Sabe quando você acaba um relacionamento e a dor é tanta que chega a ser física? Ou termina do nada? Ou é você quem terminou? Ou o tempo simplesmente mudou a estação? Não importa muito, porque seja lá como for, términos de relacionamentos sempre doem. E então você jura que nunca mais vai se apaixonar, ou que da próxima vez vai ser diferente, ou que você está melhor sem ele... Qualquer coisa que sirva de consolo e te ajude a dormir tranquila a noite. Mas e se a próxima coisa for exatamente igual? E se a última ferida ainda não tiver cicatrizado? O pior é quando as cicatrizes mexem com a sua autoestima, porque essas não tem cirurgia plástica no mundo que as apaguem... (e nem terapia!)
Bom, ano passado, no meio de todo o meu rolo com o Hippie, aconteceu aquela encontro de estudantes de artes em Salvador. E esse ano vai acontecer de novo, só que em Ouro Preto dessa vez. É agora no final de setembro. Mas acontece que a burra aqui inventou de se apaixonar, de novo. E verdade seja dita, as minhas feridas de como terminou a minha história com o Hippie ainda não cicatrizaram. E eu tenho medo que essa história se repita. (mini flashback de Salvador pra quem não lembra!) se eu me magoar outra vez, não amo mais ninguém...
O Hippie o e o Rato são duas pessoas completamente diferentes, mas que não podiam ser mais iguais! Os dois são hedonistas, os dois são "amor livre", os dois são "não se apaixone por mim". A princípio eu posso até ter me envolvido com o Rato pelo tanto que ele me lembrava o Hippie, mas agora é diferente, é por ele mesmo. É por como eu me sinto quando eu estou com ele. Acontece que a história do Hippie não teve um final feliz, e toda essa semelhança entre eles me faz temer que a do Rato também não tenha. Tenho medo que as minhas cicatrizes falem mais alto. Tenho medo que a minha bagagem atrapalhe. Tenho medo de deixar o orgulho falar mais alto. Tenho medo de ser apenas uma ilusão. Tenho medo porque há muito tempo eu não sei o que é sentir ciúmes. Tenho medo de não saber discernir real de imaginário.
Com o Hippie, a situação era mais fácil, teoricamente. Só existia o "eu gosto de você". Mas ao mesmo tempo, existia uma procura, um retorno, apesar de nunca ter existido certeza alguma. Com o Rato existe o "eu te amo".. Mas existe também o "não se apaixone"... Existe o "você é diferente", mas existe também o "eu não tenho certeza de nada"... Existem todas as dúvidas do mundo em um segundo, mas no segundo seguinte existe o carinho, o cuidado e até mesmo o envolvimento. E a minha ferida não cicatrizada grita que o final vai ser o mesmo, que eu vou me magoar. Mas não adianta, eu faço pirraça e insisto que é "por minha conta e risco", mesmo com todos os meus medos. Mesmo com toda a minha bagagem. Mesmo com todas as minhas cicatrizes.
Acredito que todos nós temos cicatrizes e que em momento masoquistas, coçamos. Arrancamos a casquinha, só pra sentir arder de novo, para sentir doer e lembrarmos de ter mais cuidado da próxima vez. Mas também não conseguimos viver em uma redoma de vidro por muito tempo: logo logo o corpo está pedindo pela adrenalina, e quando percebemos, já estamos parados na beira do precipício, querendo pular. E pulamos! Mesmo tendo prometido não pular mais. Pulamos e ignoramos as cicatrizes, o cérebro, a dor. Mesmo com todos os medos. E por todos os medos. No fim das contas, é o medo que nos faz perceber o quanto a queda pode ser boa.
30 de agosto de 2010
24 de agosto de 2010
Everything is changin'...
Acho que eu sou mesmo bipolar. Ou talvez simplesmente muito orgulhosa. Não sei ao certo.
Então, advinha quem reapareceu na minha vida esse fim de semana? Wild Cat! Sem namorada, é lógico. Queria sair, conversar.. Porque segundo ele, "a gente sempre se deu super bem". Resolvi dar corda e dizer que não podia sair porque estava sozinha em casa e alguém tinha que cuida do Jack. Prontamente ele se ofereceu para ir até a minha casa e levar pizza. Ooooi? Nem que ele levasse 10 litros de Haagen Daas de morango dessa vez!! Dei um fora bonito e me senti vingada! #scorpiofeelings
Sim, esse foi o cara por quem eu chorei durante uma semana antes de dormir. Foi o mesmo cara que me fez acreditar que eu era o problema. O mesmo que me fez perder o controle. O mesmo que me vez chegar ao fundo do poço. E sim, aquele mesmo que me fez ficar desesperada e deixar o Ator super preocupado porque eu precisava dele, porque ele me acalmaria.
Acontece que com um histórico desses, mesmo sendo o maior palhaço do mundo, eu fiquei mexida com essa nova investida do Wild Cat. Talvez por orgulho, talvez porque eu tenho o ego do tamanho de um bonde, talvez.. Talvez isso seja eu a aquela minha velha vontade autodestrutiva querendo me sabotar.
Ultimamente eu estou com a sensação de que tudo está mudando, com uma angústia... Que me faz fazer coisas idiotas. Que me faz afastar as pessoas quando o que eu mais quero é abraçar e nunca mais soltar. É colo, é carinho.. É a certeza de que nada mudou e de que eu não me joguei sem paraquedas a toa... Mais uma vez. Que me faz perguntar qual é o meu problema? Por que eu não posso simplesmente dizer eu te amo e ser feliz com isso? Porque eu estou cansada de mostrar o quanto que eu quero, e quando eu mais preciso de um feedback eu não ter. Isso me faz ter dúvidas e travar. E matar todo o progresso que eu já tinha feito. Isso acaba com a minha noite, mesmo depois de um dia quase perfeito!
#avrillavignefeelings
.
Então, advinha quem reapareceu na minha vida esse fim de semana? Wild Cat! Sem namorada, é lógico. Queria sair, conversar.. Porque segundo ele, "a gente sempre se deu super bem". Resolvi dar corda e dizer que não podia sair porque estava sozinha em casa e alguém tinha que cuida do Jack. Prontamente ele se ofereceu para ir até a minha casa e levar pizza. Ooooi? Nem que ele levasse 10 litros de Haagen Daas de morango dessa vez!! Dei um fora bonito e me senti vingada! #scorpiofeelings
Sim, esse foi o cara por quem eu chorei durante uma semana antes de dormir. Foi o mesmo cara que me fez acreditar que eu era o problema. O mesmo que me fez perder o controle. O mesmo que me vez chegar ao fundo do poço. E sim, aquele mesmo que me fez ficar desesperada e deixar o Ator super preocupado porque eu precisava dele, porque ele me acalmaria.
Acontece que com um histórico desses, mesmo sendo o maior palhaço do mundo, eu fiquei mexida com essa nova investida do Wild Cat. Talvez por orgulho, talvez porque eu tenho o ego do tamanho de um bonde, talvez.. Talvez isso seja eu a aquela minha velha vontade autodestrutiva querendo me sabotar.
Ultimamente eu estou com a sensação de que tudo está mudando, com uma angústia... Que me faz fazer coisas idiotas. Que me faz afastar as pessoas quando o que eu mais quero é abraçar e nunca mais soltar. É colo, é carinho.. É a certeza de que nada mudou e de que eu não me joguei sem paraquedas a toa... Mais uma vez. Que me faz perguntar qual é o meu problema? Por que eu não posso simplesmente dizer eu te amo e ser feliz com isso? Porque eu estou cansada de mostrar o quanto que eu quero, e quando eu mais preciso de um feedback eu não ter. Isso me faz ter dúvidas e travar. E matar todo o progresso que eu já tinha feito. Isso acaba com a minha noite, mesmo depois de um dia quase perfeito!
#avrillavignefeelings
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12 de agosto de 2010
O ex-namorado e os seus truques
Eles aparecem do nada, normalmente depois de muito tempo sem dar notícia. Chegam sem a menor cerimônia e agem como se nada tivesse acontecido, com a cara mais lavada do mundo. Ex é uma praga!
Essa semana foi o aniversário do meu ex, leonino bravo e ciumento. Territorialista que nem ele só, se curvava a todo e qualquer capricho dessa geminiana mimada aqui. Coincidência ou não, ele também deu uma reaparecida na minha vida essa semana. Sim, ex é uma praga!
Tudo começou com um almoço de família no domingo. De repente, a família inteira estava com saudades dele, porque ele era um bom moço (desde quando!?!?), carinhoso (tá, isso era).. E tudo mais o que ele não era quando a gente namorava, sabe? Por mais que eu ache estranho, é normal que ainda exista um carinho grande pelo ex, afinal de contas, ele foi parte da minha família por 3 anos.. E a minha família é justamente aquele tipo italiano brigão, e que sempre agrega todo mundo.
Enfim.. Tinha chegado em casa não tinha uns 10 minutos e ele me ligou. Levei um susto! Conversinha fiada, coisa boba.. Ainda existe um carinho muito grande, blah blah blah.. Nada que justificasse a ligação. Achei estranho, muito estranho, mas confesso que não me senti mexida. Aí depois foi a vez da conversinha fiada no MSN. Falou que não gostou da minha franja (oooi?), contou que vai se mudar para Campos... Eu ouvi pacientemente até ter a ideia de falar da minha 2a tatuagem (que ainda não exite) na virilha. Foi o suficiente para o papo mudar. O Ex começou a tentar me convencer a mostrar a tattoo na webcam, e quando eu disse firmemente que não mostraria, ele disse que tudo bem, que agora não era mais esse tipo de homem. Oooi?
Tudo bem, eu confesso que fiz isso só de pirraça. De criancice mesmo! Só para ver se eu ainda mexo com ele de alguma forma (ex é uma praga!)... Mas ainda acho estranho ele ter reaparecido do nada. Quando eu era mais nova, costumava pensar que os Ex apareciam naqueles momentos decisivos, só para você ter a certeza. No meu caso, a certeza foi de que eu já o esqueci, superei e estou mesmo apaixonada.
Essa semana foi o aniversário do meu ex, leonino bravo e ciumento. Territorialista que nem ele só, se curvava a todo e qualquer capricho dessa geminiana mimada aqui. Coincidência ou não, ele também deu uma reaparecida na minha vida essa semana. Sim, ex é uma praga!
Tudo começou com um almoço de família no domingo. De repente, a família inteira estava com saudades dele, porque ele era um bom moço (desde quando!?!?), carinhoso (tá, isso era).. E tudo mais o que ele não era quando a gente namorava, sabe? Por mais que eu ache estranho, é normal que ainda exista um carinho grande pelo ex, afinal de contas, ele foi parte da minha família por 3 anos.. E a minha família é justamente aquele tipo italiano brigão, e que sempre agrega todo mundo.
Enfim.. Tinha chegado em casa não tinha uns 10 minutos e ele me ligou. Levei um susto! Conversinha fiada, coisa boba.. Ainda existe um carinho muito grande, blah blah blah.. Nada que justificasse a ligação. Achei estranho, muito estranho, mas confesso que não me senti mexida. Aí depois foi a vez da conversinha fiada no MSN. Falou que não gostou da minha franja (oooi?), contou que vai se mudar para Campos... Eu ouvi pacientemente até ter a ideia de falar da minha 2a tatuagem (que ainda não exite) na virilha. Foi o suficiente para o papo mudar. O Ex começou a tentar me convencer a mostrar a tattoo na webcam, e quando eu disse firmemente que não mostraria, ele disse que tudo bem, que agora não era mais esse tipo de homem. Oooi?
Tudo bem, eu confesso que fiz isso só de pirraça. De criancice mesmo! Só para ver se eu ainda mexo com ele de alguma forma (ex é uma praga!)... Mas ainda acho estranho ele ter reaparecido do nada. Quando eu era mais nova, costumava pensar que os Ex apareciam naqueles momentos decisivos, só para você ter a certeza. No meu caso, a certeza foi de que eu já o esqueci, superei e estou mesmo apaixonada.
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29 de julho de 2010
Escrevo para não gritar, grito para não enlouquecer...
É oficial: não gosto de me apaixonar!
Não gosto de sentir a falta dele, não gosto de me preocupar com ele, não gosto da vontade de estar com ele o tempo todo, não gosto quando minha mente fica à toa e ao invés de voar em questões da minha monografia voa para ele... Não gosto dessa inquietude que dá no meu coração, não gosto de ir dormir pensando nele... Não gosto de não me sentir dona de mim...
Há tempos atrás, eu era Summer Finn, eu era senhorita independente, eu podia jurar que era feliz sem amor.. eu podia jurar que era "minha, só minha e não de quem me quer"... E eu então eu sentia falta do friozinho na barriga, porque, vamos confessar? é gostoso!
E hoje em dia eu estou puta comigo mesma! Não porque eu me apaixonei, mas porque a única coisa que eu achava que estava dando certo na minha vida na verdade não está! Porque meus esforços e sacrifícios não estão sendo vistos ou valorizados... Porque eu estou cansada, no meu limite! Porque ao longo de 3 anos de faculdade, eu nunca banquei a vítima, porque a escolha de estudar em outra cidade foi minha! Porque quem quis procurar o caminho mais difícil fui eu.. E sinceramente, me pergunto se está valendo a pena..
Talvez na verdade eu seja uma frouxa, isso sim! Só sei que eu estou decepcionada comigo mesma. Quero ser forte, continuar lutando, mas sinto que isso está me consumindo. Preciso de gás, de alguma coisa... Dá pra fugir pro Polo Norte e virar ajudante de Papai Noel?
Enfim, ando sob um leve desespero que não me é comum e não estou feliz com isso. Ando inquieta, sem ânimo e cansada. E hoje, eu escrevo para não gritar... Mas grito (aquele grito abafado no travesseiro) para não enlouquecer...
Não gosto de sentir a falta dele, não gosto de me preocupar com ele, não gosto da vontade de estar com ele o tempo todo, não gosto quando minha mente fica à toa e ao invés de voar em questões da minha monografia voa para ele... Não gosto dessa inquietude que dá no meu coração, não gosto de ir dormir pensando nele... Não gosto de não me sentir dona de mim...
Há tempos atrás, eu era Summer Finn, eu era senhorita independente, eu podia jurar que era feliz sem amor.. eu podia jurar que era "minha, só minha e não de quem me quer"... E eu então eu sentia falta do friozinho na barriga, porque, vamos confessar? é gostoso!
E hoje em dia eu estou puta comigo mesma! Não porque eu me apaixonei, mas porque a única coisa que eu achava que estava dando certo na minha vida na verdade não está! Porque meus esforços e sacrifícios não estão sendo vistos ou valorizados... Porque eu estou cansada, no meu limite! Porque ao longo de 3 anos de faculdade, eu nunca banquei a vítima, porque a escolha de estudar em outra cidade foi minha! Porque quem quis procurar o caminho mais difícil fui eu.. E sinceramente, me pergunto se está valendo a pena..
Talvez na verdade eu seja uma frouxa, isso sim! Só sei que eu estou decepcionada comigo mesma. Quero ser forte, continuar lutando, mas sinto que isso está me consumindo. Preciso de gás, de alguma coisa... Dá pra fugir pro Polo Norte e virar ajudante de Papai Noel?
Enfim, ando sob um leve desespero que não me é comum e não estou feliz com isso. Ando inquieta, sem ânimo e cansada. E hoje, eu escrevo para não gritar... Mas grito (aquele grito abafado no travesseiro) para não enlouquecer...
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24 de julho de 2010
Sob um leve desespero...
...que me leva, que me leva daqui!
Amooo Capital Inicial!! E sou absolutamente louca e apaixonada pelo Acústico MTV deles. Acho que esse CD marcou todo e qualquer relacionamento/pseudo-relacionamento que eu já tive. Desde "Fogo" quando eu ainda tinha 13 anos e a minha paixãozinha disse que essa era a música perfeita para nós dois, até o início do ano passado quando o Garotão me mandou um email com a letra da "Eu vou estar"...
Se eu tivesse que escolher outra maneira pra me expressar que não pelas minhas próprias palavras, com certeza seria através da música. Frequentemente faço isso, quando não sei o que dizer: uso palavras alheias, normalmente cantadas por pessoas que eu gosto ou admiro. Sim, música é vida, é memória, é momento, é saudade...
Mas não é sobre isso que eu quero falar hoje. Comecei o post com essa música por me identificar com essa frase hoje. Sabe aquelas coisas que acontecem e você não percebe? E aí quando você percebe, bate o desespero?
Estou em uma viagem com os meus avós, que não são novinhos: vovô tem 85 anos e a vovó 77. Muito mais do que os meus pais, os meus avós são os amores da minha vida!! Desde pequena, são os dois que acobertam as minhas travessuras, são os dois que me mimam, são os dois que me fazem passar na casa deles todos os dias simplesmente para dar um beijo, porque eles sentem saudades, e demonstram isso.. São os dois que reclamam que eu estou magra demais.. São os dois que compram ingredientes escondidos para me fazer queijadinha ou docinho de nozes de surpresa pro meu aniversário... São as pessoas mais inexplicáveis, incríveis e inenarráveis da minha vida.
A viagem está sendo ótima! Juro que ainda é possível ver os olhos do meu avô brilhando quando ele olha para a minha avó e vice-versa. Os dois caminham pelas ruas de mãos dadas e se preocupam um com o outro constantemente, a ponto de ser até motivo de pequenos desentendimentos. Mas os dois não são mais novinhos, e o reconhecimento disso me deu um desespero! Ver os dois lutando contra as suas dificuldades (esquecimentos, uma leve surdez, falta de atenção, cansaço) é de partir o coração. Reconhecer que os dois não são mais os mesmos, que a velhice também está chegando para eles, me dá esse desespero... Me faz chorar escondida a noite para que eles não percebam, e me faz querer colo...
Envelhecer é uma merda!
Amooo Capital Inicial!! E sou absolutamente louca e apaixonada pelo Acústico MTV deles. Acho que esse CD marcou todo e qualquer relacionamento/pseudo-relacionamento que eu já tive. Desde "Fogo" quando eu ainda tinha 13 anos e a minha paixãozinha disse que essa era a música perfeita para nós dois, até o início do ano passado quando o Garotão me mandou um email com a letra da "Eu vou estar"...
Se eu tivesse que escolher outra maneira pra me expressar que não pelas minhas próprias palavras, com certeza seria através da música. Frequentemente faço isso, quando não sei o que dizer: uso palavras alheias, normalmente cantadas por pessoas que eu gosto ou admiro. Sim, música é vida, é memória, é momento, é saudade...
Mas não é sobre isso que eu quero falar hoje. Comecei o post com essa música por me identificar com essa frase hoje. Sabe aquelas coisas que acontecem e você não percebe? E aí quando você percebe, bate o desespero?
Estou em uma viagem com os meus avós, que não são novinhos: vovô tem 85 anos e a vovó 77. Muito mais do que os meus pais, os meus avós são os amores da minha vida!! Desde pequena, são os dois que acobertam as minhas travessuras, são os dois que me mimam, são os dois que me fazem passar na casa deles todos os dias simplesmente para dar um beijo, porque eles sentem saudades, e demonstram isso.. São os dois que reclamam que eu estou magra demais.. São os dois que compram ingredientes escondidos para me fazer queijadinha ou docinho de nozes de surpresa pro meu aniversário... São as pessoas mais inexplicáveis, incríveis e inenarráveis da minha vida.
A viagem está sendo ótima! Juro que ainda é possível ver os olhos do meu avô brilhando quando ele olha para a minha avó e vice-versa. Os dois caminham pelas ruas de mãos dadas e se preocupam um com o outro constantemente, a ponto de ser até motivo de pequenos desentendimentos. Mas os dois não são mais novinhos, e o reconhecimento disso me deu um desespero! Ver os dois lutando contra as suas dificuldades (esquecimentos, uma leve surdez, falta de atenção, cansaço) é de partir o coração. Reconhecer que os dois não são mais os mesmos, que a velhice também está chegando para eles, me dá esse desespero... Me faz chorar escondida a noite para que eles não percebam, e me faz querer colo...
Envelhecer é uma merda!
11 de julho de 2010
Proximidade
Quando eu fiz este post, em setembro do ano passado (diretamente do túnel do tempo!), tinha a intenção de escrever uma continuidade para ele: o que nos faz passar de "em estado de apaixonada" para apaixonada de fato? Acabaram acontecendo outras coisas que desviaram o meu foco e o tal post ficou esquecido. No entanto, hoje, enquanto escrevia uma carta para o Rato, acabei "esbarrando" em tal assunto de novo.
Então, respondendo à pergunta, eu acredito que a proximidade é o que nos faz apaixonar. Além daquilo tudo que já foi dito, acho que a proximidade é a piece de la resistance, é o que faz o cérebro (que até então estava segurando a onda) se jogar. Porque a proximidade normalmente acontece quando o cérebro não está preparado, quando começamos a curtir esse "estado de apaixonada". Quando a presença do outro na sua vida passa a ser algo natural, e no entanto, inquestionável.
Na verdade, a proximidade é a grande vilã da história. Ela tanto pode ajudar quanto piorar. Um exemplo? Lembra aquele seu ex-amor que você jurava que tinha esquecido e que dele não queria nem ouvir falar o nome? Advinha o que acontece quando de repente ele está por perto de novo? Com um novo visual (tão bonitinho!), os mesmo olhos castanhos pidões, a mesma atitude de rei do mundo... A proximidade nos faz pensar, ficar em dúvida.. Principalmente se aquele outro gatinho que você estava de olho, que andava tão próximo, de repente está mais distante... Mais frio, mais sem tempo para você...
Há tempos tenho notado certa reaproximação do Hippie na minha vida. Até então pensava que era apenas coincidência: estudamos juntos, é impossível não nos encontrarmos. Porém eu o percebo mais receptivo comigo. E sinceramente, não acho que isso seja apenas coisa da minha cabeça. Acontece que essa proximidade do Hippie mexe comigo de uma maneira que não deveria mexer... Junte a isso um certo afastamento do Rato... Resultado? Sim, eu quase fiz besteira.
Me pergunto se essa proximidade do Hippie mexe comigo pela carga do não resolvido que existe entre nós ou se é por algo a mais. Não sei. Quero acreditar do fundo do meu coração que é pelo não resolvido, mas conversando com uma amiga, ela me fez perceber que talvez não seja. Tenho medo que essa proximidade me faça cair no mesmo abismo e novamente ser "sugada" nesse turbilhão de emoções que ele é. Mas mais ainda, tenho medo de ter essas recaídas sempre que o meu "novo alguém" não estiver próximo.
Hmm... Sei lá! Só sei que teve uma época em que o Rato estava presente na minha vida, apesar da distância, e eu realmente sinto falta dele.
Então, respondendo à pergunta, eu acredito que a proximidade é o que nos faz apaixonar. Além daquilo tudo que já foi dito, acho que a proximidade é a piece de la resistance, é o que faz o cérebro (que até então estava segurando a onda) se jogar. Porque a proximidade normalmente acontece quando o cérebro não está preparado, quando começamos a curtir esse "estado de apaixonada". Quando a presença do outro na sua vida passa a ser algo natural, e no entanto, inquestionável.
Na verdade, a proximidade é a grande vilã da história. Ela tanto pode ajudar quanto piorar. Um exemplo? Lembra aquele seu ex-amor que você jurava que tinha esquecido e que dele não queria nem ouvir falar o nome? Advinha o que acontece quando de repente ele está por perto de novo? Com um novo visual (tão bonitinho!), os mesmo olhos castanhos pidões, a mesma atitude de rei do mundo... A proximidade nos faz pensar, ficar em dúvida.. Principalmente se aquele outro gatinho que você estava de olho, que andava tão próximo, de repente está mais distante... Mais frio, mais sem tempo para você...
Há tempos tenho notado certa reaproximação do Hippie na minha vida. Até então pensava que era apenas coincidência: estudamos juntos, é impossível não nos encontrarmos. Porém eu o percebo mais receptivo comigo. E sinceramente, não acho que isso seja apenas coisa da minha cabeça. Acontece que essa proximidade do Hippie mexe comigo de uma maneira que não deveria mexer... Junte a isso um certo afastamento do Rato... Resultado? Sim, eu quase fiz besteira.
Me pergunto se essa proximidade do Hippie mexe comigo pela carga do não resolvido que existe entre nós ou se é por algo a mais. Não sei. Quero acreditar do fundo do meu coração que é pelo não resolvido, mas conversando com uma amiga, ela me fez perceber que talvez não seja. Tenho medo que essa proximidade me faça cair no mesmo abismo e novamente ser "sugada" nesse turbilhão de emoções que ele é. Mas mais ainda, tenho medo de ter essas recaídas sempre que o meu "novo alguém" não estiver próximo.
Hmm... Sei lá! Só sei que teve uma época em que o Rato estava presente na minha vida, apesar da distância, e eu realmente sinto falta dele.
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6 de julho de 2010
Das perguntas cretinas ou guerra dos sexos
Em determinados momentos de nossas vidas nos deparamos com umas perguntas cretinas que nos fazem pensar no impensável. Geminiana curiosa que sou, adoro fazer tais perguntas, mas odeio respondê-las. Odeio pelo simples fato de conseguir advogar sempre os dois lados de um mesmo caso, e com isso, nunca chego a lugar nenhum. O que faz com que eu sempre seja acusada de indecisa, de "em cima do muro", e até mesmo sem opinião.
O fato é que eu acho muito precipitado dar uma resposta definitiva. Me conheço bem e sei que uma das minhas maiores características é mudar de opinião. Então, como eu vou ser taxativa? Como responder uma coisa e ponto: nunca mais pensar naquilo? Se querem saber, o meu autoquestionamento é o que me move!
A pergunta cretina que originou esse post é: "quem se apaixona primeiro: o homem ou a mulher?". O Amante (meu calouro desse ano S2) tem um blog bastante legal, e fez essa pergunta em forma de enquete. Conversamos bastante sobre o assunto e chegamos a conclusão de que cada um responde a essa pergunta de acordo com as sua experiências pessoais. Então, vamos às minhas...
Eu acredito que os homens se apaixonam primeiro, no entanto, nós mulheres (por sermos viciadas em romance) admitimos primeiro. O problema desse nosso vício é que acabamos confundindo corrente de ar com frio na barriga e pronto: lá estamos nós jurando amor eterno... Acontece que normalmente quem dá o primeiro passo são eles (falem o que for, mas ainda vivemos numa sociedade machista e ainda é assim sim!), e quem escolhe manter o contato também. Minhas últimas experiências com cafas e afins me levam a crer que o contato só continua se há um interesse legítimo masculino. Com isso, eles já abrem uma brecha para algo mais, e de certa maneira, já deixam a guarda baixa (pelo menos um pouquinho). E como paixão é coisa que acontece e não se explica.. Pronto! Aí está o bobo já apaixonado por você... Mesmo que ele continue com aquele papo de "amor livre", de que não quer compromisso.
Repito que tudo o que eu digo aqui não é ciência exata: a maioria das coisas é "achômetro" puro. Comigo foi assim nas últimas vezes: ele se apaixonou primeiro, mas eu admiti antes. De certa maneira, acho mais fácil assim. Boba que eu sou, não sei me apaixonar sem me jogar.. E é muito melhor se jogar quando pelo menos se desconfia que vai ter alguém lá embaixo para te segurar...
O fato é que eu acho muito precipitado dar uma resposta definitiva. Me conheço bem e sei que uma das minhas maiores características é mudar de opinião. Então, como eu vou ser taxativa? Como responder uma coisa e ponto: nunca mais pensar naquilo? Se querem saber, o meu autoquestionamento é o que me move!
A pergunta cretina que originou esse post é: "quem se apaixona primeiro: o homem ou a mulher?". O Amante (meu calouro desse ano S2) tem um blog bastante legal, e fez essa pergunta em forma de enquete. Conversamos bastante sobre o assunto e chegamos a conclusão de que cada um responde a essa pergunta de acordo com as sua experiências pessoais. Então, vamos às minhas...
Eu acredito que os homens se apaixonam primeiro, no entanto, nós mulheres (por sermos viciadas em romance) admitimos primeiro. O problema desse nosso vício é que acabamos confundindo corrente de ar com frio na barriga e pronto: lá estamos nós jurando amor eterno... Acontece que normalmente quem dá o primeiro passo são eles (falem o que for, mas ainda vivemos numa sociedade machista e ainda é assim sim!), e quem escolhe manter o contato também. Minhas últimas experiências com cafas e afins me levam a crer que o contato só continua se há um interesse legítimo masculino. Com isso, eles já abrem uma brecha para algo mais, e de certa maneira, já deixam a guarda baixa (pelo menos um pouquinho). E como paixão é coisa que acontece e não se explica.. Pronto! Aí está o bobo já apaixonado por você... Mesmo que ele continue com aquele papo de "amor livre", de que não quer compromisso.
Repito que tudo o que eu digo aqui não é ciência exata: a maioria das coisas é "achômetro" puro. Comigo foi assim nas últimas vezes: ele se apaixonou primeiro, mas eu admiti antes. De certa maneira, acho mais fácil assim. Boba que eu sou, não sei me apaixonar sem me jogar.. E é muito melhor se jogar quando pelo menos se desconfia que vai ter alguém lá embaixo para te segurar...
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8 de junho de 2010
surto romântico
Ele costumava passar por aqui, mas agora nem sei. Acho que ele esqueceu de mim aqui. Talvez seja o final de período. Talvez seja a nova namorada. Talvez sejam os problemas. Talvez ele não tenha esquecido, só... não tenha comentado. Talvez...
Conversamos ontem, contei pra ele do Espantalho. E ele disse que tem que me deixar seguir em frente. Não quero seguir em frente, porque é ele quem eu amo. Por mais que seja errado, por mais que seja impossível (mas pra quem tem pensamento forte o impossível é só uma questão de opinião)... Já tive que tentar esquecê-lo uma vez e não deu certo. Talvez essa seja a nossa "coisa": tem sempre que ter um empecílio pra sabermos que é real.
Falta muita coisa para termos a certeza de que é real, ele diz. Eu digo que não. O fundamental existe. Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.
Acredito que quando se ama alguém, você quer ver a outra pessoa feliz, independente de ser com você ou não. Atraso de vida ou não, vc é quem eu amo! Mas tb quem eu não posso ter pq vc nunca vai ser só meu... Eh claro que eu não vou fugir de vc. Mas tenho q te da a chance de seguir em frente... Ja q nunca eh muito tempo. E foi aí que eu percebi: ele realmente me ama.
E se eu o amo também, por que tenho que ficar achando meios de não ficarmos juntos? Por que deixar a razão falar mais alto justo agora?
Então, Rato, eu te pergunto: podemos esquecer o ontem e começar um novo amanhã, juntos?
Conversamos ontem, contei pra ele do Espantalho. E ele disse que tem que me deixar seguir em frente. Não quero seguir em frente, porque é ele quem eu amo. Por mais que seja errado, por mais que seja impossível (mas pra quem tem pensamento forte o impossível é só uma questão de opinião)... Já tive que tentar esquecê-lo uma vez e não deu certo. Talvez essa seja a nossa "coisa": tem sempre que ter um empecílio pra sabermos que é real.
Falta muita coisa para termos a certeza de que é real, ele diz. Eu digo que não. O fundamental existe. Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.
Acredito que quando se ama alguém, você quer ver a outra pessoa feliz, independente de ser com você ou não. Atraso de vida ou não, vc é quem eu amo! Mas tb quem eu não posso ter pq vc nunca vai ser só meu... Eh claro que eu não vou fugir de vc. Mas tenho q te da a chance de seguir em frente... Ja q nunca eh muito tempo. E foi aí que eu percebi: ele realmente me ama.
E se eu o amo também, por que tenho que ficar achando meios de não ficarmos juntos? Por que deixar a razão falar mais alto justo agora?
Então, Rato, eu te pergunto: podemos esquecer o ontem e começar um novo amanhã, juntos?
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7 de junho de 2010
"Maldita Sorte" às avessas
Momento cinema: já viram o filme "Maldita Sorte"? O filme é relativamente velho (2007), e eu o assisti em uma madrugada dessas sem nada para fazer na HBO. A princípio, não levei fé no roteiro não, mas como ele conta com colírios (Dane Cook e Jessica Alba) resolvi arriscar. O filme conta a história de Charlie, um cara que foi amaldiçoado por uma colega de escola quando ele tinha 10 anos, e com isso, toda mulher que fica com ele, se casa logo depois. Com isso, toda mulher que quer casar, acaba procurando ele e transando com ele. (aliás, tem umas cenas hilárias de várias posições sexuais diferentes) Porém, ele acaba conhecendo a Cam, uma garota por quem ele realmente se apaixona, e então ele faz de tudo para não transar com ela para não perdê-la. Só vendo o filme mesmo. Não é nenhuma obra prima do cinema, mas serve para dar umas boas gargalhadas.
Comecei esse post falando desse filme porque ultimamente eu estou me sentindo o Charlie. Os três últimos garotos que eu fiquei por mais tempo, começaram a namorar logo depois que nós "terminamos" (um deles nem chegou a terminar...). Além de mim, o que eles tinham em comum? A verdadeira repulsa e aversão a ideia de namorar.
Tento o máximo possível respeitar o espaço alheio, no entanto, para que isso acontece, tem que existir sinceridade, de ambas as partes. Quando alguém fala que não quer namorar, eu entendo que não devo forçar esse limite, que devo me envolver sem esperanças de que aquele relacionamente vai "evoluir". Ou como eu costumo dizer pro Ator: por minha conta e risco.
Às vezes me questiono se o meu erro não é esse: respeitar e não forçar a barra. Querer as coisas, mas por medo de invadir o espaço alheio, simplesmente não externalizar isso. Deixar "meus homens" soltos porque eu não gosto de ser presa. Julgar as pessoas por mim. Sempre fico com a impressão de que as pessoas possessivas e ciumentas ganham mais porque dizem: "Fulano é meu!". Mas acho mesmo essa sensação de posse tão mesquinha, tão egoísta! Não quero pertencer a ninguém. Não quero ser uma mercadoria. Quero ser amada. Respeitada.
Porém, considerando esses últimos acontecimentos, me pergunto se o problema não sou eu. Se talvez essa minha liberdade seja a culpada de eu nunca ser a noiva, mas sempre a dama de honra. Sim, os caras ficam comigo, mas quando o assunto é namorar, eles sempre escolhem outra. E a pergunta que não me sai da cabeça é: por que não eu?
Por enquanto, ainda acredito que é porque eu sou especial e diferente, e são poucos os que aguentam isso.
Comecei esse post falando desse filme porque ultimamente eu estou me sentindo o Charlie. Os três últimos garotos que eu fiquei por mais tempo, começaram a namorar logo depois que nós "terminamos" (um deles nem chegou a terminar...). Além de mim, o que eles tinham em comum? A verdadeira repulsa e aversão a ideia de namorar.
Tento o máximo possível respeitar o espaço alheio, no entanto, para que isso acontece, tem que existir sinceridade, de ambas as partes. Quando alguém fala que não quer namorar, eu entendo que não devo forçar esse limite, que devo me envolver sem esperanças de que aquele relacionamente vai "evoluir". Ou como eu costumo dizer pro Ator: por minha conta e risco.
Às vezes me questiono se o meu erro não é esse: respeitar e não forçar a barra. Querer as coisas, mas por medo de invadir o espaço alheio, simplesmente não externalizar isso. Deixar "meus homens" soltos porque eu não gosto de ser presa. Julgar as pessoas por mim. Sempre fico com a impressão de que as pessoas possessivas e ciumentas ganham mais porque dizem: "Fulano é meu!". Mas acho mesmo essa sensação de posse tão mesquinha, tão egoísta! Não quero pertencer a ninguém. Não quero ser uma mercadoria. Quero ser amada. Respeitada.
Porém, considerando esses últimos acontecimentos, me pergunto se o problema não sou eu. Se talvez essa minha liberdade seja a culpada de eu nunca ser a noiva, mas sempre a dama de honra. Sim, os caras ficam comigo, mas quando o assunto é namorar, eles sempre escolhem outra. E a pergunta que não me sai da cabeça é: por que não eu?
Por enquanto, ainda acredito que é porque eu sou especial e diferente, e são poucos os que aguentam isso.
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17 de maio de 2010
Encontros e desencontros: o Espantalho
No auge dos meus 16 anos, eu o conheci. Garotinha boba, era a dona do mundo dentro do colégio, até resolver tentar a sorte em um outro. Colégio menor, mas mais assustador, afinal eu havia estudado no outro a minha vida inteira e todo mundo me conhecia. Ainda me sentia um peixinho fora d'água, querendo me adptar e ao mesmo tempo me descobrir, saber que eu era.
Eu o conheci nas Olimpíadas. Ele era o completo oposto de mim. Pisciano, tímido.. Enquanto eu estava sentada em uma roda de amigos, ele estava em um canto, apenas observando. Nossos olhares se cruzaram e eu comecei o meu jogo. Queria saber que era aquele cara. Alto, bonito, cabelos castanhos claros de cachinhos, olhos castanhos claros. Olhar marcante, mas carinha de assustado, de menino. Um amigo em comum nos apresentou e começamos a conversar em um grupo de 6 ou 7 pessoas. De repente eu percebi que as outras pessoas sumiram, e que nós estávamos sozinhos conversando há bastante tempo já. Gostei dele. Era o tipo de pessoa que conversava com os olhos. No final do dia, eu já estava falando que o amava.
As Olimpíadas eram na última semana de aula, e assim que acabaram, entramos de férias de meio de ano. Tratei de conseguir o msn dele e aí foi o real começo de tudo. Passávamos horas conversando dos assuntos mais variados possíveis: amor, filosofia, cultura inútil... Ele se tornou meu fiel companheiro das madrugadas de insônia. O Espantalho é uma das pessoas mais curiosas que eu conheço (e mais inteligentes também!): qualquer assunto é papo, qualquer oportunidade de aprender algo novo é lucro, qualquer pesquisa pode ser divertida! Ele era meu confidente. Falávamos besteiras, falávamos de coisas sérias. E eu já disse e repito: você quer conquistar um geminiano? Converse com ele! Converse muito e mostre que você consegue acompanhar o ritmo dele: ele vai estar nas suas mãos em dois tempos.
Eu adorava falar besteiras, sempre o deixava sem graça no início.. Mas depois ele se acostumou. Em uma dessas madrugadas à toa, eu lhe disse que ele era melhor que Jack Daniel's (sempre disse para ele que Jack Daniel's era o melhor amigo de toda mulher) e foi daí que veio o seu primeiro apelido: Jack. Gosto de dar apelidos às pessoas, gosto da noção de intimidade que isso nos dá, mas mais ainda gosto da ideia de ter um algo especial. O Espantalho veio depois de um episódio de Nip/Tuck, no qual uma mulher se suicidava na frente do amante porque ela descobriu um câncer de mama, e não queria "definhar" ou fazer a quimioterapia. Ela se despedia dele assim: "Adeus, Espantalho! De todas as pessoas desse mundo, você é de quem eu mais vou sentir falta.". Naquela noite, eu me despedi dele assim. E o apelido pegou. Jack Scarecrow: o meu Espantalho.
Como não podia deixar de ser, acabei me apaixonando pelo Espantalho. Ele foi a primeira pessoa para quem eu me declarei. Para quem eu disse com todas as letras: estou apaixonada por você. Sofri quando ele disse que não era recíproco. Chorei. Superei e comecei a namorar. Foi então que ele se descobriu apaixonado por mim. Mas eu não podia simplesmente largar o meu namorado, não podia não tentar viver uma outra história, não saber onde ela me levaria. Choramos juntos, lamentamos o desencontro e a ironia do destino. Poucos meses depois, eu terminei meu namoro. Corri para contar para o Espantalho, mas dessa vez era ele quem estava envolvido com alguém. Respeitei o espaço dele, assim como ele respeitou o meu. Mas continuamos amigos, continuamos por perto um do outro.
Ao longo de 6 anos, nos tornamos bons amigos. Daqueles que não estão o tempo todo juntos, mas que quando precisam sabem onde encontrar. Daqueles que estão sempre no pensamento um do outro, mesmo quando não estão por perto. No início do ano passado, estávamos ambos solteiros e resolvemos sair. Nada demais, uma tarde no shopping, com açúcar, café, boa conversa, boa companhia. Tive medo de arriscar alguma coisa, ele tentou, eu travei. Não sei ao certo o motivo. Tenho medo de magoar o Espantalho e perdê-lo. Tenho medo que o nosso tempo já tenha passado e que insistir nisso seja uma burrice.
Ao longo de 6 anos, tivemos muitos encontros e desencontros. Ele sempre esteve junto de mim em momentos bons, em momentos ruins, em momentos de crise. Ele é sempre uma constante na minha vida. Ele é o homem com quem eu posso contar. Ele é aquele cara que sempre me viu chorando por outros caras, aquele que dizia que os idiotas eram eles, que não me mereciam. Ele é um amigo com nenhum outro. Ele é a pessoa que me conhece e que me entende quando nem eu mesma me entendo. Ele é o meu Espantalho. Ele é ele! E sim, ele é o único homem de quem eu morroooooooo de ciúmes toda vez que me conta uma história sobre uma nova garota.
#amomto
Eu o conheci nas Olimpíadas. Ele era o completo oposto de mim. Pisciano, tímido.. Enquanto eu estava sentada em uma roda de amigos, ele estava em um canto, apenas observando. Nossos olhares se cruzaram e eu comecei o meu jogo. Queria saber que era aquele cara. Alto, bonito, cabelos castanhos claros de cachinhos, olhos castanhos claros. Olhar marcante, mas carinha de assustado, de menino. Um amigo em comum nos apresentou e começamos a conversar em um grupo de 6 ou 7 pessoas. De repente eu percebi que as outras pessoas sumiram, e que nós estávamos sozinhos conversando há bastante tempo já. Gostei dele. Era o tipo de pessoa que conversava com os olhos. No final do dia, eu já estava falando que o amava.
As Olimpíadas eram na última semana de aula, e assim que acabaram, entramos de férias de meio de ano. Tratei de conseguir o msn dele e aí foi o real começo de tudo. Passávamos horas conversando dos assuntos mais variados possíveis: amor, filosofia, cultura inútil... Ele se tornou meu fiel companheiro das madrugadas de insônia. O Espantalho é uma das pessoas mais curiosas que eu conheço (e mais inteligentes também!): qualquer assunto é papo, qualquer oportunidade de aprender algo novo é lucro, qualquer pesquisa pode ser divertida! Ele era meu confidente. Falávamos besteiras, falávamos de coisas sérias. E eu já disse e repito: você quer conquistar um geminiano? Converse com ele! Converse muito e mostre que você consegue acompanhar o ritmo dele: ele vai estar nas suas mãos em dois tempos.
Eu adorava falar besteiras, sempre o deixava sem graça no início.. Mas depois ele se acostumou. Em uma dessas madrugadas à toa, eu lhe disse que ele era melhor que Jack Daniel's (sempre disse para ele que Jack Daniel's era o melhor amigo de toda mulher) e foi daí que veio o seu primeiro apelido: Jack. Gosto de dar apelidos às pessoas, gosto da noção de intimidade que isso nos dá, mas mais ainda gosto da ideia de ter um algo especial. O Espantalho veio depois de um episódio de Nip/Tuck, no qual uma mulher se suicidava na frente do amante porque ela descobriu um câncer de mama, e não queria "definhar" ou fazer a quimioterapia. Ela se despedia dele assim: "Adeus, Espantalho! De todas as pessoas desse mundo, você é de quem eu mais vou sentir falta.". Naquela noite, eu me despedi dele assim. E o apelido pegou. Jack Scarecrow: o meu Espantalho.
Como não podia deixar de ser, acabei me apaixonando pelo Espantalho. Ele foi a primeira pessoa para quem eu me declarei. Para quem eu disse com todas as letras: estou apaixonada por você. Sofri quando ele disse que não era recíproco. Chorei. Superei e comecei a namorar. Foi então que ele se descobriu apaixonado por mim. Mas eu não podia simplesmente largar o meu namorado, não podia não tentar viver uma outra história, não saber onde ela me levaria. Choramos juntos, lamentamos o desencontro e a ironia do destino. Poucos meses depois, eu terminei meu namoro. Corri para contar para o Espantalho, mas dessa vez era ele quem estava envolvido com alguém. Respeitei o espaço dele, assim como ele respeitou o meu. Mas continuamos amigos, continuamos por perto um do outro.
Ao longo de 6 anos, nos tornamos bons amigos. Daqueles que não estão o tempo todo juntos, mas que quando precisam sabem onde encontrar. Daqueles que estão sempre no pensamento um do outro, mesmo quando não estão por perto. No início do ano passado, estávamos ambos solteiros e resolvemos sair. Nada demais, uma tarde no shopping, com açúcar, café, boa conversa, boa companhia. Tive medo de arriscar alguma coisa, ele tentou, eu travei. Não sei ao certo o motivo. Tenho medo de magoar o Espantalho e perdê-lo. Tenho medo que o nosso tempo já tenha passado e que insistir nisso seja uma burrice.
Ao longo de 6 anos, tivemos muitos encontros e desencontros. Ele sempre esteve junto de mim em momentos bons, em momentos ruins, em momentos de crise. Ele é sempre uma constante na minha vida. Ele é o homem com quem eu posso contar. Ele é aquele cara que sempre me viu chorando por outros caras, aquele que dizia que os idiotas eram eles, que não me mereciam. Ele é um amigo com nenhum outro. Ele é a pessoa que me conhece e que me entende quando nem eu mesma me entendo. Ele é o meu Espantalho. Ele é ele! E sim, ele é o único homem de quem eu morroooooooo de ciúmes toda vez que me conta uma história sobre uma nova garota.
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