25 de abril de 2012

por ..bee.. às 21:47

"E eu tão singular, me vi no plural"
(Lenine)

Das coincidências felizes da internet, encontrei essa frase jogada ao léu em um tumblr. No momento que eu a li algo em mim fez click. É isso. É exatamente isso. Eu não me sinto plural. Me sinto sozinha. Barrada. Aquela que deveria estar promovendo a festa ou pelo menos ajudando o DJ a fazer o setlist, mass... Não me deixam entrar.

Sabe quando você não quer ser uma dessas mulheres que dependem de homem para ser feliz? Sim, eu acho que eu sou uma dessas. Fico feliz em estar em um relacionamento, mas não em ter um. A diferença? Acho que ter é uma coisa superficial: você tem alguém que está lá e não precisa fazer muito esforço. São momentos de paixão, compreensão, mas ainda assim é uma coisa morna. Estar é vivenciar, é querer ser dois, é se sentir mal quando o outro está mal... É mais intenso, mas também mais difícil.

Hoje eu entendi que há muito tempo eu não queria estar em um relacionamento por isso, pela intensidade. Onde está a minha válvula de escape? Era tão mais fácil quando ela existia e ainda assim isso não influenciava em nada. Era tão mais fácil fugir quando algo não saía como esperado... Quando se tem um caso, só se tem a parte boa da coisa: o sexo, os encontros felizes (que quando muito são uma vez por semana). A cobrança fica de fora, a convivência, a chateação, aquela mania totalmente irritante. E quando se sente que está se entregando demais a algo que não tem futuro, é só procurar a próxima coisa: a válvula de escape. É tão fácil! Quando eu estava me apegando ao Balsaquiano, eu fugia. Saía para conhecer gente, me distrair, desligava o celular. Quando eu me apeguei ao Empresário, liguei para o Balsaquiano no dia seguinte... Só o que eu queria era fugir. E fugir é tão legal!!! É mais um desses meu quereres momentâneos, eu vou me arrepender depois porque eu tenho um algo sólido e concreto que me deixa feliz na maioria das vezes... Mas como eu me acostumei a fugir quando algo não sai do jeito que eu quero... Eis o meu drama.

São 5 meses de namoro, mas às vezes eu ainda não me sinto parte da vida do Namorado. Porque eu sou a última a saber quando alguma coisa acontece, porque quando ele está chateado ele se fecha completamente e porque nós já tivemos essa briga outras vezes. Não acho que ele perceba que isso me faz mal e não consigo nos ver chegando a um consenso. É frustrante e me faz querer fugir, ligar pro Balsaquiano e abrir mão de tudo. Ficar de papo no estúdio... Beber cerveja... Não sei estar em um relacionamento e não fazer parte da vida dele. Não compartilhar as frustrações, os medos, os planos, as dúvidas. Será que eu estou tão errada assim?! Não estou pedindo que tudo sejam flores, só.. Quero estar de verdade ali, por perto, pro que der e vier. Acho que estou cansada de me sentir sozinha, mesmo em um relacionamento.

2 gritos de felicidade:

on sábado, 19 maio, 2012 disse...

Eita, quanto tempo sem vir aqui e já percebi que muita coisa mudou, principalmente o estado civil rs. Saudades de vc menina. Depois veja lá no blog o meu face, me adiciona que pra gente papear...

Ivan Monma on sexta-feira, 15 junho, 2012 disse...

Seus textos sempre me desconstroem... não o que comentar, só desejo que tudo se resolva! bjo

 

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