Ultimamente eu sou a Rainha das Besteiras... Faço besteira assim, de caso pensado e ainda me divirto com isso... Afinal, a vida é muito curta, né?! Acontece que eu fiz uma besteirinha ontem à noite e acabei percebendo uma coisa: só faço as besteiras que eu faço porque, na maioria das vezes, eu estou segura de quem eu sou. E, de certa forma, eu devo isso a uma pessoa muito improvável: o hippie.
Bom, vamos por partes. Hoje é aniversário dele. Como eu estava no msn ontem e já passava da meia-noite, resolvi mandar os meus votos sinceros de parabéns e felicidades. Não feliz com isso, emendei um "adoooooooooro você, mocinho bobo!". E ele respondeu: "aaaah... rs.. eu tb!" E essa foi a minha besteirinha... Tenho certeza de que ele vai achar que estou dando mole pra ele, mas.. que se dane! xD
Então hoje eu acordei pensando nele, na nossa história, e em tudo o que aconteceu... Lembrei da menininha mimada que o conheceu, recém-saída de um namoro de 3 anos, super mal acostumada. Lembrei de quando ele disse que tinha medo de me quebrar, de tão bonequinha que eu era. Lembrei que foi isso me fez querer ser menos menininha, mais independente, ter mais atitude. Lembrei também que estávamos conversando um dia, de bobeira... E eu comentei que precisava de uma bota de cowboy.. Me senti culpada no minuto seguinte pela minha futilidade... Afinal de contas, ele é "tipinho Los Hermanos" (como diria uma amiga minha): barbado, do DCE, quer mudar o mundo... Falei isso com ele, ele sorriu e disse: "Você não tem que se sentir culpada! Você gosta disso, não gosta? Se os outros acham que é futilidade, problema deles... Você não tem que se importar com o que os outros pensam..."
O engraçado é que eu não esperava isso dele, sabe? Esperava uma bronca, ou aquele papinho todo moralista, socialista, que é lindo mas que todos sabemos que não funciona na prática. Mas não: ele me aceitou como eu era. E isso foi importante para mim porque me fez crescer. Me fez me ver como ele me via. Me fez bater o pé e falar "Eu sou fútil e consumista sim! Mas isso não faz de mim menos capaz do que qualquer outra pessoa"... E eu acho que se hoje eu me conheço, se hoje eu sei do que eu sou capaz, o hippie tem um papel fundamental nisso. O Psicólogo que o diga, porque toda a minha crise sobrou pra ele... Mas isso é assunto para um outro post talvez...
Apesar de tudo, da gente não ter dado certo, tenho um carinho enorme pelo hie e o admiro muito. Porque ele também é assim. Acho que não chegou a ser um amor, mas foi uma paixãozinha gostosa até... Ele foi uma grande surpresa na minha vida e eu espero que possa vir a ser um grande amigo um dia.... E espero mesmo que essa tensão entre a gente seja superada.
No mais: feliz aniversário, hippie!!!
2 de março de 2010
22 de fevereiro de 2010
é complicado...
E quando você acha que as coisas finalmente estão tomando um rumo e que tudo vai se acertar, o passado bate a sua porta. E pior: querendo entrar! Não adianta dizer que estamos felizes e que o passado não importa... porque de uma maneira ou de outra ele nos afeta.
Bom, eu encontrei com o meu ex essa semana, com a namorada nova dele. Teoricamente não foi bem encontrar, considerando que, assim que eu o vi, dei meia volta e mudei os meus planos. Acontece que, quando eu eu cheguei em casa, descobri que a minha irmã e o namorado dela estava lá no bar, com ele. Segundo ela, é porque um amigo dela é namorado de uma amiga da atual do ex.
Não queria, mas eu confesso que isso mexeu bastante comigo. Primeiro porque o ex sempre odiou aquele bar: toda vez que eu marcava alguma coisa lá ele ficava reclamando. (tudo bem que não é o melhor bar da cidade, mas existem muitos piores) E segundo porque tem horas que família só atrapalha: minha mãe e irmã engrenaram um papo sobre o quanto ele está mudado, o quanto parece feliz, o quanto a garota é legal... Mas que inferno!!! Sim, nós terminamos numa boa, como amigos, e eu desejo do fundo do meu coração que ele seja feliz. Porém, se eu quisesse saber disso tudo, tinha entrado no bar e visto pessoalmente!! Sensibilidade, né, people? É o mínimo exigido... E o que me deixa mais irritada é que o tempo todo em que nós estávamos juntos, minha mãe vivia criticando e implicando com ele... aaargh!
Como se isso não fosse o bastante, outro ex-caso resolveu aparecer... Disse que estava precisando de "closure" e começou uma quase DR. Peraí!!! ELE precisa de "closure" agora?! ELE?? Eu passei 3 meses precisando de um encerramento, precisando resolver uma situação mal resolvida e ele parecia estar muito a vontade com isso. E então, de repente, ele resolve que precisa de um encerramento?!? ai ai aiiii.. paciência tem limite! Fiquei irritada sim, mas deixei o pobre falar... Melhor ouvir e encerrar logo o assunto!
Acontece que depois de tanto tempo, o ser percebeu que estava apaixonado por mim. É engraçado como a gente cria coragem pra falar essas coisas depois que elas já passaram, né? E então ele veio reclamar que eu nunca tinha dado uma chance para ele antes. Quando eu li isso, minha paciência não aguentou. Explodi! "Olha, meu bem.. depois de tudo o que a gente passou, você não tem o menor direito de me dizer isso, porque eu fui sim apaixonada por você. Mas passou, porque você disperdiçou isso. Sinto muito!"
Ah.. eu, hein?! É cada uma... Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece! Desculpem a franqueza (e o vocabulário chulo) mas... HEY, PASSADO: VAI TOMAR NO C*!
Bom, eu encontrei com o meu ex essa semana, com a namorada nova dele. Teoricamente não foi bem encontrar, considerando que, assim que eu o vi, dei meia volta e mudei os meus planos. Acontece que, quando eu eu cheguei em casa, descobri que a minha irmã e o namorado dela estava lá no bar, com ele. Segundo ela, é porque um amigo dela é namorado de uma amiga da atual do ex.
Não queria, mas eu confesso que isso mexeu bastante comigo. Primeiro porque o ex sempre odiou aquele bar: toda vez que eu marcava alguma coisa lá ele ficava reclamando. (tudo bem que não é o melhor bar da cidade, mas existem muitos piores) E segundo porque tem horas que família só atrapalha: minha mãe e irmã engrenaram um papo sobre o quanto ele está mudado, o quanto parece feliz, o quanto a garota é legal... Mas que inferno!!! Sim, nós terminamos numa boa, como amigos, e eu desejo do fundo do meu coração que ele seja feliz. Porém, se eu quisesse saber disso tudo, tinha entrado no bar e visto pessoalmente!! Sensibilidade, né, people? É o mínimo exigido... E o que me deixa mais irritada é que o tempo todo em que nós estávamos juntos, minha mãe vivia criticando e implicando com ele... aaargh!
Como se isso não fosse o bastante, outro ex-caso resolveu aparecer... Disse que estava precisando de "closure" e começou uma quase DR. Peraí!!! ELE precisa de "closure" agora?! ELE?? Eu passei 3 meses precisando de um encerramento, precisando resolver uma situação mal resolvida e ele parecia estar muito a vontade com isso. E então, de repente, ele resolve que precisa de um encerramento?!? ai ai aiiii.. paciência tem limite! Fiquei irritada sim, mas deixei o pobre falar... Melhor ouvir e encerrar logo o assunto!
Acontece que depois de tanto tempo, o ser percebeu que estava apaixonado por mim. É engraçado como a gente cria coragem pra falar essas coisas depois que elas já passaram, né? E então ele veio reclamar que eu nunca tinha dado uma chance para ele antes. Quando eu li isso, minha paciência não aguentou. Explodi! "Olha, meu bem.. depois de tudo o que a gente passou, você não tem o menor direito de me dizer isso, porque eu fui sim apaixonada por você. Mas passou, porque você disperdiçou isso. Sinto muito!"
Ah.. eu, hein?! É cada uma... Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece! Desculpem a franqueza (e o vocabulário chulo) mas... HEY, PASSADO: VAI TOMAR NO C*!
20 de fevereiro de 2010
1 é bom, 2 é melhor e 3 é... complicado!
Carnaval passou e é tempo de avaliar a influência dos dias de folia na nossa vida. Na verdade, em plena segunda-feira de carnaval eu já estava fazendo isso, em uma conversa pra lá de animada com o PH, amigo lindo, amor da minha vida.
Acontece que estamos passando por fases delicadas em nossas vidas ao mesmo tempo. Temos as mesmas dúvidas, os mesmos questionamentos e nenhuma resposta. O meu amigo está em dúvida sobre como decidir entre 2 gostar na vida dele. Não, não adianta dizer para pesar aquele que vale mais: os dois valem a mesma coisa. E eu, como boa "drama queen" que sou, aumento o número para 3... Sim, comigo tem sempre que ser mais complicado.
Ele está em um quase relacionamento, com uma pessoa que ele gosta, mas... ao mesmo tempo, ele realmente gosta da vida de solteiro dele. Gosta muito! E eu... Bom, eu não estou em quase relacionamento nenhum, mas gosto muito de dois caras e também da minha vida de solteira. Passamos boa parte da madrugada nos perguntando se tem como combinar esses "gostar" de uma maneira que um não exclua o outro.
Para mim, não podiam ser pessoas diferentes e com isso, os "gostar" também o são... Mas tem o mesmo valor, a mesma força. Assim como o tanto que eu gosto de ser solteira... De ter casos vazios.. O problema é quando acontece de esses casos não serem tão vazios assim... Resta saber se um caso a três pode vir a dar certo...
Bom, não chegamos a conclusão nenhuma porque é complicado. Normalmente, alguém tem que ceder. Eu e o PH estamos praticamente irredutíveis, logo: continuamos sofrendo por enquanto... Mas ao mesmo tempo, ainda estamos em clima de carnaval, né? Então.. vamos aproveitar!!
Acontece que estamos passando por fases delicadas em nossas vidas ao mesmo tempo. Temos as mesmas dúvidas, os mesmos questionamentos e nenhuma resposta. O meu amigo está em dúvida sobre como decidir entre 2 gostar na vida dele. Não, não adianta dizer para pesar aquele que vale mais: os dois valem a mesma coisa. E eu, como boa "drama queen" que sou, aumento o número para 3... Sim, comigo tem sempre que ser mais complicado.
Ele está em um quase relacionamento, com uma pessoa que ele gosta, mas... ao mesmo tempo, ele realmente gosta da vida de solteiro dele. Gosta muito! E eu... Bom, eu não estou em quase relacionamento nenhum, mas gosto muito de dois caras e também da minha vida de solteira. Passamos boa parte da madrugada nos perguntando se tem como combinar esses "gostar" de uma maneira que um não exclua o outro.
Para mim, não podiam ser pessoas diferentes e com isso, os "gostar" também o são... Mas tem o mesmo valor, a mesma força. Assim como o tanto que eu gosto de ser solteira... De ter casos vazios.. O problema é quando acontece de esses casos não serem tão vazios assim... Resta saber se um caso a três pode vir a dar certo...
Bom, não chegamos a conclusão nenhuma porque é complicado. Normalmente, alguém tem que ceder. Eu e o PH estamos praticamente irredutíveis, logo: continuamos sofrendo por enquanto... Mas ao mesmo tempo, ainda estamos em clima de carnaval, né? Então.. vamos aproveitar!!
9 de fevereiro de 2010
Talvez não seja tão assim...
Ao que tudo indica, o romance da minha amiga com o médico cafa está indo de vento em popa. Fico feliz por ela, sério mesmo. Mas ao mesmo tempo, essa "sorte" dela me faz pensar que, no fim das contas, talvez o problema seja eu.
Ultimamente eu tenho estado tão preocupada em não me decepcionar, em não me envolver, que eu não deixo as pessoas entrarem na minha vida. Eu gosto, mas eu me fecho. Eu sigo regrinhas idiotas (mesmo sabendo que são idiotas), eu tento controlar tudo o tempo todo, eu faço joguinhos... Eu faço de tudo para não encarar a realidade: eu tenho medo. E aí, quando as coisas não dão certo, é muito mais fácil culpar o outro. Eu estou deixando esse medo tomar conta de todos os aspectos da minha vida e acabo vivendo pela metade... E vamos combinar? Essa não sou eu!
Devo mais essa ao Ator... Ele me fez ver isso no meio de uma conversa sincera de madrugada. Adoro as conversas com ele, sempre sai alguma coisa boa delas. Por mais que ele não se lembre, eu lembro, não estava tão bêbada assim (desculpa por te dito que estava...). Acontece que ele se tornou uma das poucas pessoas para quem eu mostro a minha alma, mesmo ele não sabendo disso (tá, agora você sabe, por favor não fique jogando isso na minha cara.. hahaha).
Eu gosto muito fácil das pessoas, e me envolvo mais fácil ainda, isso é fato! Mas eu venho jogando por tanto tempo, que sempre perco a hora de mostrar o quanto eu gosto, o quanto eu quero... e que eu não vou a lugar nenhum. Acho que essa foi a grande diferença entre mim e a Le: eu tratei o médico como um desafio; ela mostrou que se importava com ele, apesar de tudo. Isso e.. Bom... a compatibilidade astrológica deles: ele é escorpião e ela é peixes... E esses dois signos, apesar de serem o inferno astral um do outro, quando se encontram, não se desgrudam tão fácil... hehehe.. Ao contrário de gêmeos e escorpião, que só servem pra ficar se provocando.
2 de fevereiro de 2010
Cafa é cafa e ponto final.
Aparentemente são inofensivos, mas alguns cafas conseguem fazer um estrago em nossas vidas. Gatos, sabem o que uma mulher quer ouvir, são charmosos, têm um beijo gostoso, são atenciosos... Te fazem se sentir uma rainha! O problema? É que eles fazem isso com as outras também... Já perdi a conta de quantos cafas eu já conheci na vida, e a maioria se encaixa nesse perfil. São os homens perfeitos... Para uma noite só! Mais do que isso, é problema na certa.
Recentemente, uma amiga ficou com um cafa que eu já tinha ficado. Cheguei até a escrever sobre ele aqui, o médico. Do fundo do meu coração, não me importo com isso, até porque já aconteceu há muito tempo atrás... O que acontece é que a amiga caiu na mesma lábia que eu caí, mesmo sabendo o final da minha história.
Isso foi o suficiente para me fazer pensar. Nós reclamamos que eles são cafas, mas muitas vezes nos envolvemos com eles mesmo sabendo disso. Acho que é uma mistura de curiosidade com desafio. Teoricamente, sabemos que cafas não se apaixonam, mas pode acontecer, certo?! E se for para acontecer justamente com você?? Será que vale arriscar?
Gosto de me arriscar, mas também gosto de saber onde eu estou me metendo. Ultimamente, eu estou muito medrosa, confesso. Mas é pelo simples fato de querer tanto me apaixonar de novo, que eu temo me apaixonar por qualquer cafa bonitinho que me der alguma atenção. E então eu prefiro ficar com o pé no chão mesmo.
Quanto à amiga... Esbarramos com o médico em uma outra balada, e ele acabou ficando com outra menina. A minha amiga ficou arrasada, se sentindo o último biscoito do pacote. Falei que a culpa não era dela, que ele é que é assim mesmo... Não adiantou muito. Ela então concluiu que tinha que deixar para lá.. E foi aí que o "caso" teve um reviravolta inesperada: o médico ligou para ela no dia seguinte, e eles saíram de novo... Ainda não sei o que resultou disso, mas tenho meu palpite... Cafa é cafa e ponto final. Não há mulher no mundo que consiga mudar isso...
Recentemente, uma amiga ficou com um cafa que eu já tinha ficado. Cheguei até a escrever sobre ele aqui, o médico. Do fundo do meu coração, não me importo com isso, até porque já aconteceu há muito tempo atrás... O que acontece é que a amiga caiu na mesma lábia que eu caí, mesmo sabendo o final da minha história.
Isso foi o suficiente para me fazer pensar. Nós reclamamos que eles são cafas, mas muitas vezes nos envolvemos com eles mesmo sabendo disso. Acho que é uma mistura de curiosidade com desafio. Teoricamente, sabemos que cafas não se apaixonam, mas pode acontecer, certo?! E se for para acontecer justamente com você?? Será que vale arriscar?
Gosto de me arriscar, mas também gosto de saber onde eu estou me metendo. Ultimamente, eu estou muito medrosa, confesso. Mas é pelo simples fato de querer tanto me apaixonar de novo, que eu temo me apaixonar por qualquer cafa bonitinho que me der alguma atenção. E então eu prefiro ficar com o pé no chão mesmo.
Quanto à amiga... Esbarramos com o médico em uma outra balada, e ele acabou ficando com outra menina. A minha amiga ficou arrasada, se sentindo o último biscoito do pacote. Falei que a culpa não era dela, que ele é que é assim mesmo... Não adiantou muito. Ela então concluiu que tinha que deixar para lá.. E foi aí que o "caso" teve um reviravolta inesperada: o médico ligou para ela no dia seguinte, e eles saíram de novo... Ainda não sei o que resultou disso, mas tenho meu palpite... Cafa é cafa e ponto final. Não há mulher no mundo que consiga mudar isso...
24 de janeiro de 2010
Brincadeiras Perigosas
Ah! Nada como o verão! Calor, praia, sol, sal, pegação.. Junte férias a isso tudo e temos o Céu na Terra! Exageros à parte, demorei a perceber o quanto eu adoro janeiro e todo esse clima de azaração...
No meio da confusão do meu calendário acadêmico (agora sim estou de férias!), tirei 4 dias para viajar e conhecer um lugar diferente... Fui para Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, aqui no Rio... Um lugar lindo!! Mar azul, cenário paradisíaco, birita e zoeiras à noite... E ainda assim, ritmo de cidadezinha do interior, com cadeirinhas na calçada ao entardecer pra conversar com os vizinhos...
Amo praia e sempre passo um tempo sentada na areia, olhando o mar e... pensando na vida! Tempo demais, diga-se de passagem, porque eu sempre chego a conclusões que eu não queria chegar... E dessa vez não foi diferente... Numa noite, deitada na rede da varanda, bateu um friozinho na barriga gostoso e familiar. E a partir daí, me deparei perdida nos meus medos, nas minhas inseguranças. Uma briga entre cabeça e coração, razão e emoção... Mais uma...
Quando voltei para casa, encontrei com o Ator no msn e começamos a conversar, eu contando as coisas da viagem. Eu e o Ator temos conversado muito ultimamente... E foi então que ele sugeriu uma brincadeira: "e se...". É fácil: é só fazer perguntas como se fosse hipóteses e a outra pessoa responde, baseando-se nessas hipóteses. Porém, essa brincadeira tem um caráter muito perigoso, pois uma vez que você brinca com hipóteses, coisas que você nunca tinha pensado antes acabam se passando pela cabeça. Junte a isso os meus medos e inseguranças, e o que você tem? Uma noite em claro pensando "e se..."
Se toda brincadeira tem um fundo de verdade eu não sei... O que eu sei é que agora eu estou cheia de hipóteses sem respostas, que teimam em aparecer na minha mente a todo momento...
No meio da confusão do meu calendário acadêmico (agora sim estou de férias!), tirei 4 dias para viajar e conhecer um lugar diferente... Fui para Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, aqui no Rio... Um lugar lindo!! Mar azul, cenário paradisíaco, birita e zoeiras à noite... E ainda assim, ritmo de cidadezinha do interior, com cadeirinhas na calçada ao entardecer pra conversar com os vizinhos...
Amo praia e sempre passo um tempo sentada na areia, olhando o mar e... pensando na vida! Tempo demais, diga-se de passagem, porque eu sempre chego a conclusões que eu não queria chegar... E dessa vez não foi diferente... Numa noite, deitada na rede da varanda, bateu um friozinho na barriga gostoso e familiar. E a partir daí, me deparei perdida nos meus medos, nas minhas inseguranças. Uma briga entre cabeça e coração, razão e emoção... Mais uma...
Quando voltei para casa, encontrei com o Ator no msn e começamos a conversar, eu contando as coisas da viagem. Eu e o Ator temos conversado muito ultimamente... E foi então que ele sugeriu uma brincadeira: "e se...". É fácil: é só fazer perguntas como se fosse hipóteses e a outra pessoa responde, baseando-se nessas hipóteses. Porém, essa brincadeira tem um caráter muito perigoso, pois uma vez que você brinca com hipóteses, coisas que você nunca tinha pensado antes acabam se passando pela cabeça. Junte a isso os meus medos e inseguranças, e o que você tem? Uma noite em claro pensando "e se..."
Se toda brincadeira tem um fundo de verdade eu não sei... O que eu sei é que agora eu estou cheia de hipóteses sem respostas, que teimam em aparecer na minha mente a todo momento...
13 de janeiro de 2010
Pegar o telefone dele ou não pegar: eis a questão!
Depois de uma breve ressaca pós ano novo, semana passada voltei à ativa. Não, não estou de férias, mas não resisto a uma baladinha de fim de semana. Estava com saudades de dançar, animada, embora as meninas estivessem desanimadas.
Noite de Ladies Free até meia-noite, tínhamos que chegar cedo porque com certeza ficaríamos um tempinho na fila. Dito e feito: mesmo chegando mais cedo do que o de costume, a ficamos na fila. Por mais que eu não goste de ficar esperando, o momento da fila é crucial. É onde se vê quem está entrando na boate, se tem alguém interessante, e no meu caso, é quando se fofoca com as meninas as últimas da semana, uma vez que elas são ocupadíssimas e só estão disponíveis no fim de semana mesmo.
Estávamos na fila quando eu avistei um belo exemplar masculino. Com cara de pirralho, sim, mas bonito... E como olhar não tira pedaço.. Entramos na boate e eis que eu o avisto perto do bar. Algumas trocas de olhares de leve, sorrisinho de lado, jogadinhas de cabelo... Estava me preparando para começar o jogo mesmo quando o vejo perto do bonde do short branco e abraçando uma das meninas.
(bonde do short branco = umas piriguetes que foram de short branco e camiseta preta para a boate. Nada contra short branco, porém, não acho roupa apropriada para noite...)
Isso foi um grande balde de água fria. Resolvi deixar pra lá e fomos para a pista de dança. Estávamos nos acabando ao som de Dangerous, do Akon, quando eu percebi que o gato estava de frente para mim. Continuei dançando como se nada tivesse acontecido. E foi então que eu o vi sorrindo. Olhei para trás discretamente para ver se não era com outra pessoa... E nada! Foi então que ele estendeu a mão para mim e ficou me olhando. Num impulso eu estiquei a mão e ele me puxou.
Veio com uma cantada fraca, mas original. Disse que o amigo dele duvidou que eu dava um beijo nele. Eu disse que não beijaria mesmo. Ele riu. Pediu desculpas. Se apresentou... Conversinha normal de boate, mas alguma coisa nele me chamou a atenção. Fomos para a área aberta da boate. Ficamos. Ele me disse que tinha 25, eu não acreditei. Ele era engraçado, divertido. A conversa fluía fácil.. Estudante de direito. Gostei do gato, confesso. Voltamos para a pista de dança. Ele ficou por perto. Depois disse que ia ao banheiro, achei que ia me dar um "perdido", mas voltou. Me abraçou e ficou assim um tempão... Fofo! Atencioso.
Como a noite estava chata para as meninas, elas quiseram ir embora. E como eu estava de carona... Tive que ir junto. Me despedi do gato várias vezes. Estava claro que eu não queria ir embora e que ele também não queria me deixar ir. E foi aqui que eu vacilei. Queria pedir o telefone dele, mas fiquei esperando ele pedir o meu, coisa que ele não fez.. Então eu passei o resto do fim de semana me xingando porque eu realmente gostei do gato.
O que me fez travar e não pedir o telefone dele foi medo. Medo do que ele pensaria de mim. Medo de estar forçando a barra. Medo de parecer muito desesperada. Mas pegar o telefone de um cara é mesmo motivo para tanta paranóia?
Perguntei para os meus amigos homens e eles disseram que acham legal quando é a mulher que toma a iniciativa... Mas eu me queimei feio as duas últimas vezes que resolvi tomar a iniciativa. E a minha pergunta permanece: quando é que você sabe se pode tomar a iniciativa ou não? Pois é.. Nessas horas que eu penso que deve ser difícil ser homem, considerando que nós sempre esperamos que eles tomem a iniciativa.
Sou a favor de arriscar mais uma vez, pois como diria a minha mãe: quem não arrisca não petisca. Portanto, a próxima vez que eu encontrar um gatinho com um bom papo na balada, eu crio coragem e pego o telefone dele.
Noite de Ladies Free até meia-noite, tínhamos que chegar cedo porque com certeza ficaríamos um tempinho na fila. Dito e feito: mesmo chegando mais cedo do que o de costume, a ficamos na fila. Por mais que eu não goste de ficar esperando, o momento da fila é crucial. É onde se vê quem está entrando na boate, se tem alguém interessante, e no meu caso, é quando se fofoca com as meninas as últimas da semana, uma vez que elas são ocupadíssimas e só estão disponíveis no fim de semana mesmo.
Estávamos na fila quando eu avistei um belo exemplar masculino. Com cara de pirralho, sim, mas bonito... E como olhar não tira pedaço.. Entramos na boate e eis que eu o avisto perto do bar. Algumas trocas de olhares de leve, sorrisinho de lado, jogadinhas de cabelo... Estava me preparando para começar o jogo mesmo quando o vejo perto do bonde do short branco e abraçando uma das meninas.
(bonde do short branco = umas piriguetes que foram de short branco e camiseta preta para a boate. Nada contra short branco, porém, não acho roupa apropriada para noite...)
Isso foi um grande balde de água fria. Resolvi deixar pra lá e fomos para a pista de dança. Estávamos nos acabando ao som de Dangerous, do Akon, quando eu percebi que o gato estava de frente para mim. Continuei dançando como se nada tivesse acontecido. E foi então que eu o vi sorrindo. Olhei para trás discretamente para ver se não era com outra pessoa... E nada! Foi então que ele estendeu a mão para mim e ficou me olhando. Num impulso eu estiquei a mão e ele me puxou.
Veio com uma cantada fraca, mas original. Disse que o amigo dele duvidou que eu dava um beijo nele. Eu disse que não beijaria mesmo. Ele riu. Pediu desculpas. Se apresentou... Conversinha normal de boate, mas alguma coisa nele me chamou a atenção. Fomos para a área aberta da boate. Ficamos. Ele me disse que tinha 25, eu não acreditei. Ele era engraçado, divertido. A conversa fluía fácil.. Estudante de direito. Gostei do gato, confesso. Voltamos para a pista de dança. Ele ficou por perto. Depois disse que ia ao banheiro, achei que ia me dar um "perdido", mas voltou. Me abraçou e ficou assim um tempão... Fofo! Atencioso.
Como a noite estava chata para as meninas, elas quiseram ir embora. E como eu estava de carona... Tive que ir junto. Me despedi do gato várias vezes. Estava claro que eu não queria ir embora e que ele também não queria me deixar ir. E foi aqui que eu vacilei. Queria pedir o telefone dele, mas fiquei esperando ele pedir o meu, coisa que ele não fez.. Então eu passei o resto do fim de semana me xingando porque eu realmente gostei do gato.
O que me fez travar e não pedir o telefone dele foi medo. Medo do que ele pensaria de mim. Medo de estar forçando a barra. Medo de parecer muito desesperada. Mas pegar o telefone de um cara é mesmo motivo para tanta paranóia?
Perguntei para os meus amigos homens e eles disseram que acham legal quando é a mulher que toma a iniciativa... Mas eu me queimei feio as duas últimas vezes que resolvi tomar a iniciativa. E a minha pergunta permanece: quando é que você sabe se pode tomar a iniciativa ou não? Pois é.. Nessas horas que eu penso que deve ser difícil ser homem, considerando que nós sempre esperamos que eles tomem a iniciativa.
Sou a favor de arriscar mais uma vez, pois como diria a minha mãe: quem não arrisca não petisca. Portanto, a próxima vez que eu encontrar um gatinho com um bom papo na balada, eu crio coragem e pego o telefone dele.
7 de janeiro de 2010
16 de dezembro de 2009
Meu coração eu deixei naquela promessa
Quem nunca teve o coração estilhaçado que atire a primeira pedra! Estilhaçado sim, porque vai muito além do quebrado: são mais de mil pedaços espalhado por aí. Demora muito mais até conseguir juntar tudo de novo...
Um episódio ocorrido na Bahia que eu ainda não comentei aqui foi a promessa que eu fiz pro hippie... E a promessa que ele me fez de volta.
Estávamos dentro do ônibus ainda, quase chegando em Salvador. A animação e ansiedade era tanta que ficamos em pé, no corredor do ônibus, cantando musiquinhas idiotas. Foi então que o hippie passou por mim, colocou a mão na minha cintura e sussurrou no meu ouvido: "depois precisamos conversar". Como eu sou paranóica, fiquei inquieta! Lógico que fingindo calma, e me controlando para mostrar que eu tinha achado super normal essa atitude dele.
Pouco tempo depois, sentamos em dois lugares vazios, não juntos mas perto. Foi então que eu o peguei olhando para mim. Perguntei o que tinha acontecido e ele sorriu. Pediu para eu trocar de lugar e sentar do lado dele. Ele disse que estava preocupado comigo, que era o meu primeiro ENEARTE e que ele queria que eu me divertisse. Foi fofo. Confesso que notei certo brilho no olhar dele que eu já tinha reparado, mas até então achava que era besteira minha, e tentava ignorar. Conversamos. Percebi que era a hora da verdade, e que por mais que eu estivesse com medo, eu não tinha nada a perder. Disse que eu estava assustada e como medo pelo tanto que eu gostava dele. Olho no olho. Mãos tremendo. Pausa para responder. Ele me abraçou de novo. Só o que eu queria saber era se eu estava lendo ele errado, só o que eu queria saber era se ele gostava de mim.
Ele segurou a minha mão e ficou fazendo carinho. Disse que sim, abaixou a cabeça e depois me olhou com aqueles olhos castanhos lindos e reafirmou: "eu gosto de você". Me deu um beijo. Me senti em um filme, uma comédia romântica água com açúcar. Ele disse que não queria me ver triste porque isso também o deixava triste. Olho no olho o tempo inteiro.
E foi então que ele me pediu para prometer algo para ele. Grunhi um "humm" meio desconfiada, ele fez cara de sério. "Promete que não fica com nenhum cara que eu conheço?" Sorri. Fiz que sim com a cabeça. Fiquei encantada com o pedido: para mim era a certeza de que ele realmente se importava comigo. "Prometo!". Outro beijo, como se estivesse selando a promessa. "Mas assim você me dá o direito de te pedir alguma coisa também... Promete que não fica com nenhuma menina da faculdade?" e eu disse isso séria, olhando bem fundo nos olhos dele. Ele prometeu. Prometemos também que conversaríamos quando voltássemos ao Rio, independente do que acontecesse lá.
Analisando friamente a situação agora, acredito que o meu erro foi a importância que eu dei a essa promessa. Para mim, era como se ele tivesse assumido um compromisso comigo (o que não deixa de ser, na verdade). Mas era mais... Era a garantia de que ficaríamos juntos depois de tudo, porque eu estava disposta a tentar. Porque eu acreditava mesmo que dessa vez ia dar certo. Eu coloquei o meu coração nessa promessa...
Nem o hippie e nem eu cumprimos a promessa. Tentei ao máximo, mas no final, depois da escorregada dele, meu coração estava tão estilhaçado que eu desisti, que eu aceitei o "não era para ser". Ouvi todas as vozes da minha consciência recobrando o juízo e me dizendo: "você não devia ter baixado a guarda". Chorei baixinho à noite, para ninguém ouvir. Lamentei a minha sorte.
Verdade seja dita, meu coração estilhaçou em tantos cacos, que eu ainda estou tentando catá-los. Às vezes um dos cacos tem vontade própria e se encanta com alguém, afinal de contas ele ainda é um pedacinho de coração. Às vezes um dos cacos acha que pode ser um coração todo sozinho. E outras vezes as pessoas acabam achando um desses cacos e alguns resolvem ficar com ele, outros me devolvem. Meu coração ainda está em todas as partes, mas em cacos. O meu coração mesmo eu deixei naquela promessa.
6 de dezembro de 2009
O Ator e a traição
Conheci o Ator na Bahia. Na verdade, um pouco antes, em um chat já mencionado aqui antes. Quando nos conhecemos, eu o achei metido, e então quase não ficamos perto um do outro o resto da viagem. Quando eu voltei, rolou uma conversa para "lavar roupa suja", e logo descobri que ele também me achou metida. Conversamos de novo há pouco tempo atrás, e por ironia do destinho, acabamos afogando as nossas mágoas um com o outro.
Acontece que o Ator tinha uma namorada e a traiu. Como todo homem, usou aquela boa e velha desculpa de que "a carne é fraca", tentou se justificar e não escondeu o erro. Achei legal ele ter feito isso. A namorada não; e virou ex. E então eu fiquei pensando o que eu faria se fosse comigo.
Desde pequenas somos doutrinadas a não trair e nem aceitar traição. Porque traição é ruim, é a maior vilã dos relacionamentos. Mas o que doi mais: a mentira ou a quebra de confiança?
Para mim é e sempre vai ser a mentira. Nada substitui a confiança quebrada, concordo, mas se o cara faz que nem o Ator e conta a verdade? Se ele admite um passo em falso, por que não perdoar?
Não estou defendendo a traição, estou apenas compartilhando um ponto de vista que eu sempre tive. Cada um sabe onde lhe aperta o calo, mas eu acho que perdoaria pelo simples fato de achar que vontades e desejos vêm e vão; o amor não. Resitir a um desejo pode ser prova de amor para uns, mas não para mim; eu passaria o resto da minha vida me perguntando o que poderia ter acontecido, e pensando na minha "tentação".
Sempre achei que sobreviver a uma traição, a um simples desejo, era prova de amor maior. Pode parecer confuso, ou filosofia de "mulher perfeita" dos anos 50, mas essas coisas acontecem e no fim das contas, ele (a) voltou para você, ele (a) te contou a verdade. Isso significa que ele (a) se importa com você, assim como o Ator se importava com a namorada.
Ninguém é perfeito e as tentações estão soltas pelo mundo, cabe a cada um saber como encará-las. Existem pessoas que simplesmente não nasceram para ser monogâmicas, mas isso não significa que elas não sabem o que é amar.
Acontece que o Ator tinha uma namorada e a traiu. Como todo homem, usou aquela boa e velha desculpa de que "a carne é fraca", tentou se justificar e não escondeu o erro. Achei legal ele ter feito isso. A namorada não; e virou ex. E então eu fiquei pensando o que eu faria se fosse comigo.
Desde pequenas somos doutrinadas a não trair e nem aceitar traição. Porque traição é ruim, é a maior vilã dos relacionamentos. Mas o que doi mais: a mentira ou a quebra de confiança?
Para mim é e sempre vai ser a mentira. Nada substitui a confiança quebrada, concordo, mas se o cara faz que nem o Ator e conta a verdade? Se ele admite um passo em falso, por que não perdoar?
Não estou defendendo a traição, estou apenas compartilhando um ponto de vista que eu sempre tive. Cada um sabe onde lhe aperta o calo, mas eu acho que perdoaria pelo simples fato de achar que vontades e desejos vêm e vão; o amor não. Resitir a um desejo pode ser prova de amor para uns, mas não para mim; eu passaria o resto da minha vida me perguntando o que poderia ter acontecido, e pensando na minha "tentação".
Sempre achei que sobreviver a uma traição, a um simples desejo, era prova de amor maior. Pode parecer confuso, ou filosofia de "mulher perfeita" dos anos 50, mas essas coisas acontecem e no fim das contas, ele (a) voltou para você, ele (a) te contou a verdade. Isso significa que ele (a) se importa com você, assim como o Ator se importava com a namorada.
Ninguém é perfeito e as tentações estão soltas pelo mundo, cabe a cada um saber como encará-las. Existem pessoas que simplesmente não nasceram para ser monogâmicas, mas isso não significa que elas não sabem o que é amar.
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