6 de outubro de 2010

Doce Setembro

por ..bee.. às 22:43 1 gritos de felicidade
Hoje eu estava assistindo "Doce Novembro" pela milésima vez e me dei conta do poder incrível dos filmes! Na verdade, de todas as formas de arte. Ou pelo menos daqueles que dependem da sensibilidade alheia. Acontece que a nossa percepção em relação aos filmes especificamente muda de acordo com a nossa vivência e nossas experiências. Acho que tudo em nossa vida devia ser assim... Acredito que as pessoas sábias e experientes já entenderam isso e vivem assim. Quem sabe?

Como eu disse, já tinha assistido "Doce Novembro" umas dez mil vezes! Mas nunca tive a percepção que eu tive dessa vez, nunca o interpretei dessa maneira; apesar de ter encontrado interpretações diferentes em cada uma das outras vezes. Chorei horrores todas as vezes, confesso. Quando estava no começo de namoro com o Ex, costumávamos discutir sobre a decisão da Sara: eu era a favor, ele contra. Eu a entendia! Mais do que isso, eu me identificava com ela. Imaginava que se eu tivesse câncer, não ia querer o homem que eu amo ao meu lado, me vendo definhar. Ia querer que ele lembrasse de mim nos nossos momentos bons e felizes. E então, quando eu terminei o namoro, desejava um final feliz para os dois, um "para sempre juntos", assim como eu também queria o mesmo final feliz para a minha história. E tive também meus momentos de solidão nos quais comprei a ideia de viver com um desconhecido ou um peguete por um mês e um mês apenas, e mudar a vida dele e deixar a minha ser mudada. O que eu nunca tinha percebido sobre o filme é que, além de ser uma história de amor, é uma história contemporânea, sobre o mundo em que vivemos... O filme é um relato sobre o tempo e o que fazemos com o tempo que nos é dado.

Em tempos onde time is money (tempo é dinheiro) é lei, tempo é a única coisa que a Sara pede para o Nelson. Tempo é a única coisa que nos custa imensamente dar (sem trocadilhos com o valor monetário, juro!). No entanto, tempo é a única coisa que vale à pena, que transcede, que é maior. Eles tiveram um mês juntos. "Novembro é tudo o que eu sei, novembro é tudo o que eu sempre quis.", Nelson declara. E o que faz esse tempo ser tão importante é a intensidade com a qual ele foi vivido. É o que faz com que um mês seja eterno, atemporal, inesquecível. Sim, eu sei que é uma história fictícia, mas na ficção esses personagens são reais, e esses personagens tiveram isso. Eles viveram em um mês o que muita gente sonha uma vida inteira em viver.

No fim das contas, "Doce Novembro" é sobre isso: fazer o tempo ser atemporal. A Sara teve um mês inteiro. Novembro. Eu tive uma semana. Uma semana de um doce setembro. Uma semana atemporal, eterna e inesquecível. Onde o tempo era o que menos importava, e por isso mesmo, tínhamos todo o tempo do mundo!

2 de outubro de 2010

Todas as trilhas caminham pra gente se achar

por ..bee.. às 23:20 0 gritos de felicidade
Tenho pensado bastante na vida e nas escolhas que fazemos. Aquelas escolhas que nos levam a momentos derradeiros, onde sabemos que dali para frente tudo vai ser diferente porque você já não é mais o mesmo. Tenho o péssimo hábito de guardar datas e eu acho que isso é coisa de historiadora mesmo. Sei que muitas vezes começos não são determináveis, mas ainda assim eu me esforço bastante antes de me dar por vencida.

Bom, minha viagem para Ouro Preto mencionada aqui foi ótima! Mais perfeita do que eu sonhava, mais real do que eu imaginava. E por mais louco que seja, eu não consigo deixar de pensar nos mil acasos que me levaram a ela.. E os outros mil tantos que me levaram a ele, ao meu Rato. "Eu queria ver você escrever a nossa história", ele disse. Por enquanto acho que eu só posso determinar o começo, porque eu ainda espero ter muitos e muitos capítulos a escrever. Por aqui pelo menos, ainda virão muitas histórias, muitas lembranças...

Mas será que o começo é mesmo algo tão importante? O marco zero? Hum... Como começamos? Sim, em uma noite em que eu queria alguém para conversar no msn porque estava mal. Culpa do Hippie. Então, começou com a ajudinha do Hippie. Ou teria sido do Psicólogo? Começou com um jogo, uma provocação. Terminou. Foi interrompida por um golpe do destino. Eu o tinha nas mãos, mas tive medo. Perdi. E de uma maneira louca, nunca deixou de ser ele. Passamos por poucas e boas e ainda assim eu estava ao lado dele, disposta a tudo. Talvez eu esteja destinada a continuar o legado da minha mãe: amando acima de tudo. Talvez essa seja a minha escolha: ficar ao lado dele, mesmo de longe. Mas acho que eu já não tenho mais escolha.

Tinha dúvidas, medos, inseguranças... Mas mesmo sem perceber, tinha um amor maior ainda, mais forte que tudo isso. E todas as dúvidas se foram nos cinco minutos que demorou entre o Rato ter me visto e ter me beijado. Cinco minutos e o tempo parou naquele momento. E o chão sumiu, e tudo começou a girar, e as pessoas ao meu redor não existiam mais. Cena de filme. E a nossa história é real.

Todos os riscos foram corridos em uma semana. Todo o tempo posto à prova. Todos os sonhos reafirmados. Toda a certeza do mundo de que há ainda muito para vivermos juntos. "Parece que foi feiro para mim", ele disse. Sim, feitos um para o outro, mas dessa vez, com uma forcinha do destino.

Eu me joguei mesmo.

3 de setembro de 2010

Aos olhos alheios

por ..bee.. às 22:00 1 gritos de felicidade
Por mais que digamos que não, somos extremamente ligados a nossa imagem e principalmente ao que passamos aos outros através dela. Natural, vivemos em uma sociedade hedonista e imagética, midiática, massiva, onde o corpo é o centro de tudo. Somos o que vestimos. O que está na moda. O que consumimos. E eu acho que, por um lado, isso pode até ser divertido. Não sou contra esse culto ao corpo, mas sou contra a padronização. Me irrita sair na rua e ver dez mil loiras artificiais, de cabelo liso artificial, comprido (às vezes artificial também). As loiras se divertem mais? Os cavalheiros preferem as loiras? Talvez... Mas seja uma loira de atitude! Ou melhor, seja uma pessoa de atitude!! Não só mais uma na multidão.

Comcei nesse papo porque entrei numa viagem depois de uma conversa inesperada essa semana com uma amiga. Falávamos sobre amor livre e personalidade liberal (leia-se Hippie e Ator) e aí que ela me surpreendeu dizendo que também me vê assim. Como alguém que não se prende às vontades alheias, que quando quer, QUER e ponto final. Mas que também pode decidir que não quer cinco minutos depois, e sustentar essa mudança de ideia.

Fiquei feliz com a descrição que ela fez de mim porque eu me vejo muito assim. Mas muitas vezes o "como você se vê" não condiz com o "como os outros te vêem". Ainda mais na sociedade em que vivemos (daí a introdução). Somos pré-julgados pela nossa aparência e muitas vezes acabamos sendo quem as pessoas pensam que nós somos e não quem queremos ser ou quem realmente somos. Confuso?

Ter personalidade é uma dádiva hoje em dia! E também um trabalho difícil porque são poucos os que têm coragem de continuar buscando mais sempre. Poucos são os que têm coragem de mudar, de encarar novas possibilidades, de se reinventar e ainda assim bater o pé e dizer: ISSO TUDO SOU EU.

Li uma frase em um muro hoje que dizia "Somos vítimas da nossa própria falta de atitude." e ela me inspirou bastante, porque no fundo eu acho que ela resume boa parte dos problemas da nossa sociedade contemporânea, comodista e acomodada. Fico feliz em ser diferente, e mais ainda quando essa diferença é notada. Vivo para ser qualquer coisa, menos ordinária.


*Bee escreve hoje com certa inquietação política em seu coração. Será o clima das eleições?! Naaaah..

30 de agosto de 2010

Cicatrizes

por ..bee.. às 14:32 1 gritos de felicidade
Sabe quando você acaba um relacionamento e a dor é tanta que chega a ser física? Ou termina do nada? Ou é você quem terminou? Ou o tempo simplesmente mudou a estação? Não importa muito, porque seja lá como for, términos de relacionamentos sempre doem. E então você jura que nunca mais vai se apaixonar, ou que da próxima vez vai ser diferente, ou que você está melhor sem ele... Qualquer coisa que sirva de consolo e te ajude a dormir tranquila a noite. Mas e se a próxima coisa for exatamente igual? E se a última ferida ainda não tiver cicatrizado? O pior é quando as cicatrizes mexem com a sua autoestima, porque essas não tem cirurgia plástica no mundo que as apaguem... (e nem terapia!)

Bom, ano passado, no meio de todo o meu rolo com o Hippie, aconteceu aquela encontro de estudantes de artes em Salvador. E esse ano vai acontecer de novo, só que em Ouro Preto dessa vez. É agora no final de setembro. Mas acontece que a burra aqui inventou de se apaixonar, de novo. E verdade seja dita, as minhas feridas de como terminou a minha história com o Hippie ainda não cicatrizaram. E eu tenho medo que essa história se repita. (mini flashback de Salvador pra quem não lembra!) se eu me magoar outra vez, não amo mais ninguém...

O Hippie o e o Rato são duas pessoas completamente diferentes, mas que não podiam ser mais iguais! Os dois são hedonistas, os dois são "amor livre", os dois são "não se apaixone por mim". A princípio eu posso até ter me envolvido com o Rato pelo tanto que ele me lembrava o Hippie, mas agora é diferente, é por ele mesmo. É por como eu me sinto quando eu estou com ele. Acontece que a história do Hippie não teve um final feliz, e toda essa semelhança entre eles me faz temer que a do Rato também não tenha. Tenho medo que as minhas cicatrizes falem mais alto. Tenho medo que a minha bagagem atrapalhe. Tenho medo de deixar o orgulho falar mais alto. Tenho medo de ser apenas uma ilusão. Tenho medo porque há muito tempo eu não sei o que é sentir ciúmes. Tenho medo de não saber discernir real de imaginário.

Com o Hippie, a situação era mais fácil, teoricamente. Só existia o "eu gosto de você". Mas ao mesmo tempo, existia uma procura, um retorno, apesar de nunca ter existido certeza alguma. Com o Rato existe o "eu te amo".. Mas existe também o "não se apaixone"... Existe o "você é diferente", mas existe também o "eu não tenho certeza de nada"... Existem todas as dúvidas do mundo em um segundo, mas no segundo seguinte existe o carinho, o cuidado e até mesmo o envolvimento. E a minha ferida não cicatrizada grita que o final vai ser o mesmo, que eu vou me magoar. Mas não adianta, eu faço pirraça e insisto que é "por minha conta e risco", mesmo com todos os meus medos. Mesmo com toda a minha bagagem. Mesmo com todas as minhas cicatrizes.

Acredito que todos nós temos cicatrizes e que em momento masoquistas, coçamos. Arrancamos a casquinha, só pra sentir arder de novo, para sentir doer e lembrarmos de ter mais cuidado da próxima vez. Mas também não conseguimos viver em uma redoma de vidro por muito tempo: logo logo o corpo está pedindo pela adrenalina, e quando percebemos, já estamos parados na beira do precipício, querendo pular. E pulamos! Mesmo tendo prometido não pular mais. Pulamos e ignoramos as cicatrizes, o cérebro, a dor. Mesmo com todos os medos. E por todos os medos. No fim das contas, é o medo que nos faz perceber o quanto a queda pode ser boa.


24 de agosto de 2010

Everything is changin'...

por ..bee.. às 23:44 1 gritos de felicidade
Acho que eu sou mesmo bipolar. Ou talvez simplesmente muito orgulhosa. Não sei ao certo.

Então, advinha quem reapareceu na minha vida esse fim de semana? Wild Cat! Sem namorada, é lógico. Queria sair, conversar.. Porque segundo ele, "a gente sempre se deu super bem". Resolvi dar corda e dizer que não podia sair porque estava sozinha em casa e alguém tinha que cuida do Jack. Prontamente ele se ofereceu para ir até a minha casa e levar pizza. Ooooi? Nem que ele levasse 10 litros de Haagen Daas de morango dessa vez!! Dei um fora bonito e me senti vingada! #scorpiofeelings

Sim, esse foi o cara por quem eu chorei durante uma semana antes de dormir. Foi o mesmo cara que me fez acreditar que eu era o problema. O mesmo que me fez perder o controle. O mesmo que me vez chegar ao fundo do poço. E sim, aquele mesmo que me fez ficar desesperada e deixar o Ator super preocupado porque eu precisava dele, porque ele me acalmaria.

Acontece que com um histórico desses, mesmo sendo o maior palhaço do mundo, eu fiquei mexida com essa nova investida do Wild Cat. Talvez por orgulho, talvez porque eu tenho o ego do tamanho de um bonde, talvez.. Talvez isso seja eu a aquela minha velha vontade autodestrutiva querendo me sabotar.

Ultimamente eu estou com a sensação de que tudo está mudando, com uma angústia... Que me faz fazer coisas idiotas. Que me faz afastar as pessoas quando o que eu mais quero é abraçar e nunca mais soltar. É colo, é carinho.. É a certeza de que nada mudou e de que eu não me joguei sem paraquedas a toa... Mais uma vez. Que me faz perguntar qual é o meu problema? Por que eu não posso simplesmente dizer eu te amo e ser feliz com isso? Porque eu estou cansada de mostrar o quanto que eu quero, e quando eu mais preciso de um feedback eu não ter. Isso me faz ter dúvidas e travar. E matar todo o progresso que eu já tinha feito. Isso acaba com a minha noite, mesmo depois de um dia quase perfeito!

#avrillavignefeelings



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12 de agosto de 2010

O ex-namorado e os seus truques

por ..bee.. às 18:28 2 gritos de felicidade
Eles aparecem do nada, normalmente depois de muito tempo sem dar notícia. Chegam sem a menor cerimônia e agem como se nada tivesse acontecido, com a cara mais lavada do mundo. Ex é uma praga!

Essa semana foi o aniversário do meu ex, leonino bravo e ciumento. Territorialista que nem ele só, se curvava a todo e qualquer capricho dessa geminiana mimada aqui. Coincidência ou não, ele também deu uma reaparecida na minha vida essa semana. Sim, ex é uma praga!

Tudo começou com um almoço de família no domingo. De repente, a família inteira estava com saudades dele, porque ele era um bom moço (desde quando!?!?), carinhoso (tá, isso era).. E tudo mais o que ele não era quando a gente namorava, sabe? Por mais que eu ache estranho, é normal que ainda exista um carinho grande pelo ex, afinal de contas, ele foi parte da minha família por 3 anos.. E a minha família é justamente aquele tipo italiano brigão, e que sempre agrega todo mundo.

Enfim.. Tinha chegado em casa não tinha uns 10 minutos e ele me ligou. Levei um susto! Conversinha fiada, coisa boba.. Ainda existe um carinho muito grande, blah blah blah.. Nada que justificasse a ligação. Achei estranho, muito estranho, mas confesso que não me senti mexida. Aí depois foi a vez da conversinha fiada no MSN. Falou que não gostou da minha franja (oooi?), contou que vai se mudar para Campos... Eu ouvi pacientemente até ter a ideia de falar da minha 2a tatuagem (que ainda não exite) na virilha. Foi o suficiente para o papo mudar. O Ex começou a tentar me convencer a mostrar a tattoo na webcam, e quando eu disse firmemente que não mostraria, ele disse que tudo bem, que agora não era mais esse tipo de homem. Oooi?

Tudo bem, eu confesso que fiz isso só de pirraça. De criancice mesmo! Só para ver se eu ainda mexo com ele de alguma forma (ex é uma praga!)... Mas ainda acho estranho ele ter reaparecido do nada. Quando eu era mais nova, costumava pensar que os Ex apareciam naqueles momentos decisivos, só para você ter a certeza. No meu caso, a certeza foi de que eu já o esqueci, superei e estou mesmo apaixonada.

29 de julho de 2010

Escrevo para não gritar, grito para não enlouquecer...

por ..bee.. às 00:02 0 gritos de felicidade
É oficial: não gosto de me apaixonar!

Não gosto de sentir a falta dele, não gosto de me preocupar com ele, não gosto da vontade de estar com ele o tempo todo, não gosto quando minha mente fica à toa e ao invés de voar em questões da minha monografia voa para ele... Não gosto dessa inquietude que dá no meu coração, não gosto de ir dormir pensando nele... Não gosto de não me sentir dona de mim...

Há tempos atrás, eu era Summer Finn, eu era senhorita independente, eu podia jurar que era feliz sem amor.. eu podia jurar que era "minha, só minha e não de quem me quer"... E eu então eu sentia falta do friozinho na barriga, porque, vamos confessar? é gostoso!

E hoje em dia eu estou puta comigo mesma! Não porque eu me apaixonei, mas porque a única coisa que eu achava que estava dando certo na minha vida na verdade não está! Porque meus esforços e sacrifícios não estão sendo vistos ou valorizados... Porque eu estou cansada, no meu limite! Porque ao longo de 3 anos de faculdade, eu nunca banquei a vítima, porque a escolha de estudar em outra cidade foi minha! Porque quem quis procurar o caminho mais difícil fui eu.. E sinceramente, me pergunto se está valendo a pena..

Talvez na verdade eu seja uma frouxa, isso sim! Só sei que eu estou decepcionada comigo mesma. Quero ser forte, continuar lutando, mas sinto que isso está me consumindo. Preciso de gás, de alguma coisa... Dá pra fugir pro Polo Norte e virar ajudante de Papai Noel?

Enfim, ando sob um leve desespero que não me é comum e não estou feliz com isso. Ando inquieta, sem ânimo e cansada. E hoje, eu escrevo para não gritar... Mas grito (aquele grito abafado no travesseiro) para não enlouquecer...

24 de julho de 2010

Sob um leve desespero...

por ..bee.. às 18:23 1 gritos de felicidade
...que me leva, que me leva daqui!

Amooo Capital Inicial!! E sou absolutamente louca e apaixonada pelo Acústico MTV deles. Acho que esse CD marcou todo e qualquer relacionamento/pseudo-relacionamento que eu já tive. Desde "Fogo" quando eu ainda tinha 13 anos e a minha paixãozinha disse que essa era a música perfeita para nós dois, até o início do ano passado quando o Garotão me mandou um email com a letra da "Eu vou estar"...

Se eu tivesse que escolher outra maneira pra me expressar que não pelas minhas próprias palavras, com certeza seria através da música. Frequentemente faço isso, quando não sei o que dizer: uso palavras alheias, normalmente cantadas por pessoas que eu gosto ou admiro. Sim, música é vida, é memória, é momento, é saudade...

Mas não é sobre isso que eu quero falar hoje. Comecei o post com essa música por me identificar com essa frase hoje. Sabe aquelas coisas que acontecem e você não percebe? E aí quando você percebe, bate o desespero?

Estou em uma viagem com os meus avós, que não são novinhos: vovô tem 85 anos e a vovó 77. Muito mais do que os meus pais, os meus avós são os amores da minha vida!! Desde pequena, são os dois que acobertam as minhas travessuras, são os dois que me mimam, são os dois que me fazem passar na casa deles todos os dias simplesmente para dar um beijo, porque eles sentem saudades, e demonstram isso.. São os dois que reclamam que eu estou magra demais.. São os dois que compram ingredientes escondidos para me fazer queijadinha ou docinho de nozes de surpresa pro meu aniversário... São as pessoas mais inexplicáveis, incríveis e inenarráveis da minha vida.

A viagem está sendo ótima! Juro que ainda é possível ver os olhos do meu avô brilhando quando ele olha para a minha avó e vice-versa. Os dois caminham pelas ruas de mãos dadas e se preocupam um com o outro constantemente, a ponto de ser até motivo de pequenos desentendimentos. Mas os dois não são mais novinhos, e o reconhecimento disso me deu um desespero! Ver os dois lutando contra as suas dificuldades (esquecimentos, uma leve surdez, falta de atenção, cansaço) é de partir o coração. Reconhecer que os dois não são mais os mesmos, que a velhice também está chegando para eles, me dá esse desespero... Me faz chorar escondida a noite para que eles não percebam, e me faz querer colo...

Envelhecer é uma merda!

11 de julho de 2010

Proximidade

por ..bee.. às 00:34 1 gritos de felicidade
Quando eu fiz este post, em setembro do ano passado (diretamente do túnel do tempo!), tinha a intenção de escrever uma continuidade para ele: o que nos faz passar de "em estado de apaixonada" para apaixonada de fato? Acabaram acontecendo outras coisas que desviaram o meu foco e o tal post ficou esquecido. No entanto, hoje, enquanto escrevia uma carta para o Rato, acabei "esbarrando" em tal assunto de novo.

Então, respondendo à pergunta, eu acredito que a proximidade é o que nos faz apaixonar. Além daquilo tudo que já foi dito, acho que a proximidade é a piece de la resistance, é o que faz o cérebro (que até então estava segurando a onda) se jogar. Porque a proximidade normalmente acontece quando o cérebro não está preparado, quando começamos a curtir esse "estado de apaixonada". Quando a presença do outro na sua vida passa a ser algo natural, e no entanto, inquestionável.

Na verdade, a proximidade é a grande vilã da história. Ela tanto pode ajudar quanto piorar. Um exemplo? Lembra aquele seu ex-amor que você jurava que tinha esquecido e que dele não queria nem ouvir falar o nome? Advinha o que acontece quando de repente ele está por perto de novo? Com um novo visual (tão bonitinho!), os mesmo olhos castanhos pidões, a mesma atitude de rei do mundo... A proximidade nos faz pensar, ficar em dúvida.. Principalmente se aquele outro gatinho que você estava de olho, que andava tão próximo, de repente está mais distante... Mais frio, mais sem tempo para você...

Há tempos tenho notado certa reaproximação do Hippie na minha vida. Até então pensava que era apenas coincidência: estudamos juntos, é impossível não nos encontrarmos. Porém eu o percebo mais receptivo comigo. E sinceramente, não acho que isso seja apenas coisa da minha cabeça. Acontece que essa proximidade do Hippie mexe comigo de uma maneira que não deveria mexer... Junte a isso um certo afastamento do Rato... Resultado? Sim, eu quase fiz besteira.

Me pergunto se essa proximidade do Hippie mexe comigo pela carga do não resolvido que existe entre nós ou se é por algo a mais. Não sei. Quero acreditar do fundo do meu coração que é pelo não resolvido, mas conversando com uma amiga, ela me fez perceber que talvez não seja. Tenho medo que essa proximidade me faça cair no mesmo abismo e novamente ser "sugada" nesse turbilhão de emoções que ele é. Mas mais ainda, tenho medo de ter essas recaídas sempre que o meu "novo alguém" não estiver próximo.

Hmm... Sei lá! Só sei que teve uma época em que o Rato estava presente na minha vida, apesar da distância, e eu realmente sinto falta dele.

6 de julho de 2010

Das perguntas cretinas ou guerra dos sexos

por ..bee.. às 23:04 3 gritos de felicidade
Em determinados momentos de nossas vidas nos deparamos com umas perguntas cretinas que nos fazem pensar no impensável. Geminiana curiosa que sou, adoro fazer tais perguntas, mas odeio respondê-las. Odeio pelo simples fato de conseguir advogar sempre os dois lados de um mesmo caso, e com isso, nunca chego a lugar nenhum. O que faz com que eu sempre seja acusada de indecisa, de "em cima do muro", e até mesmo sem opinião.

O fato é que eu acho muito precipitado dar uma resposta definitiva. Me conheço bem e sei que uma das minhas maiores características é mudar de opinião. Então, como eu vou ser taxativa? Como responder uma coisa e ponto: nunca mais pensar naquilo? Se querem saber, o meu autoquestionamento é o que me move!

A pergunta cretina que originou esse post é: "quem se apaixona primeiro: o homem ou a mulher?". O Amante (meu calouro desse ano S2) tem um blog bastante legal, e fez essa pergunta em forma de enquete. Conversamos bastante sobre o assunto e chegamos a conclusão de que cada um responde a essa pergunta de acordo com as sua experiências pessoais. Então, vamos às minhas...

Eu acredito que os homens se apaixonam primeiro, no entanto, nós mulheres (por sermos viciadas em romance) admitimos primeiro. O problema desse nosso vício é que acabamos confundindo corrente de ar com frio na barriga e pronto: lá estamos nós jurando amor eterno... Acontece que normalmente quem dá o primeiro passo são eles (falem o que for, mas ainda vivemos numa sociedade machista e ainda é assim sim!), e quem escolhe manter o contato também. Minhas últimas experiências com cafas e afins me levam a crer que o contato só continua se há um interesse legítimo masculino. Com isso, eles já abrem uma brecha para algo mais, e de certa maneira, já deixam a guarda baixa (pelo menos um pouquinho). E como paixão é coisa que acontece e não se explica.. Pronto! Aí está o bobo já apaixonado por você... Mesmo que ele continue com aquele papo de "amor livre", de que não quer compromisso.

Repito que tudo o que eu digo aqui não é ciência exata: a maioria das coisas é "achômetro" puro. Comigo foi assim nas últimas vezes: ele se apaixonou primeiro, mas eu admiti antes. De certa maneira, acho mais fácil assim. Boba que eu sou, não sei me apaixonar sem me jogar.. E é muito melhor se jogar quando pelo menos se desconfia que vai ter alguém lá embaixo para te segurar...
 

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