu disse isso séria, olhando bem fundo nos olhos dele. Ele prometeu. Prometemos também que conversaríamos quando voltássemos ao Rio, independente do que acontecesse lá.
Analisando friamente a situação agora, acredito que o meu erro foi a importância que eu dei a essa promessa. Para mim, era como se ele tivesse assumido um compromisso comigo (o que não deixa de ser, na verdade). Mas era mais... Era a garantia de que ficaríamos juntos depois de tudo, porque eu estava disposta a tentar. Porque eu acreditava mesmo que dessa vez ia dar certo. Eu coloquei o meu coração nessa promessa...
Nem o hippie e nem eu cumprimos a promessa. Tentei ao máximo, mas no final, depois da escorregada dele, meu coração estava tão estilhaçado que eu desisti, que eu aceitei o "não era para ser". Ouvi todas as vozes da minha consciência recobrando o juízo e me dizendo: "você não devia ter baixado a guarda". Chorei baixinho à noite, para ninguém ouvir. Lamentei a minha sorte.
Verdade seja dita, meu coração estilhaçou em tantos cacos, que eu ainda estou tentando catá-los. Às vezes um dos cacos tem vontade própria e se encanta com alguém, afinal de contas ele ainda é um pedacinho de coração. Às vezes um dos cacos acha que pode ser um coração todo sozinho. E outras vezes as pessoas acabam achando um desses cacos e alguns resolvem ficar com ele, outros me devolvem. Meu coração ainda está em todas as partes, mas em cacos. O meu coração mesmo eu deixei naquela promessa.
6 de dezembro de 2009
O Ator e a traição
Conheci o Ator na Bahia. Na verdade, um pouco antes, em um chat já mencionado aqui antes. Quando nos conhecemos, eu o achei metido, e então quase não ficamos perto um do outro o resto da viagem. Quando eu voltei, rolou uma conversa para "lavar roupa suja", e logo descobri que ele também me achou metida. Conversamos de novo há pouco tempo atrás, e por ironia do destinho, acabamos afogando as nossas mágoas um com o outro.
Acontece que o Ator tinha uma namorada e a traiu. Como todo homem, usou aquela boa e velha desculpa de que "a carne é fraca", tentou se justificar e não escondeu o erro. Achei legal ele ter feito isso. A namorada não; e virou ex. E então eu fiquei pensando o que eu faria se fosse comigo.
Desde pequenas somos doutrinadas a não trair e nem aceitar traição. Porque traição é ruim, é a maior vilã dos relacionamentos. Mas o que doi mais: a mentira ou a quebra de confiança?
Para mim é e sempre vai ser a mentira. Nada substitui a confiança quebrada, concordo, mas se o cara faz que nem o Ator e conta a verdade? Se ele admite um passo em falso, por que não perdoar?
Não estou defendendo a traição, estou apenas compartilhando um ponto de vista que eu sempre tive. Cada um sabe onde lhe aperta o calo, mas eu acho que perdoaria pelo simples fato de achar que vontades e desejos vêm e vão; o amor não. Resitir a um desejo pode ser prova de amor para uns, mas não para mim; eu passaria o resto da minha vida me perguntando o que poderia ter acontecido, e pensando na minha "tentação".
Sempre achei que sobreviver a uma traição, a um simples desejo, era prova de amor maior. Pode parecer confuso, ou filosofia de "mulher perfeita" dos anos 50, mas essas coisas acontecem e no fim das contas, ele (a) voltou para você, ele (a) te contou a verdade. Isso significa que ele (a) se importa com você, assim como o Ator se importava com a namorada.
Ninguém é perfeito e as tentações estão soltas pelo mundo, cabe a cada um saber como encará-las. Existem pessoas que simplesmente não nasceram para ser monogâmicas, mas isso não significa que elas não sabem o que é amar.
Acontece que o Ator tinha uma namorada e a traiu. Como todo homem, usou aquela boa e velha desculpa de que "a carne é fraca", tentou se justificar e não escondeu o erro. Achei legal ele ter feito isso. A namorada não; e virou ex. E então eu fiquei pensando o que eu faria se fosse comigo.
Desde pequenas somos doutrinadas a não trair e nem aceitar traição. Porque traição é ruim, é a maior vilã dos relacionamentos. Mas o que doi mais: a mentira ou a quebra de confiança?
Para mim é e sempre vai ser a mentira. Nada substitui a confiança quebrada, concordo, mas se o cara faz que nem o Ator e conta a verdade? Se ele admite um passo em falso, por que não perdoar?
Não estou defendendo a traição, estou apenas compartilhando um ponto de vista que eu sempre tive. Cada um sabe onde lhe aperta o calo, mas eu acho que perdoaria pelo simples fato de achar que vontades e desejos vêm e vão; o amor não. Resitir a um desejo pode ser prova de amor para uns, mas não para mim; eu passaria o resto da minha vida me perguntando o que poderia ter acontecido, e pensando na minha "tentação".
Sempre achei que sobreviver a uma traição, a um simples desejo, era prova de amor maior. Pode parecer confuso, ou filosofia de "mulher perfeita" dos anos 50, mas essas coisas acontecem e no fim das contas, ele (a) voltou para você, ele (a) te contou a verdade. Isso significa que ele (a) se importa com você, assim como o Ator se importava com a namorada.
Ninguém é perfeito e as tentações estão soltas pelo mundo, cabe a cada um saber como encará-las. Existem pessoas que simplesmente não nasceram para ser monogâmicas, mas isso não significa que elas não sabem o que é amar.
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16 de novembro de 2009
Quase perfeito
Ainda retomando às minhas fantasias de pré-adolescente... Sempre fui do tipo menininha romântica, que passava horas no quarto ouvindo N'Sync e sonhando acordada com o meu príncipe encantado... E em meio a esses meus sonhos, vivia pensando em como seria o encontro perfeito, aquele que faria com que eu me apaixonasse definitivamente... Era sempre aquele clichê: caminhar na praia, jantarzinho a luz de velas, ficar madrugada adentro conversando sem perceber a hora passar... E então a gente vai crescendo e entende que essas coisas planejadas não são tão legais, até porque as chances de não acontecer exatamente como se esperava é enorme, e isso acaba gerando frustração e decepção. E então, quando menos se espera, acontece: o encontro perfeito. O melhor dia da sua vida, e que você só vai se dar conta quando ele passar. O dia que, se fosse perfeito, você teria se apaixonado...
Já mencionei o Psicólogo aqui no blog, embora nunca tenha contado a nossa história de fato. Porém, como é uma história grande (e ainda sem fim), vou contar apenas um episódio: o nosso encontro perfeito que aconteceu por acaso. Estávamos em Salvador, Bahia, para um encontro de estudantes de artes. (O tal que eu mencionei aqui, em que o hippie também estaria, lembram?) Ficamos sabendo de um jazz que acontece no MAM de lá todo sábado, e eu como sou louca por jazz, fiquei mais do que tentada a ir. Para melhorar a situação, estava acontecendo uma exposição da Sophie Calle, artista que eu amo!
Como era o nosso último dia em Salvador, passei um tempo conversando com os amigos de lá e já em clima de despedida. Resultado? Perdemos a hora e acabamos chegando no MAM bem mais tarde do que eu planejava. Como eu fazia questão absoluta de ver a exposição, falei para os outros irem comprando o ingresso que assim que eu saísse da exposição eu iria para o jazz. E arrastei o Psicólogo comigo. "Você sabe quem é a Sophie Calle?", perguntei. E ele respondeu que não... e eu disse: "Então vai saber agora!"... A exposição se chamava "Cuide de Você", e é um trabalho que a Sophie fez baseado no email que seu ex escreveu ao terminar com ela... Bem feminina, bem sensível.. Linda, linda! Então, estava eu, maravilhada com aquilo tudo, quando olhei para o Psicólogo e vi que ele estava com lágrimas nos olhos... Ele tentou disfarçar, mas eu vi. E meu coração derreteu nessa hora. "Nossa... ele é sensível... a exposição realmente o tocou.", pensei eu. (Por pertencer a este meio artítico, gosto muito de ver o quanto as pessoas são tocadas pela arte, e principalmente por algo que particularmente me toca muito.)
Com todo mundo nos apressando, fomos pro jazz. Já estava rolando clima a semana inteira, mas o jazz foi o auge. Imagine um lugar com a sua música preferida, não só com vista para o mar, mas na beira do mar (literalmente), o céu super estrelado e boa companhia... Os dois conversando pelo olhar, sabendo exatamente o que cada um estava sentindo naquele momento. Eu o abracei por trás, ele encostou a cabeça no meu ombro. Fechei os olhos e curti um momento. Um solo de saxofone. O momento parecia perfeito para nós dois. A cumplicidade. Parece clichê, mas naquele momento para mim éramos só nós dois. O jazz acabou, nós voltamos para o acampamento. Olhares se encontraram. Nenhuma palavra foi dita, nenhum beijo trocado, mas algo aconteceu, os dois sentiram. E se nós estivéssemos em um mundo perfeito, eu teria me apaixonado naquele momento, naquele olhar.
Já mencionei o Psicólogo aqui no blog, embora nunca tenha contado a nossa história de fato. Porém, como é uma história grande (e ainda sem fim), vou contar apenas um episódio: o nosso encontro perfeito que aconteceu por acaso. Estávamos em Salvador, Bahia, para um encontro de estudantes de artes. (O tal que eu mencionei aqui, em que o hippie também estaria, lembram?) Ficamos sabendo de um jazz que acontece no MAM de lá todo sábado, e eu como sou louca por jazz, fiquei mais do que tentada a ir. Para melhorar a situação, estava acontecendo uma exposição da Sophie Calle, artista que eu amo!
Como era o nosso último dia em Salvador, passei um tempo conversando com os amigos de lá e já em clima de despedida. Resultado? Perdemos a hora e acabamos chegando no MAM bem mais tarde do que eu planejava. Como eu fazia questão absoluta de ver a exposição, falei para os outros irem comprando o ingresso que assim que eu saísse da exposição eu iria para o jazz. E arrastei o Psicólogo comigo. "Você sabe quem é a Sophie Calle?", perguntei. E ele respondeu que não... e eu disse: "Então vai saber agora!"... A exposição se chamava "Cuide de Você", e é um trabalho que a Sophie fez baseado no email que seu ex escreveu ao terminar com ela... Bem feminina, bem sensível.. Linda, linda! Então, estava eu, maravilhada com aquilo tudo, quando olhei para o Psicólogo e vi que ele estava com lágrimas nos olhos... Ele tentou disfarçar, mas eu vi. E meu coração derreteu nessa hora. "Nossa... ele é sensível... a exposição realmente o tocou.", pensei eu. (Por pertencer a este meio artítico, gosto muito de ver o quanto as pessoas são tocadas pela arte, e principalmente por algo que particularmente me toca muito.)
Com todo mundo nos apressando, fomos pro jazz. Já estava rolando clima a semana inteira, mas o jazz foi o auge. Imagine um lugar com a sua música preferida, não só com vista para o mar, mas na beira do mar (literalmente), o céu super estrelado e boa companhia... Os dois conversando pelo olhar, sabendo exatamente o que cada um estava sentindo naquele momento. Eu o abracei por trás, ele encostou a cabeça no meu ombro. Fechei os olhos e curti um momento. Um solo de saxofone. O momento parecia perfeito para nós dois. A cumplicidade. Parece clichê, mas naquele momento para mim éramos só nós dois. O jazz acabou, nós voltamos para o acampamento. Olhares se encontraram. Nenhuma palavra foi dita, nenhum beijo trocado, mas algo aconteceu, os dois sentiram. E se nós estivéssemos em um mundo perfeito, eu teria me apaixonado naquele momento, naquele olhar.
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Sophie Calle
8 de outubro de 2009
Escrevi mas não mandei...
"Lembro que no começo, eu falava que não te conhecia... Toda vez você me corrigia, me olhava com seus olhos castanhos e dizia: 'você me conhece sim!'. Achava aquilo lindo, mas sabia que não era verdade... Hoje eu sei que seus olhos castanhos dizem mais do que você pode dizer... Hoje eu posso dizer que te conheço, e te agradeço profundamente por ter me permitido isso... Por ter deixado eu ir além, por ter me permitido conhecer uma lado seu diferente daquele que todo mundo conhece... Por ter existido para mim de uma maneira diferente, por conversar comigo com os olhos, por saber que eu te entendo mesmo sem precisarmos falar nada. Eu te conheço, e te amo por isso."
Quem nunca escreveu uma carta de amor e não mandou que atire a primeira pedra! Escrevi várias ao longo da minha vida... E tenho certeza de que ainda vou escrever tantas outras... Nunca mandei nenhuma, e tenho uma caixa com todas elas guardadas. Um dia escrevo um livro com elas, quem sabe?
A que começou o post de hoje foi a última que eu escrevi. É só o final dela, mas ela me deixa feliz. Na verdade, todas as minhas cartas de amor me deixam feliz. Adoro relê-las, voltar no tempo, relembrar dos amores do passado... Adoro saber o quanto eu já amei nessa vida, o quanto eu já aprendi, o quanto eu já sofri. Minhas cartas de amor são um exercício de auto-análise, e eu tenho feito isso demais ultimamente. Culpa do Psicólogo. (não, eu não estou fazendo terapia... mas conheci um cara na Bahia que faz psicologia e, enfim! Isso é assunto para outro post...)
Estou tentando coisas novas, aprendendo... Em um momento mais hedonista da minha vida, confesso, sem lugar para amores eternos. E ao mesmo tempo, me conhecendo.. SOzinha! Sem ser de alguém, sem ter alguém, mas ainda assim, com pessoas incríveis por perto, só em caso de eu precisar...
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19 de agosto de 2009
Por que eu deixo ele fazer isso comigo?
Esta é a pergunta que não sai da minha cabeça desde que eu escrevi aqui a história do meu hippie... Sim, ele está de volta na minha vida. Ou por perto, e isso mexe comigo de uma maneira que não devia mexer.Estudamos na mesma faculdade e vamos para um encontro de estudantes de artes juntos, na Bahia. Confesso que a princípio fiquei esperançosa de que algo pudesse acontecer, mas visto que ele é um cara "pop", um dos organizadores do evento, resolvi desencanar e não criar expectativas porque é quase certo que eu vou me decepcionar.
Enfim... Como eu estou de férias e entediada, tenho passado mais tempo na internet do que o habitual. E a comunidade do tal encontro no orkut está bombando: hormônios a flor da pele, altas declarações e confissões de desejos. Divertido, confesso. Eu já fiz vários comentários lá, já tive várias pessoas fuxicando o meu perfil e já me identifiquei com várias outras.
Esta semana o hippie veio puxar papo no msn. "oi... Vc tah frenética, hein?". Hein? O que isso quer dizer? Frenética por que? Ainda tentei perguntar, insistir no assunto, mas ele conseguiu fugir e não explicar... Isso é outra coisa que eu odeio nele: ele sempre é escorregadio. Ontem ele disse que é porque eu não faço perguntas e sim joguinhos. Joguinhos?! Quem é que fica me provocando e quando eu digo sim pula fora? Joguinhos?! Sim, eu faço joguinhos com ele, mas só porque eu sou uma idiota!
Por que ele faz isso comigo? Por que ele consegue despertar o pior em mim? Ontem eu disse que o odiava! E ele zombou de mim, como se eu fosse uma menininha mimada... Se sentiu ofendido quando eu disse que tinha outros planos na Bahia... Por que eu deixo ele fazer isso comigo? Porque ele me deixa perdida, sem saber como agir, por mais forte que eu seja, com ele eu nunca sei o que esperar... Porque existe um quase sentimento que sempre vem à tona quando ele fala comigo... e porque eu acho que ele sabe disso...
E como eu odeeeeio isso!
Enfim... Como eu estou de férias e entediada, tenho passado mais tempo na internet do que o habitual. E a comunidade do tal encontro no orkut está bombando: hormônios a flor da pele, altas declarações e confissões de desejos. Divertido, confesso. Eu já fiz vários comentários lá, já tive várias pessoas fuxicando o meu perfil e já me identifiquei com várias outras.
Esta semana o hippie veio puxar papo no msn. "oi... Vc tah frenética, hein?". Hein? O que isso quer dizer? Frenética por que? Ainda tentei perguntar, insistir no assunto, mas ele conseguiu fugir e não explicar... Isso é outra coisa que eu odeio nele: ele sempre é escorregadio. Ontem ele disse que é porque eu não faço perguntas e sim joguinhos. Joguinhos?! Quem é que fica me provocando e quando eu digo sim pula fora? Joguinhos?! Sim, eu faço joguinhos com ele, mas só porque eu sou uma idiota!
Por que ele faz isso comigo? Por que ele consegue despertar o pior em mim? Ontem eu disse que o odiava! E ele zombou de mim, como se eu fosse uma menininha mimada... Se sentiu ofendido quando eu disse que tinha outros planos na Bahia... Por que eu deixo ele fazer isso comigo? Porque ele me deixa perdida, sem saber como agir, por mais forte que eu seja, com ele eu nunca sei o que esperar... Porque existe um quase sentimento que sempre vem à tona quando ele fala comigo... e porque eu acho que ele sabe disso...
E como eu odeeeeio isso!
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