28 de junho de 2011

Agridoce

por ..bee.. às 21:55 2 gritos de felicidade
Dizem que temos que abandonar o passado para começar um novo presente e quem sabe assim alterar o futuro... No fundo, talvez eu ainda pense que vamos nos reencontrar algum dia, assim, por acaso.. Em um café em Paris, quem sabe? Ou nos bastidores de um teatro.. É uma sensação agridoce que me invade toda vez que nos falamos. Um misto de saudade com esperança.. Dá para entender?

Minha memória ainda vive muito você, por mais que meu coração dê seus saltos por um outro alguém. Meu rosto ainda cora com as lembranças das noites frias lá fora. Não sei explicar, mas sei que você entende, não entende? Você sabe o quanto foi real, o quanto foi nosso, o quanto foi sincero e o quanto foi amor..

Não que o passado me persiga, mas essa sensação agridoce permanece. Depois que eu postei o vídeo anterior, fui assitir ao filme "Nosso amor de ontem". Nós não éramos tão diferentes quanto a Katie e o Hubble, mas eu me identifiquei com ela. Talvez porque a Carrie tenha se identificado com ela no episódio de Sex & The City e eu me identifico com a Carrie.. Mas desde que eu assisti, eu fico pensando nisso. Em como às vezes nós somos tão complicadas que os homens preferem abrir mão de toda essa complicação para ficar com algo mais simples... Como.. gelatina!

Acho que o nosso caso foi um pouco isso. Eu e ele éramos perfeitos um para o outro, mas tínhamos a nossa carga de drama. E diante da facilidade quem prefere o drama? Eu! Eu confesso que eu sou viciadinha em drama. Gosto das impossibilidades, gosto das dificuldades, gosto de saber que eu lutei por algo, porque só assim eu sou valor àquilo... Então, nesse ponto eu sou uma Katie, uma Carrie, uma Bee.. Uma louca que é complicada, estranha, cheia de manias, de mau humor, mas que também faz pequenos mimos só para agradar e ver os outros sorrirem. "Espere e verá", eu disse. Mas esperar leva tempo e enquanto você esperava, apareceu alguém menos complicada e então.. Sensação agridoce, pelo que foi vivido e pelo que não foi vivido.

A cada dia mais eu tenho certeza de que você também sente isso.

A sua nova garota é linda, Hubble...


14 de junho de 2011

por ..bee.. às 22:14 0 gritos de felicidade

22 de maio de 2011

Querido 24º..

por ..bee.. às 17:32 2 gritos de felicidade
Seja benvindo, mas por favor traga consigo a capacidade de me fazer uma pessoa melhor. Não repita as coisas que o senhor 23º me trouxe e me fizeram mal, mas tenha a decência de deixar permanecer as coisas que me fizeram bem.

Tenho expectativas em relação a você porque eu sou apenas humana, e isso é uma coisa que talvez você possa me ajudar. O 23º me trouxe em sua reta final mais pé no chão e eu gostaria que você continuasse esse processo. Mas por favor, não faça de mim uma pessoa desiludida e desacreditada. Não mate as asas que tenho nos pés e a vontade que tenho de voar, apenas me dê sensibilidade para discenir quando devo voar e quando devo ficar com os pés quietos no chão.

Me traga um amor para alimentar minha alma romântica, mas não um qualquer. Com fogos de artifício e vontade de ficar junto pra sempre! Um amor daqueles de cinema, que vai chegar na hora certa, no lugar certo. Aliás, deixo isso por sua conta: você decide se caberá a você me trazer isso ou não.

Ah! Não se esqueça das surpresas, por favor. Sei que será difícil superar as surpresas que o senhor 23º me trouxe, mas isso não é uma competição, ok? Eu só não quero ficar estagnada, achando que a vida vai sempre ser a mesma coisa.

E não posso esquecer de pedir que capriche na confiança. Pode trazer doses extras, viu? Porque nisso, o senhor 23º deixou muito a desejar. Acho que ele foi bastante cruel comigo: primeiro me deu toda a confiança do mundo que me fez achar que eu podia fazer qualquer coisa. E então, quando eu caí do cavalo, quando eu mais precisa de uma gotinha de confiança para seguir em frente, ele tirou ela de mim, assim como a esperança e a vontade. E como se vive sem a vontade? Sem a curiosidade?

No mais, peço o de sempre, mas que não é menos importante: 23º me cercou de bons amigos e eu gostaria que você os mantivesse por perto. Entendo que eu também tenho que me esforçar e prometo que vou fazer minha parte. Também gostaria de boas oportunidades na minha carreira, acho que de tudo, esse foi o maior legado do 23º. Me encontrei e retomei o gás que eu tinha no início da faculdade, por favor não me deixe perder isso justo agora na reta final.

Se não for pedir muito, antes de chegar, você vai encontrar um balde no canto da porta, com todas as lágrimas que o 23º me fez passar. Foram menos lágrimas que o 22º deixou, eu confesso, mas nessa reta final, o 23º me castigou bastante e então.. Enchi um balde. Gostaria de ter pensado antes e separado as lágrimas de tristeza das de alegria, pois assim poderia pesar se o 23º me fez mais feliz ou mais triste... Para futuras referências, 24º: por favor, me traga menos lágrimas.. Se não for pedir muito, é lógico...

E por último (sei que já pedi demais e já abusei do seu tempo): VENHA! Venha com toda a sua potência, com toda a sua vontade, com todos os seus desejos! Venha para fazer de mim mais velha, mais experiente e quem sabe até mais sábia. Venha para me trazer as mais diversas emoções, os velhos amigos, as novas experiências.. Venha para me fazer feliz.

Seja benvindo, querido 24º.

Quinta-feira, dia 26, brindamos a sua chegada!


12 de maio de 2011

Aqueles jogos de sempre...

por ..bee.. às 12:47 2 gritos de felicidade
Outro Ator, mesmo jogo, novo cenário.. Mesmo jogo... Mesma eu?

Será que vale à pena? O NOSSO jogo, tão nosso... Tão.. Gato e Rato.. Tão começo de tudo.. Será que eu arrisco? Sei bem como o outro jogo acabou, e as consequências que isso teve para mim. Sinto falta do meu Ator, sabe? O meu.. O amigo que não sabia ser só amigo. Queria que ele dissesse "vai! se joga! Tenta de novo...". Mas também.. Ah, sei lá! Não sei o que eu quero.

Era o NOSSO jogo, não sei se estou pronta para jogar o mesmo jogo.. Com outro.. Mas ao mesmo tempo, a ideia de um novo jogo me atrai profundamente e chega a ser mais forte do que eu. Só está começando. Os papéis foram distribuídos, o cenário montado... O primeiro contato feito como que por acaso, só para testar.. A química foi instantânea! Pude ver nos olhos do Novo Ator a mesma paixão pelo palco, o mesmo conforto em cena...

Continuar o jogo? Será que eu vou saber lidar de uma maneira diferente? Dessa vez não existe a distância para salvar quando eu esquecer a fala, ou quando ele improvisar.. Mas ao mesmo tempo, acho que não mais a mesma jogadora de antes...

Nesse momento, sou dona de todas as inseguranças, de todas as dúvidas do mundo e de um sorriso bobo sem tamanho no rosto... Seja pelas saudades do antigo jogo, seja pelo começo do novo... Que seja!

21 de abril de 2011

são tolices, eu sei

por ..bee.. às 21:53 2 gritos de felicidade
Eu tenho um vazio. Desde que eu descobri que aquele amor imenso que eu sentia pelo Rato ficou naquela semana em Ouro Preto. Eu tenho um vazio e isso me incomoda. Porque eu não sei como preenchê-lo, e então eu tenho feito de tudo para não pensar nesse vazio, mas cada vez mais ele grita. Ele corta, ele dilacera. Tenho medo de preencher esse vazio com a pessoa errada. Mas como eu vou saber se não tentar? E se dessa vez der certo? E se dessa vez for A vez?

Eu me sinto perdida porque eu sinto saudades. Eu me sinto estranha porque eu consigo chegar perto de qualquer pessoa menos dele. Eu me sinto uma criança, que não consegue falar "eu gosto de você", e faz tempo que eu não sou essa garotinha. Faz tempo que eu tenho coragem o suficiente de assumir o que eu sinto.

Queria saber se ele pensa em mim. Queria fugir com ele, pra qualquer lugar. Porque eu vejo ele perto e eu sei que ele precisa de um tempo de tudo. Queria ser a pessoa que proporciona isso a ele. Queria.. Ah!!! Nem eu sei o que eu queria..

Gosto de ter ele por perto, mesmo eu ficando tensa.

Gosto. E pouco importa se é pela carga do mal resolvido, ou se é pela química que a gente sempre tem. Gosto. E queria mais uma chance...






28 de março de 2011

a vida é uma espiral, afinal...

por ..bee.. às 21:07 1 gritos de felicidade
Uma vez, para um trabalho de música na faculdade, eu desenhei uma espiral. A intenção do professor era mostrar como é difícil traduzir uma forma de arte em outra. Como passar para palavras uma pintura? Como passar para um desenho uma música? Como traduzir a maneira que aquilo te toca, te envolve, te emociona?

A música que eu escolhi foi Insensatez, do Tom Jobim. E depois de ouvir incessantemente a mesma música, percebi que ela me passava uma sensação de retorno, de voltar-de para si mesmo, mas ainda assim ir adiante de alguma maneira. Não desenhei um círculo porque ele não tem fim nem começo, logo, não retorna a lugar algum... Nem mesmo sai do lugar. Um círculo é amarrado, fechado. Preso. Uma espiral não. A espiral tem a ilusão de liberdade. Ela vai mais volta. E volta porque quer. E quando volta já não é mais a mesma, e então ela vai de novo. Num ciclo sem fim.

Ultimamente tenho pensado muito a minha vida como a espiral, um eterno retorno. Por mais que eu tente quebrar padrões, algumas coisas sempre voltam. Valores, pessoas, cheiros, gostos... Voltam para me lembrar as minhas dores que eu queria esquecer, mas mais ainda pra me mostrar que eu sou forte, que já passei por isso antes e sobrevivi, mesmo achando que não conseguiria.

É um retorno a si mesmo mas com experiência... Não se deixa a bagagem para trás ou as lições que se aprendeu. É mais interessante, é o que os sábios fazem para não enlouquecer... É a lembrança e o empurrão para seguir em frente. É a certeza de que aconteceu, que marcou, e por isso mesmo a lembrança ficou.


5 de março de 2011

reencontros

por ..bee.. às 01:28 0 gritos de felicidade

Às vezes eu me surpreendo com a capacidade da minha memória de guardar coisas inúteis! Quando eu era mais nova, assistia a um seriado chamado Related. Era a história de quatro irmãs que já eram adultas (a mais nova tinha acabado de entrar para a faculdade) e tinham perdido a mãe há pouco tempo e estavam aprendendo a lidar com isso; ao mesmo tempo em que seus problemas pessoais e o relacionamento do pai com uma nova mulher as unia. Uma espécie de Sex & the City entre família.

Me identificava com o seriado pelo fato de a minha família ser composta basicamente de mulheres (mulheres incríveis, diga-se de passagem!), e quando resolvemos nos juntar para colocar o papo em dia são sempre gerações diferentes cheias de histórias para contar, experiência para partilhar e opinião para dar. Bastante terapêutico, até.

Em um episódio da série, Marjee, a irmã louca, termina com um namorado e vai atrás de um ex para se recuperar. Eles transam e ela vai embora. E quando ela conta para as irmãs ela diz: "Ele é o meu cara da recuperação. Sempre que eu termino com alguém eu fico com ele e ele sabe disso.". E por mais que pareça uma ideia louca, isso me fez pensar. Quantas vezes não temos uma recaída por um ex assim que terminamos com alguém? Seja pelo que o ex representa, seja pela carência, seja pela proximidade...


Tive um reencontro com o passado essa semana. Foi aniversário do Hippie. E por mais que eu saiba tudo o que acontece cada vez que ele está de volta na minha vida, não pude impedir o reencontro. A vontade. E fiquei me perguntando se talvez ele não seja o meu cara da recuperação. Aquele a quem eu recorro quando a carência bate porque eu sei que é bom, que é familiar, que é confortável... Pelo menos no começo. O meu grande problema é que eu perco o limite tênue entre "o cara da recuperação" e o cara com que eu quero ficar; porque eu me apego muito fácil, por mais que eu odeie isso.

Foi um reencontro de uma noite e eu fico dizendo a mim mesma que foi SÓ isso. Mas enquanto meu cérebro tenta se convencer, meu coração já está há mil passos na frente, enfiando os pés pelas mãos. Nunca é SÓ isso com o Hippie e eu já devia saber disso.

21 de fevereiro de 2011

e então eu fui embora

por ..bee.. às 10:29 3 gritos de felicidade
Peguei o pouco de dignidade que ainda me restava e fui embora. Sem ele mandar, sem me rastejar mais.

Posso não entender muito de teatro, mas pelo pouco que eu sei, eu nasci para ser dona da minha vida, das minhas escolhas, das minhas decisões; não a melhor amiga E eu mereço ser a protagonista da vida de alguém.

Estou saindo do palco, abandonando a cena enquanto ainda sou um resquício de protagonista da sua vida. Cada dia mais me torno coadjuvante enquanto ela rouba o meu papel.

_Me desculpe, mas não vou ser coadjuvante na vida de alguém que sempre foi protagonista na minha. Eu mereço mais. Eu quero mais.

17 de fevereiro de 2011

e de mais ninguém...

por ..bee.. às 14:08 0 gritos de felicidade
Havia um tempo em que eu seria sua, eternamente sua e de mais ninguém. Um tempo em que tudo era perfeito e que eu dormia e acordava sorrindo porque eu sabia que eu te amava, mais que tudo. E que nada mudaria isso.

Agora eu vejo, aquele beijo era mesmo o fim. Não teve um último beijo, não teve um ponto final. Teve uma mudança de atitudes, uma distância que falou mais alto. Como eu pude ser tão burra a ponto de achar que, se eu fiz isso com uma outra pessoa, alguém também não faria comigo? Não saber é o que dói mais. Não ser mais o motivo dos seus sorrisos, das pernas bambas ou do olhar apaixonado.

Me manda embora! Diz que eu já não sou nada na sua vida além de uma lembrança. Me escurraça. Me humilha. Me manda embora se você não sente mais o mesmo. Acaba com isso. Me manda embora se é isso o que você quer. Me diz que acabou, que já não existe mais. Me manda embora!

Me manda embora porque só assim eu vou saber que eu fiz tudo o que eu pude pra esse amor dar certo, e se não deu, a culpa não foi minha...

Me manda embora pra eu seguir a minha vida em paz!

31 de janeiro de 2011

Thought that we were stronger ...

por ..bee.. às 19:56 1 gritos de felicidade
Coloque os pés no chão mas sem se amargurar, um amigo me aconselhou. Como se faz isso quando se descobre que o sonho a dois só se passa na sua cabeça? Coloque os pés no chão, garotinha! Não se pode andar nas nuvens e você sabe bem disso!

Você se apaixonou por uma ideia e não só por ele. Será? Foram meus impulsos românticos que me levaram a querer esse relacionamento para mim?

É, mas você também não me pôs em primeiro, e já não me põe em primeiro há muito tempo! Talvez eu nunca tenha sido uma prioridade... Sempre com tantas outras coisas para fazer e eu sempre entendendo por causa da distância...

A culpa é minha! Eu construí castelos de areia perto da água, sabendo que eles desmoronariam com a primeira onda... Olha aí! Eles eram tão lindos e agora têm pedaços faltando. Será que a estrutura é forte o suficiente para aguentar apenas uma reforma? Que foi abalada, isso é fato. Será que eu pago pra ver ou aproveito e destruo o resto?

É só uma queda, isso acontece. Pessoas têm quedas por outras e muitas vezes isso não significa mais nada. Isso significa que eu preciso colocar os pés no chão e encarar a realidade: nada é perfeito!

...

Devo mesmo ser muito mulher burra, porque eu podia aceitar tudo de você, menos você sentir algo por outra pessoa. Continuo achando que a errada nessa história sou eu... Eu que não estava me permitindo me aproximar de ninguém com medo de me envolver. Nós somos frágeis, humanos.

Me sinto uma idiota sabendo que eu tenho evitado me envolver em nome desse nós. Fico desacreditada. Sinto que você matou um pouquinho de nós. Me sinto uma idiota porque eu deixei a minha guarda baixa por você. Por mais ninguém, mas por você...

Me pergunto se não estamos apenas tentando evitar o inevitável. Eu quero, eu estou disposta a lutar, mas eu não posso lutar sozinha... Eu não posso ser forte por nós dois. Quando você me pediu para ser forte, eu disse desde o primeiro momento: "eu também não sou forte sozinha, mas juntos nós somos fortes... Juntos nós podemos!"

Não é inabalável como eu pensava e isso dói! Dói porque pode acabar a qualquer momento e porque se acabar eu vou sair dessa mais machucada do que de todas as outras. Dói porque as minhas lentes cor de rosa se partiram em milhões de pedacinhos e por mais que eu não queira, está tudo em tons de cinza agora. Nada é imutável! Foi um sacode mas.. Eu ainda acredito!
 

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